Shawn Layden acha que a Sony deveria desistir do PS6 se lançar um novo portátil

A possibilidade de a Sony lançar um novo PlayStation portátil junto com a próxima geração de consoles ganhou ainda mais combustível nos últimos meses, mas Shawn Layden, antigo chefe da PlayStation, acredita que a empresa deveria pensar duas vezes antes de tentar manter os dois formatos ao mesmo tempo.

Em uma conversa recente no YouTube com Reiss “Kiwi Talkz” Reilly, Layden relembrou sua passagem pela Sony e explicou por que acredita que administrar simultaneamente uma plataforma portátil e uma console de mesa pode acabar criando um problema enorme para a própria empresa.

Segundo ele, a história da PlayStation já mostrou que dividir recursos entre duas máquinas pode ser complicado, mesmo quando uma delas é extremamente bem-sucedida.

O problema de vender dois PlayStation ao mesmo tempo

Layden utilizou a época do PSP e do PS3 para explicar seu ponto. O PlayStation Portable foi um enorme sucesso comercial e construiu uma base bastante relevante de jogadores, mas, justamente naquele período, a equipe da Sony enfrentava dificuldades para convencer os consumidores a comprar o PlayStation 3.

Para o ex-chefe da PlayStation, esse é um dos grandes perigos de manter duas plataformas diferentes funcionando simultaneamente: as atenções, os jogos e o dinheiro precisam ser divididos.

Não se trata apenas de fabricar duas máquinas. É necessário financiar desenvolvimento, marketing, campanhas publicitárias, suporte às equipes e, principalmente, produzir jogos capazes de justificar a existência de cada plataforma.

Na prática, segundo Layden, os dois consoles podem acabar competindo pelo mesmo orçamento dentro da própria Sony.

Um projeto recebe dinheiro, enquanto outro também precisa de investimento. Uma campanha publicitária precisa destacar determinada plataforma, enquanto outra necessita de espaço. Uma equipe trabalha em um jogo para um sistema, enquanto outra precisa produzir conteúdo para o segundo.

E, no fim, a própria empresa pode acabar perdendo de vista qual produto deveria receber prioridade.

“Então esqueça o PS6”

É justamente aí que o argumento de Layden fica bastante radical.

Caso a Sony realmente decida entrar novamente com força no mercado de portáteis, o antigo executivo acredita que a empresa deveria concentrar seus esforços nessa plataforma e abandonar a ideia de lançar um novo console doméstica tradicional.

Ou seja, em vez de colocar uma portátil ao lado do PS6 e obrigar as duas máquinas a disputar investimentos, jogos e atenção, Layden defende uma escolha muito mais agressiva: apostar tudo no portátil.

A lógica é simples. Se a Sony acredita que o futuro está em uma máquina capaz de oferecer a experiência PlayStation em qualquer lugar, então deveria colocar seus recursos, seus estúdios e seu marketing nessa direção, em vez de tentar manter dois caminhos paralelos.

É uma visão que certamente causaria uma revolução dentro da própria PlayStation, principalmente porque significaria encerrar uma tradição iniciada em 1994 e que já atravessou cinco gerações de consoles domésticos.

Sony ainda não confirmou um novo portátil

Por enquanto, tudo isso continua no território das possibilidades. A Sony não anunciou oficialmente um sucessor portátil para o PSP ou um novo hardware portátil dedicado.

O que existe são rumores e declarações de executivos indicando que a empresa está pesquisando maneiras de ampliar as possibilidades de jogar PlayStation em diferentes lugares e formatos.

O atual responsável pela PlayStation, Hideaki Nishino, também afirmou recentemente que a Sony está explorando tecnologias que permitam aos jogadores utilizar seus jogos de diferentes maneiras e em diferentes locais.

Isso, naturalmente, alimentou ainda mais as especulações sobre uma nova portátil.

A grande questão é justamente qual seria o papel dessa máquina. Um sucessor espiritual do PSP? Uma espécie de PlayStation portátil capaz de executar jogos da atual geração? Um aparelho complementar ao PS6? Ou, como Layden sugere, o próprio futuro da PlayStation?

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Rapaz, essa declaração do Layden é daquelas que fazem a gente parar para pensar.

Porque olhando para o mercado atual, eu entendo completamente a preocupação dele. A Sony já está trabalhando com um ecossistema cada vez mais espalhado entre console, PC, serviços e diferentes modelos de hardware. Colocar ainda uma portátil de verdade nessa equação significa dividir ainda mais o investimento.

E tem uma coisa que o Layden falou que é muito importante: o problema não é vender duas máquinas. É sustentar duas máquinas.

A Nintendo conseguiu transformar Switch em uma plataforma que resolve justamente esse problema, porque portátil e console de mesa são essencialmente o mesmo ecossistema. A Sony teria que encontrar uma maneira parecida de fazer isso.

Agora, abandonar o PS6 para apostar tudo em uma portátil? Aí já é jogar a bomba no colo da diretoria.

Mas confesso que existe uma ideia fascinante por trás disso. Imaginem uma Sony dizendo: “acabou essa história de escolher onde jogar. A próxima PlayStation é uma única plataforma, e você leva ela para qualquer lugar”.

Talvez o futuro da PlayStation não seja PS6 e portátil. Talvez seja simplesmente uma PlayStation que não precise mais escolher entre os dois.

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