Tennis do Game Boy ganha versão colorida não oficial para o Master System

O que aconteceria se um dos primeiros clássicos esportivos do Game Boy resolvesse trocar o portátil da Nintendo por um Master System? Um fã decidiu descobrir. Um novo projeto de homebrew levou o clássico Tennis, lançado originalmente para o Game Boy em 1989, para o console de 8 bits da Sega, mantendo sua jogabilidade original e ainda colocando tudo em gloriosas cores.

Conhecido como Master Tennis, o projeto foi desenvolvido pelo homebrew chamado OldSchool is Cool e utiliza como base justamente a versão de Tennis lançada para o Game Boy.

O mais interessante, porém, está na maneira como essa conversão foi construída.

Um Tennis de Game Boy rodando no Master System

De acordo com o responsável pelo projeto, o código da versão de Game Boy foi traduzido linha por linha para funcionar com o processador Z80 utilizado pelo Master System.

A proposta foi preservar boa parte da experiência original do portátil. Com isso, elementos como velocidade de jogo, inteligência artificial dos adversários e física da bola procuram reproduzir o comportamento encontrado no Tennis de Game Boy.

Ao mesmo tempo, foi necessário adaptar vários elementos para o hardware da Sega.

Os gráficos foram completamente refeitos, assim como o áudio e os controles, permitindo que o jogo aproveite as características do Master System.

Até mesmo os famosos golpes cruzados receberam ajustes. Segundo o desenvolvedor, eles foram suavizados em relação à intensidade apresentada na versão original de Game Boy.

E sim, Mario também está por aqui

Mas existe uma diferença impossível de ignorar quando colocamos as duas versões lado a lado: Master Tennis é colorido.

As quadras ganharam diferentes tonalidades, os espectadores receberam roupas individuais e o jogo apresenta uma versão colorida do árbitro mais famoso da Nintendo.

Sim, Mario está no Master System.

O personagem aparece como árbitro da partida usando seu tradicional uniforme em vermelho e azul, criando aquela combinação que parece ter saído diretamente de uma realidade paralela dos videogames dos anos 90.

E vamos combinar: para quem cresceu naquela época, imaginar Mario aparecendo em um console da Sega já seria material suficiente para explodir a cabeça de uma criança.

Dá para jogar no Master System de verdade

O projeto não ficou restrito aos emuladores.

O arquivo de Master Tennis pode ser utilizado em emuladores de Master System e também pode ser gravado em flash carts compatíveis para rodar diretamente no hardware original.

O projeto ainda possui suporte adicional ao botão Pause do Master System, mantendo uma característica importante do console original.

Isso significa que, para quem ainda possui um Master System funcionando e um flash cart compatível, existe a possibilidade de colocar essa curiosa versão de Tennis para rodar no próprio console.

E é justamente esse tipo de projeto que continua tornando a cena de homebrew dos consoles clássicos tão interessante.

Uma pequena viagem para uma realidade que nunca existiu

Master Tennis é daqueles projetos que não precisam reinventar completamente um jogo para serem interessantes.

A graça está justamente em imaginar como seria se a versão de Game Boy de Tennis tivesse recebido uma conversão oficial para o Master System.

Tecnicamente, o jogo mantém boa parte da estrutura do original, mas ganha gráficos coloridos, áudio adaptado e controles preparados para o console da Sega. O resultado parece uma daquelas versões alternativas que poderiam perfeitamente ter aparecido em uma locadora no começo dos anos 90.

Só existe um pequeno detalhe capaz de denunciar que estamos em uma realidade paralela:

Mario apitando a partida em um Master System.

E sinceramente? Eu compraria essa fita sem nem perguntar o preço. O jogo está no site do projeto

Clima SussuWorld 🎮

Essa é exatamente a magia dos consoles antigos que continua viva décadas depois. Alguém olha para um jogo de 1989 e pensa: “E se isso tivesse saído no Master System?”

Pronto. Nasce um projeto.

E o mais legal é que o resultado não tenta transformar Tennis em outra coisa. A ideia é pegar aquela experiência simples e extremamente característica do Game Boy, transportar sua lógica para o Z80 do Master System e reconstruir a apresentação para o hardware da Sega.

O resultado é quase uma cápsula do tempo de uma geração que adorava comparar versões de jogos entre consoles.

E colocar Mario como árbitro só melhora tudo. 

Se alguém tivesse me mostrado Master Tennis em 1990, provavelmente eu teria passado horas tentando entender como diabos a Nintendo tinha deixado Mario aparecer no Master System.

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