Rare ajudou de perto nos novos ports de Banjo-Kazooie e Banjo-Tooie para Evercade !!

Os fãs de Banjo-Kazooie que estão de olho no novo cartucho da Evercade podem esperar algo bem mais elaborado do que simplesmente colocar as ROMs originais do Nintendo 64 dentro de um emulador.

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Segundo o CEO da Blaze Entertainment, Andrew Byatt, a própria Rare participou ativamente do desenvolvimento dos novos ports de Banjo-Kazooie e Banjo-Tooie.

O Banjo-Kazooie Double Pack chega à Evercade em 30 de outubro, reunindo os dois clássicos do Nintendo 64 em um único cartucho compatível com os consoles, portáteis e mini arcades da plataforma.

E o mais interessante está justamente no que aconteceu por trás desse lançamento.

Rare forneceu código-fonte e materiais não utilizados

Diferentemente da maioria dos cartuchos da Evercade, que utilizam ROMs executadas por emulação, os dois jogos de Banjo receberam ports nativos.

Isso permitiu que a equipe implementasse uma série de melhorias, incluindo resolução superior, 60 FPS, save states, controles de câmera aprimorados e um novo esquema de controle adaptado aos aparelhos Evercade, que utilizam D-Pad no lugar do analógico tradicional do Nintendo 64.

Também foram adicionados recursos inéditos, como um novo menu de cheats, diálogos adicionais e um music player que inclui músicas que nunca haviam sido lançadas oficialmente.

E foi aí que a Rare entrou em cena.

Segundo Byatt, a Evercade recebeu o código-fonte dos jogos, além de materiais que não haviam sido utilizados originalmente. Isso fez uma diferença gigantesca no desenvolvimento.

“Nós conseguimos o código-fonte para esses jogos.”

O executivo explicou que, quando a equipe precisa trabalhar sem o código original, é necessário recorrer à engenharia reversa a partir do código de máquina, algo que pode acrescentar muitos meses ao desenvolvimento.

Com o código-fonte disponível, o trabalho se torna muito mais viável e permite que a equipe faça modificações e melhorias de maneira muito mais eficiente.

Rare realmente colocou a mão no projeto

Mas a participação da Rare não ficou apenas no fornecimento do material técnico.

Byatt explicou que a empresa foi bastante envolvida nos bastidores, ajudando a testar, aprovar e aperfeiçoar o resultado final.

Segundo ele, existem casos em que o detentor de uma licença simplesmente assina o contrato, recebe o dinheiro e segue para o próximo projeto. No caso de Banjo-Kazooie, porém, a Rare teria adotado uma postura completamente diferente.

A equipe da Rare teria trabalhado junto da Evercade para garantir que o produto chegasse ao mercado da melhor maneira possível.

E isso é particularmente interessante porque estamos falando de uma franquia que pertence à Microsoft, enquanto a Evercade é uma plataforma independente.

Ou seja, a dona de Banjo-Kazooie não apenas autorizou o projeto, como aparentemente quis ajudar a garantir que esses ports fossem bem feitos.

Banjo-Kazooie ainda tem material inédito

Outro detalhe que chama atenção é a inclusão de conteúdo musical que nunca havia sido lançado oficialmente.

Isso significa que o Double Pack não será apenas uma maneira diferente de jogar os dois clássicos. Para os fãs mais antigos, pode existir também um pequeno tesouro escondido no material adicional.

E considerando a quantidade de fãs que ainda torcem por um novo Banjo-Kazooie, qualquer migalha inédita da dupla já vira motivo para abrir o baú da nostalgia.

A Evercade também revelou que esse não será um caso isolado. Embora a maior parte de seus mais de 80 cartuchos continue utilizando emulação, a empresa está trabalhando em outros ports nativos.

Um dos próximos exemplos é a Doom Collection, que reunirá novos ports nativos de Doom e Doom II, além de seis expansões populares, totalizando oito campanhas.

Clima SussuWorld 🎮

Essa notícia é muito mais interessante do que parece à primeira vista.

Porque a primeira coisa que vem à cabeça quando a gente ouve "Banjo-Kazooie na Evercade" é: beleza, pegaram a ROM do N64 e colocaram para rodar.

Não.

Os caras foram atrás do código-fonte, receberam material não utilizado e ainda tiveram a Rare acompanhando o trabalho. Isso muda completamente a história.

E tem uma frase do CEO que eu acho particularmente importante: a Rare "colocou muita energia" no projeto.

Isso é bacana demais porque mostra que, pelo menos nesse caso, o pessoal responsável pela franquia não tratou Banjo-Kazooie simplesmente como mais uma propriedade licenciada para gerar dinheiro.

Eles quiseram que o negócio ficasse bom.

E vamos combinar: depois de tantos anos esperando qualquer sinal de vida do Banjo, ver a Rare ajudando a recuperar os dois clássicos com 60 FPS, melhorias de controle, conteúdo inédito e material que nem havia sido lançado é uma pequena vitória para quem cresceu com aqueles dois malucos no Nintendo 64.

Agora só falta alguém na Microsoft olhar para tudo isso e falar:

"Rapaz... e se a gente fizesse um Banjo-Kazooie novo?"

Aí a Evercade vai ter que fabricar cartucho em escala industrial. 

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