Croc 2: Kingdom of the Gobbos ganha remaster e chega em Outubro

Sequência do clássico de 1999 retorna com mais de 40 fases, novas aventuras, veículos, quatro vilarejos e a inédita Croc2pedia, que reúne materiais históricos do desenvolvimento.

A Argonaut Games confirmou que Croc 2: Kingdom of the Gobbos será o próximo clássico da série a receber uma nova versão. O remaster do jogo originalmente lançado em 1999 chegará em 29 de outubro para PlayStation 5, Xbox Series X|S, PlayStation 4, Nintendo Switch e PC, através do Steam e GOG.

O projeto dá continuidade ao trabalho iniciado pela Argonaut com o remaster de Croc: Legend of the Gobbos, lançado em 2025, trazendo novamente o simpático crocodilo para uma aventura que mistura plataformas 3D, exploração, quebra-cabeças e aquele jeitão muito particular dos jogos do final dos anos 90.

E, dessa vez, Croc vai descobrir algo bastante pessoal.

Croc parte em busca de seus pais

A história começa quando o Professor Gobbo testemunha os Dantinis ressuscitando o Baron Dante, antigo inimigo de Croc. O professor acaba capturado depois de descobrir demais.

Enquanto isso, Croc está tranquilamente brincando na praia de Gobbo Valley quando encontra uma garrafa trazida pelo mar.

Dentro dela existe uma mensagem revelando que seus pais biológicos estão procurando por ele.

Croc então parte em direção ao continente para tentar encontrá-los. Só que o retorno de Baron Dante transforma a busca familiar em uma nova aventura, já que o vilão ainda guarda rancor do crocodilo que o derrotou anteriormente.

Dessa vez, portanto, a história não envolve apenas salvar os Gobbos. Croc também está tentando descobrir suas próprias origens.

Quatro vilarejos para explorar

A aventura levará Croc por quatro regiões diferentes, cada uma com sua própria identidade e cultura Gobbo.

Temos a Sailor Village, localizada na costa; a gelada Cossack Village; a pré-histórica Caveman Village; e a montanhosa Inca Village.

O jogador poderá explorar essas áreas enquanto procura Gobbos capturados, completa diferentes missões e coleta cristais.

Os cristais podem ser utilizados na loja de Swap Meet Pete, um gato empreendedor que vende equipamentos úteis e ainda possui uma bola de cristal capaz de transportar Croc entre os diferentes vilarejos.

É aquele tipo de estrutura que entrega ao jogo uma sensação de aventura bem mais ampla do que simplesmente avançar fase após fase.

Mais de 40 fases e muitos veículos

Croc mantém seus movimentos tradicionais, incluindo os famosos saltos e ataques com a cauda, mas o remaster também preserva uma das principais novidades da sequência: o triple jump.

E se você acha que Croc vai passar mais de 40 fases apenas pulando em plataformas, está enganado.

Durante a aventura, será possível dirigir carros e lanchas, andar de vagonetes de mina, utilizar uma asa-delta e até pilotar um avião.

A proposta é explorar mais de 40 fases de plataformas 3D com uma estrutura mais aberta, oferecendo diferentes formas de atravessar os ambientes.

Para um jogo lançado originalmente em 1999, é uma quantidade considerável de variedade.

Novos Guardians entram na brincadeira

A aventura também apresenta novos inimigos e Guardians.

Entre eles está Soveena the Squid, uma lula obcecada por Ginger Soda que acaba se tornando uma ameaça para a Sailor Village.

Também temos Cannon Boat Keith, um capitão pirata acompanhado por uma tripulação de esqueletos, e Flavio the Thermal Fish, capaz de disparar água escaldante contra quem ousar cruzar seu caminho.

É aquela mistura completamente sem vergonha de fantasia, humor cartunesco e personagens absurdos que combina perfeitamente com o universo de Croc.

Croc2pedia é um verdadeiro museu do jogo

Agora vem provavelmente a parte mais interessante para quem gosta de preservar a história dos videogames.

Assim como fez com o primeiro jogo, a Argonaut está preparando uma espécie de museu digital dentro do remaster.

A Croc2pedia reúne materiais históricos de produção que sobreviveram ao desenvolvimento de Croc 2, incluindo documentos completos de design, materiais de marketing, produtos promocionais, vídeos de testes de animação e galerias de modelos 3D.

E não para por aí.

Também serão apresentados personagens, fases e objetos que foram planejados durante o desenvolvimento, mas acabaram cortados da versão final do jogo.

A coleção ainda contará com entrevistas com integrantes da equipe original da Argonaut, desenvolvedores responsáveis pelo remaster, produtores e outras pessoas envolvidas com o projeto.

Na prática, é quase uma cápsula do tempo de como um jogo de plataforma 3D era criado na virada do milênio.

Uma viagem ao final dos anos 90

Croc 2: Kingdom of the Gobbos foi lançado originalmente em 1999, quando jogos de plataforma 3D estavam vivendo uma verdadeira explosão.

A sequência manteve a identidade visual do primeiro jogo, mas ampliou a estrutura da aventura, oferecendo diferentes vilarejos, missões, veículos e uma variedade maior de situações.

Agora a Argonaut promete atualizar os gráficos e apresentar o mundo com uma aparência renovada, mas sem abandonar a estrutura e a personalidade do jogo original.

É uma abordagem que parece cada vez mais comum entre remasters modernos: não tentar transformar o jogo antigo em outra coisa, mas recuperar aquilo que funcionava e tornar a experiência mais acessível para quem joga hoje.

Croc 2 chega em Outubro

Croc 2: Kingdom of the Gobbos será lançado em 29 de outubro de 2026 para:

PlayStation 5, Xbox Series X|S, PlayStation 4, Nintendo Switch e PC, via Steam e GOG.

O lançamento representa mais uma tentativa da Argonaut de recuperar sua própria história e apresentar uma nova geração a uma franquia que marcou a era dos primeiros jogos de plataforma 3D.

E desta vez, além de jogar, será possível descobrir como o jogo foi criado.

Clima SussuWorld 🎮

Essa eu confesso que bateu forte na memória.

Croc 2 é exatamente aquele tipo de jogo que você encontrava em uma época em que cada plataforma 3D parecia estar tentando criar seu próprio Mario 64. Tinha crocodilo, macaco, raposa, dragão, alienígena, cachorro... a indústria estava em plena corrida pelo próximo mascote.

E a Argonaut fez uma coisa que eu acho muito bacana com esses remasters: não está tratando o passado como algo descartável.

A Croc2pedia pode acabar sendo tão interessante quanto o próprio jogo para quem gosta de história dos videogames. Documentos de desenvolvimento, modelos que nunca chegaram à versão final, testes de animação, materiais promocionais... isso é justamente o tipo de coisa que normalmente desaparece depois que um jogo é lançado.

Para nós que crescemos vendo screenshots em revista e imaginando como diabos aqueles jogos eram feitos, ter esse material reunido décadas depois é quase abrir uma gaveta esquecida de uma redação de 1999.

E tem mais de 40 fases, quatro vilarejos, avião, lancha, carrinho de mina e um crocodilo procurando os próprios pais.

Sinceramente? Croc está voltando com bastante bagagem. 🐊

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