Imagina chegar, olhar um jogo e falar: “Beleza, vou testar. Vou dar uma olhada.” Aí você para, já jogou cinco horas e meia. Para um pouco, volta depois e, quando vai ver… 11 horas.

Foi exatamente isso que aconteceu comigo com Aniimo. Cara, é um negócio incrível. E o mais engraçado é que eu nem sei explicar direito o motivo.
Aniimo é um RPG de mundo aberto. Você cai em Idyll, um lugar cheio de criaturas chamadas Aniimos. Captura, evolui, luta e vai descobrindo o que tá acontecendo ali.
Parece familiar?
Você já sabe onde eu quero chegar.
Mas deixa isso pra lá.
O que importa é que, quando percebi, já tinha mais de dez horas. E não vi o tempo passar.

O gameplay é tão simples e tão gostoso que eu só fui.
Uma missão.
Depois outra.
Mais um Aniimo.
“Vou capturar esse.”
Olha o relógio.
Cinco horas foram embora.
Depois mais umas.
Quando vi, já tinha um monte capturado, vários evoluídos e o personagem já tinha andado bastante.

O mundo de Idyll é bonito de explorar. Os Aniimos são bem feitos, cada um com cara própria. E capturar é fácil.
Bem mais fácil que Pokémon.
Você sobe de nível como estudante. No nível 1, seus Aniimos têm um limite. No 2, o limite sobe. E assim vai.
Não é só capturar e deixar o bicho subir pra sempre.
Você também precisa evoluir.
Aí entra o que mais gostei.
Dá pra se interconectar com o Aniimo.
Aperta um botão, os dois viram uma coisa só e você batalha como a criatura.
Não é turno.
É combate livre.
Anda, ataca, usa habilidade.
Você não só manda o Aniimo lutar.
Você vira o Aniimo.

Isso muda a relação com as criaturas.
O mundo é grande.
Missão principal, secundária, lugar pra explorar.
A história também parece familiar: humanos descobrem Idyll, estudam as criaturas, alguma coisa ameaça o mundo, uma organização no fundo.
Você já viu esse filme.
Mas o que me pegou não foi a história.
Foi o conjunto.
Simples, gostoso, e você continua.
Já capturei um monte.
Já evoluí vários.
Já tô saindo do estudante 2 pro 3.
E aí o jogo ainda me apresenta outra coisa.
Encontrei uma menina que me dá um motorhome.
Sim.
Um motorhome.

Só que ele tem um portal.
Esse portal leva pro Lar.
E o Lar é a sua casa.
Na verdade, é quase um mundo.
Dá pra limpar terreno, plantar, construir, organizar. Os Aniimos ajudam. Você evolui o motorhome e libera mais coisa.
Ou seja: você tá capturando criatura, batalhando, explorando Idyll…
E de repente o jogo fala:
“Agora toma aqui uma fazendinha.”
É quase um The Sims de sítio dentro do jogo.

Foi aí que eu vi a quantidade de coisa que Aniimo tenta juntar.
Exploração, captura, evolução, batalha, mundo aberto, história e agora casa pra construir.
E mesmo assim não fica complicado.
A jogabilidade é simples.
Muito simples.
Mas tem alguma coisa ali que faz você querer continuar.
Eu entrei pensando:
“Vou jogar um pouco e depois vejo.”
O jogo foi me levando.
Mais uma missão.
Mais uma criatura.
Mais uma área.
Mais uma coisa pra descobrir.
Quando percebi…
11 horas.

E eu ainda tô jogando.
Inclusive, enquanto gravo isso, o jogo tá na tela.
E pelo jeito essas 11 horas vão aumentar.
Bastante.
Não foi uma mecânica específica.
Não foi uma missão específica.
Foi aquela sensação de:
“Só mais um pouquinho.”
E você continua.
Tem um inspirador grande.
Isso não dá pra esconder.
Capturar, evoluir, batalhar, colecionar.
Só que Aniimo coloca as próprias ideias em cima: virar a criatura, combate livre, exploração e o Lar.
Pra mim, funcionou.

Vale a pena?
Cara…
Eu entrei pra dar uma olhada e já passei de dez horas.
Acho que isso responde bastante coisa.
É bonito, o mundo é gostoso de explorar, as criaturas são legais, o combate funciona e as coisas vão aparecendo sem te empurrar um manual na cara.
O mais importante: é gostoso de jogar.
Você não precisa pensar demais.
Entra, explora, captura, evolui, batalha, constrói, descobre.
Quando percebe, já passou mais uma hora.
Ou cinco.
Ou onze.
Eu ainda tô jogando.

E pelo jeito esse review vai ficar velho rápido, porque quando vocês estiverem lendo eu provavelmente vou estar com bem mais horas.
A ideia era entrar no mundo dos Aniimos.
Eu entrei.
Só não esperava ficar tanto tempo lá.
E, sinceramente?
Não tô com vontade de sair. 🎮🦖
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