Antes de meter a mão em Truxton Extreme, eu fiz questão de voltar no original. Queria sentir de novo o que a Tatsujin tava tentando fazer e ver se esse novo jogo realmente carregava o espírito daquele clássico que a gente apanhava no arcade e no Mega Drive.

E cara…
É uma homenagem linda pra porr...
Truxton Extreme pega a essência do jogo antigo e joga pra uma apresentação moderna sem perder aquela sensação de shoot ’em up clássico de verdade. Tem gente que vai chamar de remaster, outros de continuação… tanto faz. O que importa é que ficou muito bom.
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Graficamente, o bagulho é um espetáculo. Explosões, tiros, inimigos, pedras, efeitos… a tela fica lotada o tempo todo, mas a ação continua clara. É aquele caos organizado que um bom shmup precisa ter. E mesmo com toda essa modernização, ele continua sendo Truxton. Gameplay direto, rápido e gostoso. Armas diferentes, power-ups, Power Shot, Truxton Beam, Thunder Laser, Homing Shot e a velha e boa bomba.

E pode acreditar: você vai precisar dela.
Agora vamos ser sinceros
Truxton Extreme é difícil pra cacete.
Não se iluda com gráfico bonito e efeito moderno. Aqui é pra sofrer. Tá no nível daquele R-Type que te obriga a aprender o padrão do inimigo, decorar trecho e entender o timing. Você vai morrer. Muito.

Só que tem uma diferença importante: você morre e pensa: “Tá… agora eu sei o que fazer.” E volta. Aos poucos vai entendendo: naquele ponto vai pro lado, aquele inimigo aparece agora, aquele tiro exige mudança rápida. Velha escola de arcade. Cada morte é uma aula.

E tem a bomba que salva a vida. Quando você sente que vai pro saco, aperta o botão e manda tudo pros ares. Inimigos, tiros, quase tudo some e você continua vivo. Mas se você morrer com três bombas guardadas… parabéns, você acabou de perder três chances de não morrer. O jogo ensina isso rapidinho.
O DNA do original tá aqui
Masahiro Yuge, o cara do Truxton de 1988, participa diretamente do projeto e ainda assina a nova trilha sonora, misturando músicas clássicas com coisas inéditas. Fica uma ponte bem gostosa entre as duas eras.

Além da campanha, tem um monte de coisa: modo História com 18 capítulos em HQ animada do Junya Inoue, Arcade puro, Heart Starter, pra quem ainda não tá acostumado a apanhar tanto, coop de dois jogadores, modo Time, Arena e até o Pipiruville, onde você resgata alienígenas e monta sua vila. Tem conteúdo pra caralho depois que você termina de levar porrada a primeira vez.

O que mais me agradou foi sentir que eles não tentaram só “modernizar pra ficar bonito”. Tem respeito. O ritmo, as armas, a dificuldade… tudo grita que o jogo quer te desafiar a melhorar. Ao mesmo tempo, a apresentação moderna deixa tudo espetacular: explosões enormes, tela cheia, power-ups no meio da confusão. Fica bonito sem virar bagunça.
Vale a pena?
Vale pra cara...!!
Se você curte shoot ’em up, entra sabendo que vai apanhar. Bastante. Mas é exatamente aí que tá a graça. Você morre, respira, pensa onde errou e tenta de novo. Depois chega um pouco mais longe. Depois aprende a usar a bomba no momento certo. Quando vê, já tá caçando pontuação e tentando ir cada vez mais fundo.

Eu comecei jogando o original primeiro pra sentir o tamanho da homenagem.
Terminei com a certeza de que a Tatsujin acertou.
É lindo. É rápido. É cheio de coisa na tela. É tecnicamente impressionante.
E é difícil pra cacete.
Mas é aquele difícil que te faz morrer e falar:
“Tá bom… mais uma.”
E aí você vai de novo.
E morre de novo.
E tenta outra vez.
Até chegar o momento em que você finalmente aprende o caminho.
Pra quem gosta de "jogo de navinha" e não tem medo de sofrer um pouco, Truxton Extreme é recomendação fácil.
Um clássico voltou pra batalha. E voltou atirando com tudo o que tem.
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