Nova IP para PS5, Xbox e PC mistura combate brutal, horror corporal e uma entidade ancestral em uma gigantesca embarcação dos anos 1900.

Uma das surpresas que apareceram recentemente no radar dos fãs de jogos de terror atende pelo nome de Draga’s Wake. A nova propriedade intelectual aposta em uma mistura bastante peculiar de ação, horror cósmico, pirataria e horror corporal, colocando o jogador dentro de um gigantesco navio a vapor onde a realidade literalmente começou a desmoronar.
O jogo está em desenvolvimento para PlayStation 5, Xbox e PC e ganhou seu primeiro trailer oficial, que ajuda a mostrar melhor a atmosfera e, principalmente, o tipo de combate que a equipe está preparando.
E olha, xará... esse navio não parece exatamente o tipo de lugar onde você gostaria de perder o último bote salva-vidas. 🚢☠️
Bem-vindo ao Ormora
A aventura acontece a bordo do Ormora, descrito pelos desenvolvedores como um gigantesco “navio a vapor de pesadelo”, em uma versão alternativa dos anos 1900.

O protagonista é Draga, um contrabandista e pirata que vê seu último grande golpe terminar da pior maneira possível.
Quando tenta encontrar sua tripulação, ele descobre que a embarcação foi tomada por horrores cósmicos ritualísticos, enquanto entidades grotescas começam a surgir por todos os lados e uma ruptura na realidade transforma o Ormora em um verdadeiro labirinto de pesadelo.
O trailer reforça justamente essa atmosfera. O navio não funciona apenas como pano de fundo, mas como o próprio campo de batalha da aventura, com corredores apertados, ambientes deteriorados e áreas maiores construídas em diferentes níveis.
A verticalidade também terá papel importante, tanto na exploração quanto nos confrontos.
Um deus antigo decidiu morar dentro de Draga
Como se navegar por um navio infestado de monstros não fosse suficiente, Draga ainda ganha um problema bastante pessoal.
Uma entidade ancestral cria raízes dentro de seu corpo.

A partir daí, o jogador poderá decidir se aceita ou resiste àquilo que está crescendo dentro do protagonista.
Ao abraçar esse poder, Draga poderá assumir o chamado Vessel State, uma transformação que altera seu corpo e também modifica a maneira como ele combate e enxerga o mundo.
E é aqui que Draga’s Wake começa a apresentar uma de suas ideias mais interessantes.
Você escolhe o que Draga vai se tornar
A progressão do personagem estará ligada às criaturas que o jogador decidir absorver.
Essas escolhas influenciam a árvore de habilidades e também determinam quais mutações físicas Draga desenvolverá. Além disso, as decisões podem afetar os resultados envolvendo os membros de sua própria tripulação.

Ou seja, não estamos falando simplesmente de uma árvore de habilidades tradicional onde você escolhe entre +10% de dano ou +15% de resistência.
A própria corrupção do personagem faz parte do sistema de progressão.
Quanto mais você aceitar aquilo que vive dentro de Draga, mais ele se distancia daquilo que era originalmente.
E isso pode criar uma relação bem interessante entre poder, sobrevivência e transformação.
Combate corpo a corpo é o coração da ação
Pelo que o trailer apresenta, Draga’s Wake aposta bastante em combates próximos e violentos.
Draga utiliza ataques corpo a corpo, esquivas e combos pesados inspirados em jogos de pancadaria, enfrentando criaturas que parecem ter saído de um pesadelo biológico.

O protagonista também poderá combinar a pancadaria com ataques rápidos à distância, criando uma mistura entre combate físico e armas de fogo.
A equipe ainda pretende trabalhar com recursos limitados, incluindo vida e munição.
Isso significa que o jogador deverá pensar antes de sair distribuindo chumbo pelo Ormora. Em um ambiente fechado, onde inimigos podem aparecer praticamente de qualquer direção, gastar recursos sem planejamento pode transformar uma situação ruim em uma sentença de morte.
Um mundo construído para provocar desconforto
A ambientação é outro elemento que chama bastante atenção.
A equipe descreve o universo de Draga’s Wake como um mundo construído especificamente para trabalhar com atmosfera de pavor, gore gráfico e horrores anatômicos grotescos.

O próprio desenho do Ormora ajuda a criar essa sensação.
Existem espaços extremamente apertados, mas também áreas maiores com múltiplos níveis, permitindo que os combates explorem a verticalidade.
Isso pode fazer uma diferença enorme no ritmo da aventura.
Um corredor estreito pode transformar uma criatura em uma ameaça enorme, enquanto uma área aberta permite que Draga use mobilidade, esquivas e posicionamento para sobreviver.
A influência do horror cósmico
Apesar da presença de piratas e da ambientação alternativa dos anos 1900, Draga’s Wake parece estar muito mais interessado em trabalhar com a ideia de uma realidade sendo contaminada por algo que não deveria existir.
Os horrores ritualísticos tomam conta do navio, a realidade começa a ser violada e Draga passa a carregar dentro do próprio corpo uma entidade ancestral.
É uma combinação que coloca o protagonista em uma situação particularmente interessante: ele precisa utilizar justamente o poder daquilo que está destruindo sua humanidade para conseguir sobreviver.
Quanto mais poder ele obtém, maior pode ser o preço.
O trailer mostra um jogo mais brutal do que a descrição sugeria
O trailer oficial também ajuda a entender melhor a identidade visual e o ritmo de Draga’s Wake.
Em vez de apostar apenas em sustos ou em uma experiência puramente contemplativa, o jogo parece querer colocar ação e horror no mesmo nível.
As criaturas são grandes, grotescas e extremamente físicas, enquanto o combate acontece a curta distância, com impactos violentos e bastante movimentação.
É uma proposta que pode agradar especialmente quem gosta de jogos de horror que não deixam o jogador completamente indefeso.
Mas a presença de recursos limitados indica que a equipe também não quer transformar Draga em uma máquina de moer monstros.
A ideia parece ser encontrar aquele ponto delicado entre “eu consigo enfrentar isso” e “talvez fosse melhor correr”.
E esse equilíbrio costuma ser onde o horror começa a funcionar de verdade.
Uma nova IP para ficar de olho
Ainda existem muitas perguntas sem resposta sobre Draga’s Wake, incluindo detalhes mais profundos da história, estrutura da campanha e data de lançamento.
Mas a primeira impressão já estabelece uma identidade bastante clara.
Piratas + navio a vapor gigantesco + horror cósmico + mutações + combate brutal + recursos limitados.
Não é exatamente uma combinação que aparece toda terça-feira.
E o fato de a transformação de Draga estar diretamente conectada ao sistema de progressão pode ser um dos elementos capazes de separar o jogo de outros títulos de horror de ação.
Agora resta descobrir quanto dessa promessa estará presente quando o Ormora abrir suas portas para os jogadores.
Draga’s Wake está em desenvolvimento para PlayStation 5, Xbox e PC.
🎮 Clima SussuWorld
Esse foi daqueles trailers que me fizeram parar e pensar: “peraí... que jogo é esse?” 😂
Porque a mistura é estranha na medida certa.
A gente já viu horror em mansões, hospitais, naves espaciais, cidades abandonadas e vilarejos. Agora temos um navio a vapor gigantesco dos anos 1900, cheio de piratas, criaturas deformadas e um deus antigo fazendo aluguel clandestino dentro do protagonista.
E o trailer ajuda bastante a vender a ideia.
O combate parece pesado, os monstros têm presença física e o Ormora tem potencial para ser um daqueles cenários que acabam virando praticamente um personagem do jogo.
Mas o que mais me interessa é o sistema de mutações.
Se o jogo realmente fizer a gente sentir que cada criatura absorvida está modificando Draga, tanto visualmente quanto na maneira de jogar, pode sair daí uma progressão muito mais interessante do que simplesmente subir atributos.
Porque existe uma pergunta muito boa escondida no conceito:
até onde você está disposto a se transformar para sobreviver?
E se a resposta for “até virar um monstro também”, bom... pelo menos o Ormora já está cheio deles.
Postar um comentário