Cara, esse jogo não precisa de muita apresentação. Você olha a tela e já entende. É um beat ’em up 2,5D em homenagem a Golden Axe, Knights of the Round, The King of Dragons, Rastan Saga e uns tantos clássicos de arcade.

Comigo, quem bateu mais forte foi Knights of the Round. Aquele da Távola Redonda. Eu já passei horas demais em coisa parecida com isso. No arcade e fora dele. E vou passar mais. Dá pra ver o cuidado. Não é só falar que é “carta de amor”. Você sente isso jogando. As influências estão ali.

Graficamente é bem legal. Tem opção de visual mais pixelado, a movimentação é boa e o gameplay é fluido. Personagem não se mexe estranho. Não tem aquela hora em que você pensa:
“Porra, isso aqui não tá legal.”
Foi feito por gente que sabia o que estava fazendo. A ideia parece simples:
“A gente gosta desses jogos. Então vamos fazer direito.”
E fizeram.
Não vou enrolar com review enorme. Não precisa.
É aquela simplicidade gostosa.

Escolhe o personagem.
Prepara a espada.
Porrada neles.
“Ah, mas e a história?”
Cara…
Me diz alguém de beat ’em up que joga esses jogos pela história. Double Dragon tem história? Tem. Gangue na rua, chefão, alguém sequestrado. O básico.
O que interessa pra gente é a porrada.
Mas vamos dar uma explicação rápida: A feiticeira Morgana sequestrou o mago Merlin, e cabe às versões jovens de Arthur e Lancelot resgatá-lo antes da formação da Távola Redonda.
Aqui tem golpe normal, especial, tudo que você espera. Tem magia também. Não é aquela que faz um dragão nascer no meio da tela, mas tá ali pra ajudar na pancadaria.

E é isso que eu gosto.
O jogo sabe o que quer ser.
Então vai direto:
Vale a pena.
Gosta de beat ’em up?
Esse é o seu jogo.
Lembra daqueles beat ’em ups medievais de arcade, tipo Dungeons & Dragons, aqueles que você olhava e pensava:

“Pô, isso aí eu adorava.”
Então você vai gostar desse.
Prepara a espada.
Afia ela.
E porrada neles.
Melhor: espadada neles.
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