Quem sente saudade da época em que os jogos de terror tinham câmeras fixas, corredores escuros, controles de tanque e uma quantidade generosa de enigmas pode colocar Heartworm no radar.

A DreadXP e o desenvolvedor Vincent Adinolfi anunciaram que o survival horror inspirado nos clássicos dos anos 90 será lançado para PlayStation 5, Xbox Series, Nintendo Switch 2, PlayStation 4, Xbox One e Nintendo Switch em 1º de outubro.
O jogo foi lançado originalmente para PC através do Steam em 31 de julho de 2025 e agora parte para uma nova rodada de plataformas, levando sua proposta de terror retrô para praticamente toda a atual geração e também para os consoles anteriores.
Uma viagem ao terror 3D dos anos 90
Heartworm coloca o jogador em um mundo construído a partir de memórias, utilizando uma combinação de câmeras fixas e perspectiva em terceira pessoa sobre o ombro para recriar a atmosfera dos primeiros grandes survival horrors em 3D.
A protagonista é Sam, uma jovem que não consegue superar a morte de seu avô. Na tentativa de encontrar uma maneira de entrar novamente em contato com ele, ela acaba mergulhando em uma espécie de buraco de coelho na internet, seguindo pistas encontradas em um fórum misterioso.
A investigação leva Sam até uma casa aparentemente sobrenatural localizada nas montanhas. O que começa como uma tentativa desesperada de reencontrar alguém que perdeu rapidamente se transforma em uma investigação sobre morte, memória e aquilo que pode estar escondido do outro lado.
Uma câmera que também serve como arma
Um dos elementos mais curiosos de Heartworm é a maneira como o jogo transforma a fotografia em parte da sobrevivência.
A câmera carregada por Sam não serve apenas para registrar o que encontra durante sua jornada. Ela também pode ser utilizada como arma, embora o combate seja propositalmente limitado e o foco da experiência esteja muito mais na exploração e na resolução de enigmas.
A estrutura aposta em uma combinação de puzzles clássicos, exploração e momentos de tensão, seguindo uma filosofia bastante diferente dos jogos de terror de ação que transformaram os protagonistas em verdadeiros exércitos de uma pessoa só.
O jogador poderá escolher entre um sistema moderno de controle com mira em terceira pessoa e os tradicionais controles de tanque, permitindo reproduzir ainda mais fielmente a sensação dos survival horrors da época.
Quatro a seis horas com múltiplos finais
A campanha de Heartworm tem duração estimada entre quatro e seis horas e conta com múltiplos finais, incentivando novas partidas para descobrir diferentes desfechos da história.
A apresentação também mistura cenas pré-renderizadas com cutscenes renderizadas dentro do próprio jogo, enquanto efeitos opcionais de pixelização e filtros retrô podem ser ativados para aproximar ainda mais a experiência da estética dos primeiros consoles 3D.
A trilha sonora original completa a proposta, ajudando a construir uma atmosfera voltada para o terror psicológico.
Uma carta de amor aos clássicos
A própria descrição oficial de Heartworm deixa clara sua inspiração em nomes que ajudaram a definir o gênero no final dos anos 90, especialmente Silent Hill e Resident Evil.
Mas a proposta não parece ser simplesmente reproduzir visualmente aqueles jogos. A história de Sam coloca luto, perda e memória no centro da experiência, utilizando a estética retrô como ferramenta para contar uma narrativa mais psicológica.
Esse contraste entre visual familiar e uma história centrada em temas pesados é justamente uma das características que tornam Heartworm interessante para quem acompanhou aquela primeira geração de survival horrors em 3D.
Clima SussuWorld 🕹️👻
Esse aqui parece ter saído diretamente de uma locadora dos anos 90 e alguém resolveu colocar o jogo dentro de uma máquina do tempo.
Câmera fixa, controle de tanque, puzzles, terror psicológico, gráfico com cara de primeiro 3D e até filtro de pixel opcional. É praticamente uma lista de ingredientes feita para quem viveu aquela época.
Mas a câmera como arma é o detalhe que mais me pegou. Em vez de transformar a protagonista em uma máquina de guerra, Heartworm mantém o combate limitado e coloca a exploração e os mistérios no centro da experiência. Isso combina muito mais com a proposta de survival horror clássico.
E ainda tem aquela duração de quatro a seis horas com múltiplos finais, que parece perfeita para um jogo desse tipo. Não precisa transformar o terror em uma aventura de 40 horas. Às vezes, é melhor entrar, sofrer um pouquinho, descobrir o que diabos está acontecendo e sair antes que a coisa fique pior.
Heartworm chega em 1º de outubro para PS5, Xbox Series, Switch 2, PS4, Xbox One e Switch.
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