Quando eu comecei The Blood of Dawnwalker, fui com um pé atrás. Não porque o jogo parecesse ruim. Foi por causa da comparação inevitável: The Witcher 3. E vou ser sincero. Eu sou daqueles que não se apaixonou pelo Witcher 3 logo de cara. Demorou pra me pegar.

Então entrei aqui pensando:
“Hum… vamos ver.”
E cara…
me pegou.
O jogo se passa na Europa medieval do século XIV, num pedaço isolado dos Cárpatos chamado Vale Sangora. Peste, guerra, um vampiro antigo chamado Brences assumindo o controle. Você é o Coen, um camponês que leva a mordida e vira um Dawnwalker.

De dia, quase humano.
De noite, a coisa muda.
E essa divisão não é enfeite. Missão, poder, exploração… tem coisa que só rola de dia e coisa que só rola de noite. Você não fica só esperando o relógio virar. O jogo usa isso de verdade.
Mas o que me ganhou foi o gameplay.
O combate é gostoso pra cacete. Principalmente a defesa e o contra-ataque. O inimigo vai bater, aparece uma indicação de onde vem o golpe, você defende ou dá parry. Parece que vai ser difícil.

Não é.
O ritmo entra rápido. Quando acerta aquela defesa e já devolve o golpe, dá uma satisfação do cacete. E foi muito tranquilo de pegar o jeito. Mesmo quando aparecem mais inimigos, você rapidamente começa a entender o ritmo dos ataques.
Aí passa outra coisa pela sua cabeça: você podia simplesmente passar reto.
Mas o inimigo olha.
Você olha.
E pensa:
“Não. Eu quero descer a porrada nesse cara.”
Foi isso que me empolgou. E empolgou muito. Comecei e ainda não consegui parar. Inclusive, enquanto escrevo isso, tô jogando. Você tem uma contagem de 30 dias pra tentar salvar a família e lidar com o Vale. O mundo não espera. O tempo passa.

Você decide o que fazer de dia, o que deixar pra noite e o que realmente vale o relógio. Não vou contar o que acontece nesse prazo. Esse review é de entrada. É pra você decidir se quer entrar nesse mundo ou não.
Outra coisa importante para os donos do Xbox Series S (Meu caso): o jogo roda muito bem nele.
Ponto.
O mundo aberto é lindo. Montanha, floresta, iluminação… tem hora que eu parei só pra olhar. Tem uns probleminhas pontuais, umas tremidas em cena de câmera, algumas construções de pontos do cenário.. Nada que atrapalhe. Se alguém falar que no XS isso aqui é injogável, desconfia.

O jogo claramente aprendeu com The Witcher 3. Não copia. Mas você sente que olharam pra aquele tipo de RPG e pensaram:
“Dá pra levar por aqui.”
No combate, pra mim, até acertaram mais. Principalmente na defesa. Fica tão gostoso que você entra em briga que podia evitar só pra testar de novo. De noite o Coen usa os poderes de vampiro. Dá pra recuperar energia atacando certos seres, inclusive animais.
De dia você joga de um jeito.
De noite, de outro.
E o relógio tá andando o tempo todo.
Então, direto:
Se você gostou de The Witcher 3, provavelmente vai gostar desse aqui.

Se o Witcher 3 não te pegou de primeira, como não pegou a mim, ainda assim vale a chance. Esse jogo tem cara própria. Mundo bonito, movimentação boa, combate muito bom e a ideia de dia e noite funcionando de verdade. O melhor sinal pra mim é simples:
eu quero continuar jogando.
Comecei no dia do lançamento.
Ainda tô dentro.
E quando eu terminar de escrever isso, provavelmente vou voltar pro jogo.
Você pode entrar só pra dar uma olhada.
Pode começar pensando:
“Vamos ver se esse negócio é bom mesmo.”
Só toma cuidado.
Pode ser difícil sair.
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