Tides of Annihilation quer equilibrar o fim do mundo com humor e acessibilidade !!

Tides of Annihilation é, na essência, uma história sobre o fim do mundo. A Londres que conhecemos foi destruída por uma força sobrenatural, a realidade acabou dividida em dimensões diferentes e Gwendolyn precisa enfrentar criaturas monstruosas enquanto tenta descobrir o que aconteceu com a humanidade.

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Só que, apesar de toda essa desgraça cósmica, o jogo não quer transformar cada minuto da aventura em um desfile de sofrimento.

Durante uma sessão de gameplay em Chengdu, o diretor de Tides of Annihilation e co-CEO da Eclipse Glow Games, Ary Chen, explicou justamente como o estúdio está tentando encontrar esse equilíbrio entre o apocalipse, o humor e uma experiência que não afaste jogadores que não são fãs de jogos extremamente difíceis.

Nem todo fim do mundo precisa ser deprimente

Ao explorar a Londres destruída de Tides of Annihilation, existem momentos bastante pesados. Corpos congelados no tempo que se desfazem em poeira quando Gwendolyn se aproxima, documentos deixados pelos últimos sobreviventes e gravações que ajudam a reconstruir os acontecimentos criam uma atmosfera de perda constante.

Mas, entre uma tragédia e outra, aparecem momentos mais leves.

A relação entre Gwendolyn e Niniene, uma jovem garota capaz de se transformar em pássaro, por exemplo, acrescenta uma dinâmica bem mais descontraída à aventura.

Também existe Mercury, uma criatura bastante peculiar formada por dois braços semelhantes a serpentes. Sem sequer possuir um rosto, o personagem consegue transmitir personalidade, sarcasmo e emoção enquanto atua como comerciante e, em alguns momentos, auxilia Gwendolyn durante sua jornada.

Para Ary Chen, esses momentos não estão ali por acaso.

"Embora o jogo se passe em um cenário pós-apocalíptico, não queremos que os jogadores se sintam tensos ou emocionalmente sobrecarregados durante toda a experiência."

Segundo o diretor, pequenos momentos de humor funcionam como uma espécie de respiro emocional, criando variação no ritmo da narrativa. E existe até uma influência interna curiosa: o próprio produtor do jogo possui um senso de humor bastante seco, algo que acabou encontrando espaço naturalmente na aventura.

É justamente esse contraste entre um mundo completamente destruído e personagens que ainda conseguem encontrar algum motivo para sorrir que acabou se tornando parte da identidade de Tides of Annihilation.

E não, Tides of Annihilation não quer ser um Soulslike

Aqui temos uma informação que, particularmente, merece destaque.

Apesar da aparência sombria, dos combates intensos e daquele visual que pode facilmente fazer alguém pensar em Soulslike, a Eclipse Glow Games deixa claro que essa não é a proposta do jogo.

Ary Chen explicou que a equipe quer encontrar um equilíbrio entre acessibilidade e profundidade. O combate deve permitir que jogadores menos experientes consigam executar golpes estilosos e satisfatórios rapidamente, enquanto quem quiser dominar completamente as mecânicas encontrará um nível de dificuldade muito maior.

"Tides of Annihilation não é um Soulslike."

A frase provavelmente vai fazer muita gente respirar aliviada. 

A ideia é que o jogador possa escolher seu próprio nível de envolvimento com o sistema de combate. Você pode simplesmente avançar pela história e aproveitar a aventura, ou mergulhar de cabeça nas mecânicas, nos tempos de ataque e nas diferentes combinações envolvendo os Knights de Gwendolyn.

E isso também aparece nas opções de dificuldade. Durante a demonstração, o jornalista conseguiu experimentar o chamado Story Mode, que oferece um desafio mais acessível sem transformar a experiência em um passeio completamente sem resistência.

Gwendolyn continua sendo o coração da aventura

Desde que Tides of Annihilation apareceu pela primeira vez, Gwendolyn vem sendo construída como muito mais do que simplesmente uma protagonista visualmente marcante.

Ela luta lado a lado com seus Knights e possui uma presença bastante forte dentro do mundo do jogo. Segundo Chen, a intenção sempre foi criar uma personagem que combinasse força e elegância, não apenas na aparência, mas também através de suas ações, personalidade e papel na história.

E isso parece ter influenciado diretamente o combate.

A protagonista não é apenas alguém que controla os Knights à distância. Ela participa diretamente dos confrontos, criando uma relação entre personagem, armas e criaturas que faz parte da identidade do jogo.

Jennifer English deixou o papel de Gwendolyn

Um dos assuntos mais delicados envolvendo a produção recentemente foi a saída de Jennifer English, que originalmente dava voz a Gwendolyn.

A atriz deixou o projeto por motivos relacionados à sua saúde e bem-estar, algo que naturalmente gerou preocupação entre os fãs.

Chen afirmou que a equipe ficou profundamente triste com a saída, mas que respeitou completamente a decisão da atriz. Segundo ele, Jennifer foi bastante importante durante a transição e, junto com outros integrantes do elenco, ajudou a equipe a encontrar e selecionar a nova atriz que assumirá o papel.

A Eclipse Glow também garante que a identidade de Gwendolyn permanece intacta e que a mudança foi cuidadosamente administrada para não afetar o desenvolvimento.

Segundo o diretor, o projeto continua dentro do cronograma.

Gamescom pode trazer novidades

Tides of Annihilation ainda não possui uma data de lançamento definida, mas a Gamescom pode ser um momento importante para o projeto.

O estúdio prepara novos trailers e também terá uma experiência jogável disponível no evento. Ou seja, parece que a Eclipse Glow está começando a tirar o jogo dos bastidores e colocar Gwendolyn cada vez mais diante do público.

E, sinceramente, existe uma combinação bastante interessante aqui.

Um mundo pós-apocalíptico, Londres destruída, criaturas sobrenaturais, cavaleiros espectrais, combate de ação e uma protagonista tentando sobreviver enquanto ainda encontra espaço para momentos de humor.

A proposta parece estar justamente em não deixar o apocalipse engolir a diversão.

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Essa entrevista me deixou ainda mais curioso porque Tides of Annihilation parece estar tentando escapar de algumas armadilhas que aparecem bastante nos jogos de ação atuais.

Nem tudo precisa ser um Soulslike. Nem todo cenário sombrio precisa ser deprimente. E nem todo jogo de ação precisa exigir que você estude 14 páginas de frames antes de conseguir derrotar o primeiro chefe. 

O que mais me chama atenção é essa tentativa de criar ritmo emocional. Você pode estar explorando uma Londres devastada, encontrar os restos de alguém que morreu há anos e, pouco depois, estar conversando com um personagem completamente absurdo.

Isso pode parecer estranho no papel, mas é justamente esse contraste que pode fazer o mundo parecer mais humano.

E você? O que acha dessa mistura de apocalipse, ação e momentos de humor em Tides of Annihilation? E principalmente: depois de tanta gente reclamar de jogos difíceis, você também ficou feliz em saber que ele não está tentando ser mais um Soulslike?

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