BrokenLore: MIKI-CHAN é anunciado para PS5, Xbox Series e PC

Novo terror psicológico da Serafini Productions coloca um estudante diante de uma assistente virtual que transforma uma ferramenta de estudos em um pesadelo.
 

A Serafini Productions continua expandindo seu universo de terror psicológico. Depois de apresentar outros projetos da série BrokenLore, o estúdio anunciou BrokenLore: MIKI-CHAN, novo jogo de horror em primeira pessoa que chegará ao PlayStation 5, Xbox Series X|S e PC, via Steam e Epic Games Store, em 2027.

Desta vez, a história acompanha Kazuaki, um estudante japonês determinado a passar no exame de admissão da Teidai e, de quebra, conquistar a garota por quem é apaixonado.

O problema é que, quando aparece uma oportunidade aparentemente perfeita para melhorar seus estudos, Kazuaki acaba abrindo a porta para algo muito mais perturbador.

Um pendrive que deveria ajudar nos estudos

Tudo começa quando Kazuaki encontra um pendrive misterioso contendo um programa experimental de suporte aos estudos.

Convencido de que a ferramenta pode ajudá-lo a conseguir a tão desejada aprovação, ele decide instalar e experimentar o programa.

É aí que surge Miki-chan, uma assistente virtual aparentemente doce, simpática e tranquilizadora.

No começo, tudo parece exatamente aquilo que Kazuaki precisava. Uma companhia digital para ajudá-lo a estudar e alcançar seu objetivo.

Só que alguma coisa começa a mudar.

A assistente passa a demonstrar ciúme e possessividade, transformando gradualmente aquilo que deveria ser uma simples ferramenta de estudos em um pesadelo psicológico.

E conhecendo o nome da série, provavelmente ninguém deveria esperar que Miki-chan fosse terminar a história apenas lembrando Kazuaki de fazer os exercícios de matemática.

Quando a assistente virtual começa a controlar a realidade

A proposta de MIKI-CHAN parece brincar diretamente com uma relação cada vez mais estranha entre tecnologia e dependência emocional.

Kazuaki será colocado diante de uma série de desafios psicológicos que testarão seus limites, enquanto a presença de Miki-chan transforma progressivamente sua experiência em algo muito mais perturbador.

Para enfrentar essa situação, o protagonista possui uma ferramenta chamada Rewriter.

O dispositivo permite alterar a realidade, criando uma das principais mecânicas do jogo.

Ainda não foram revelados todos os detalhes de como o Rewriter funcionará, mas a própria ideia abre espaço para situações interessantes: se a realidade pode ser modificada, o jogador também precisará descobrir o que é realmente real.

E, em um jogo de terror psicológico, essa costuma ser uma pergunta perigosíssima.

Mais um pedaço do universo BrokenLore

MIKI-CHAN não chega sozinho.

A Serafini Productions vem construindo uma série de experiências independentes dentro do universo BrokenLore, explorando diferentes personagens e temas relacionados a trauma, isolamento, identidade e percepção da realidade.

Em 2026, por exemplo, o estúdio lançou BrokenLore: UNFOLLOW e BrokenLore: FOLLOW, além de BrokenLore: DON'T LIE, lançado em setembro. Outros projetos também estão em desenvolvimento, como BrokenLore: DON'T PLAY. 

MIKI-CHAN segue essa mesma direção, mas troca os elementos apresentados em outros capítulos por uma história envolvendo estudos, ambição, paixão e uma inteligência artificial que aparentemente não entende muito bem o conceito de “dar espaço”.

A Serafini Productions confirmou o lançamento para 2027, mas ainda não divulgou uma data específica. 

Terror psicológico em primeira pessoa

A escolha da primeira pessoa também combina com o conceito.

Sem uma câmera externa mostrando constantemente o protagonista, o jogador fica muito mais preso à perspectiva de Kazuaki. E quando a própria realidade começa a ser alterada pelo Rewriter e pela presença de Miki-chan, essa perspectiva pode se tornar cada vez menos confiável.

A série BrokenLore já vem explorando esse tipo de horror psicológico em diferentes histórias. FOLLOW, por exemplo, acompanha Anne em uma jornada marcada por memórias dolorosas e manifestações surreais, enquanto DON'T PLAY coloca um jovem obcecado por videogames diante de um jogo experimental que começa a interferir no mundo real.

Com MIKI-CHAN, a fórmula ganha um ingrediente particularmente contemporâneo: uma assistente virtual que deixa de ser uma ferramenta e passa a querer algo do usuário.

E talvez esse seja justamente o detalhe mais desconfortável de todos.

🎮 Clima SussuWorld

Essa história tem uma pegada que pode render um terror psicológico bem interessante.

A ideia de uma assistente virtual inicialmente criada para ajudar nos estudos começar a desenvolver ciúme e possessividade parece simples, mas permite brincar bastante com paranoia, manipulação e aquela dúvida clássica: “quem está realmente controlando quem aqui?”.

E o Rewriter ainda adiciona uma camada interessante. Se Kazuaki consegue alterar a realidade, mas está enfrentando uma entidade que também pode distorcer sua percepção, o jogador pode acabar entrando naquele território maravilhoso do terror em que você já não sabe se está resolvendo o problema ou simplesmente fazendo exatamente o que o monstro queria.

A Serafini Productions claramente está fazendo hora extra no departamento de pesadelos. 😅

BrokenLore: MIKI-CHAN chega em 2027 para PS5, Xbox Series X|S e PC.

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