Star Wars: Galactic Racer quer transformar sua derrota em vantagem !!

Em boa parte dos jogos de corrida, bater, rodar ou destruir seu veículo significa simplesmente perder tempo. Em Star Wars: Galactic Racer, a ideia é justamente fazer o contrário: o fracasso também pode ser recompensador.

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Com lançamento marcado para 6 de outubro, o novo jogo de corrida da franquia aposta em veículos altamente personalizáveis, pistas caóticas e uma estrutura de risco e recompensa que incentiva o jogador a se colocar em situações perigosas. Aqui, causar uma explosão espetacular não significa necessariamente que sua corrida acabou.

Durante uma sessão de prévia realizada pela Fuse Games, o jogo chamou atenção justamente pela sua pegada de corrida arcade e pelo DNA claramente inspirado em Burnout. O diretor criativo Kieran Crimmins, que trabalhou com outros membros da equipe em títulos da franquia da Criterion, explicou por que essa filosofia é tão importante para o projeto.

“Recompensar o fracasso” faz parte do DNA

Segundo Crimmins, uma das coisas que tornavam os antigos jogos de Burnout tão divertidos era justamente a maneira como eles conseguiam transformar uma situação aparentemente ruim em algo emocionante.

“Aqueles jogos faziam algo muito bem: recompensavam o fracasso de uma maneira emocionante e legal.”

Essa filosofia acompanha muitos dos desenvolvedores envolvidos em Galactic Racer há bastante tempo. E, segundo o diretor, Star Wars acabou sendo praticamente o cenário perfeito para colocar essa ideia em prática.

Existe até uma curiosa ligação histórica aí. Os antigos jogos Burnout utilizavam diversas referências cinematográficas para construir sua identidade, e Star Wars: Episódio I estava entre essas influências. Agora, anos depois, a equipe pode finalmente colocar esse tipo de corrida diretamente dentro do universo de Star Wars.

É um círculo que se fecha acelerando a 200 km/h e pegando fogo. 😂

Quanto maior o risco, maior a recompensa

O conceito de risco e recompensa está no coração de Galactic Racer. A equipe quer que cada curva, cada melhoria e cada decisão tomada durante uma corrida tenha alguma consequência.

Crimmins explica que, quando não existe risco, a recompensa também perde parte do seu significado. É por isso que o jogo evita transformar as corridas em uma simples disputa para chegar rapidamente à liderança e permanecer lá até a bandeirada.

Até mesmo a possibilidade de voltar no tempo pode diminuir esse impacto.

A filosofia do estúdio é simples: se você sabe que pode desfazer qualquer erro, suas decisões deixam de ter o mesmo peso.

Por isso, bater, arriscar uma ultrapassagem impossível ou abusar de uma mecânica de velocidade pode ser exatamente o que separa uma vitória espetacular de uma explosão cinematográfica.

Dois sistemas de boost deixam tudo ainda mais perigoso

Para manter os jogadores constantemente envolvidos nas disputas, Star Wars: Galactic Racer possui dois sistemas diferentes de boost.

O primeiro é o RamJet, que segue justamente a filosofia de risco e recompensa. Você pode continuar utilizando o impulso para ganhar velocidade, mas existe um limite. Se exagerar, o próprio veículo explode.

O segundo é o afterburner, que funciona de maneira mais tradicional, oferecendo uma aceleração adicional sem o mesmo nível de risco.

Essa combinação cria uma dinâmica interessante durante as corridas. Em vez de simplesmente ultrapassar todo mundo, assumir a liderança e desaparecer no horizonte, os jogadores ficam constantemente disputando posição.

A equipe quer criar mais ultrapassagens, mais confrontos e principalmente mais finais imprevisíveis.

“Há muito mais vai e volta, muitas mais interações, e projetamos dessa maneira para que você tenha o máximo possível de oportunidades de batalha e finais emocionantes.”

Corridas em que cada erro pode virar uma oportunidade

A proposta de Galactic Racer parece ser justamente fugir daquela estrutura em que uma pequena vantagem no começo da corrida rapidamente se transforma em uma vitória praticamente garantida.

Aqui, uma colisão pode mudar tudo. Um jogador que está atrás pode assumir riscos para recuperar terreno, enquanto quem está na frente precisa decidir até onde vale a pena forçar seu veículo.

E isso combina perfeitamente com o universo de Star Wars, onde perseguições em alta velocidade, explosões, manobras absurdas e veículos sendo destruídos fazem parte do pacote desde sempre.

Clima SussuWorld 🎮

Essa é uma das coisas que mais me chamam atenção em Star Wars: Galactic Racer.

Porque corrida arcade boa não precisa ser aquela coisa limpinha em que você faz a curva perfeita, pega o vácuo e cruza a linha de chegada sem arranhar o carro.

Às vezes você quer ver o negócio pegar fogo. 

E a ideia de transformar o erro em parte da estratégia é muito interessante. Você pode arriscar o RamJet, quase explodir, conseguir uma ultrapassagem absurda e sair daquela curva pensando: "CARALHO, DEU CERTO!"

Ou pode simplesmente virar uma bola de fogo.

E as duas situações fazem parte da brincadeira.

Se a Fuse Games conseguir realmente entregar esse equilíbrio entre velocidade, destruição, risco e recuperação, Galactic Racer pode ser uma bela volta àquela escola de corrida arcade que ficou meio órfã nos últimos anos.

Star Wars: Galactic Racer chega em 6 de outubro.

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