Novo episódio do minidocumentário de Tomb Raider: Legacy of Atlantis mostra os bastidores da criação dos inimigos que Lara enfrentará no Egito.

A Amazon Game Studios e a Crystal Dynamics divulgaram o 11º episódio da série de minidocumentários dedicada aos bastidores de Tomb Raider: Legacy of Atlantis, releitura da aventura que apresentou Lara Croft ao mundo em 1996.
Desta vez, o episódio coloca os holofotes sobre alguns dos inimigos que Lara encontrará durante sua passagem pelo Egito, com destaque especial para uma criatura bastante peculiar: a Múmia de Gato.
Segundo Raul Siqueira, diretor de jogo da Crystal Dynamics, a intenção por trás da aparição da criatura foi justamente causar impacto no jogador e deixar claro que a aventura não teria medo de abraçar seu lado sobrenatural.
“A aparição da múmia quando a gente solta o sarcófago e ela salta para fora. Isso foi pensado para ser como um soco na cara: ‘olha só como esse jogo é irado’.”
Para Siqueira, o Egito representa um ponto de virada dentro da aventura. É nesse momento que o jogo assume de vez a presença de elementos sobrenaturais e passa a explorar criaturas e situações que vão muito além de uma expedição arqueológica tradicional.
“Não estamos aqui para ter vergonha disso”, explicou o diretor, destacando a intenção de apresentar criaturas voadoras, múmias de gatos e outros inimigos que os jogadores poderão enfrentar ao longo da aventura.
Múmia de Gato foi criada para mudar a forma de jogar
O episódio também mostra o trabalho realizado pela Flying Wild Hog na criação das animações e dos comportamentos dos inimigos. A Múmia de Gato serve como um dos exemplos utilizados para explicar como essas criaturas reagem a diferentes situações durante o combate.
De acordo com Siqueira, as múmias possuem habilidades mágicas que podem ser utilizadas de maneiras diferentes dependendo do estilo de cada jogador.
E isso está diretamente ligado à proposta de combate de Legacy of Atlantis.
Segundo o diretor, o jogo não foi pensado como um tradicional jogo de tiro em que o jogador pode simplesmente encontrar uma cobertura, permanecer protegido e disparar continuamente contra os inimigos. A ideia é utilizar o arsenal disponível e também aproveitar o ambiente durante os confrontos.
Nesse contexto, a Múmia de Gato foi criada justamente para pressionar o jogador a se movimentar e experimentar diferentes possibilidades durante as batalhas.
A criatura, portanto, não está ali apenas para ser uma curiosidade visual. Seu comportamento também foi desenvolvido para influenciar a maneira como o jogador encara os combates.
Uma releitura que abraça o lado sobrenatural de Tomb Raider
Tomb Raider: Legacy of Atlantis está sendo desenvolvido como uma releitura da aventura original de 1996, trazendo uma nova interpretação da jornada que colocou Lara Croft no mapa dos videogames.
O projeto busca preservar elementos reconhecíveis da aventura clássica enquanto apresenta uma abordagem moderna para seus ambientes, personagens e sistemas de jogo.
E, pelo que a Crystal Dynamics está mostrando nos episódios de bastidores, o sobrenatural será uma parte importante dessa nova versão.
A Múmia de Gato talvez seja apenas um dos inimigos que Lara encontrará durante sua jornada, mas certamente já conseguiu cumprir uma função importante: lembrar que estamos diante de um Tomb Raider disposto a abraçar novamente o lado mais fantástico e exagerado da série.
Tomb Raider: Legacy of Atlantis tem lançamento previsto para 12 de fevereiro de 2027, com versões para PlayStation 5, Xbox Series X|S, PC via Steam e Nintendo Switch 2.
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Eu gosto quando uma releitura entende que não precisa ter vergonha daquilo que fazia os jogos antigos serem tão legais.
E essa história da Múmia de Gato é justamente isso.
Você olha para o nome e pensa: “que negócio maluco”. Aí lembra que estamos falando de Tomb Raider, uma franquia que sempre misturou arqueologia, armadilhas, criaturas sobrenaturais e umas viagens que faziam parte da identidade da série.
O mais interessante é que a Crystal Dynamics não está tratando a criatura apenas como um inimigo bonito para colocar no trailer. A ideia é que ela realmente mude a maneira como o jogador encara o combate, obrigando Lara a usar seu arsenal e o ambiente.
Se essa releitura conseguir manter esse equilíbrio entre a aventura clássica e uma experiência moderna, pode sair coisa muito interessante daí.
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