FPS sobrenatural aposta em combates estratégicos, armas de fogo, poderes ocultistas e exploração em um mundo inspirado no Velho Oeste. Jogo chega ao PS5, Xbox Series e PC em 8 de dezembro.

O Velho Oeste está prestes a conhecer um tipo de pesadelo bem diferente dos tradicionais duelos ao meio-dia. Guns of Eschaton, novo jogo de tiro em primeira pessoa que mistura elementos de Soulslike com horror sobrenatural, será lançado em 8 de dezembro para PlayStation 5, Xbox Series X|S e PC, via Steam. O projeto é publicado pela 4Divinity e desenvolvido pela Eschatology Entertainment.
A proposta é combinar a precisão e a ação dos jogos de tiro em primeira pessoa com o combate calculado, a exploração e a evolução de personagem característicos dos Soulslikes. Em vez de simplesmente colocar armas de fogo em uma fórmula conhecida, o estúdio pretende construir uma experiência própria, ambientada em uma versão apocalíptica e sobrenatural da fronteira norte-americana do século XIX.
Um dos nomes envolvidos na identidade visual do projeto é Viktor Antonov, diretor de arte conhecido por seu trabalho em Half-Life 2 e Dishonored. Sua visão ajudou a estabelecer um universo em que arquitetura, cenários, personagens e narrativa fazem parte da construção do mundo, transformando a paisagem familiar do Velho Oeste em um território consumido pelo ocultismo e pelo fim dos tempos.
Aqui, sair atirando pode ser uma péssima ideia
Em Guns of Eschaton, cada bala importa, inclusive aquelas que o jogador decide não disparar. Os confrontos foram pensados para exigir observação, precisão e controle dos recursos. Conhecer o inimigo é tão importante quanto dominar o próprio arsenal, e apertar o gatilho sem pensar pode ser justamente o caminho mais rápido para a derrota.
A inspiração Soulslike aparece na necessidade de estudar os adversários, compreender seus padrões e aproveitar as oportunidades certas para atacar. O jogo também promete sistemas de tempo preciso, aparos calculados e habilidades místicas, criando confrontos nos quais a preparação deve pesar tanto quanto a mira.
Os jogadores poderão consultar um códice para descobrir informações sobre os inimigos e identificar suas fraquezas. Essa mecânica reforça a ideia de que sobreviver não depende apenas de reflexos rápidos, mas também de conhecimento e estratégia.
E o cenário não vai se limitar a pistoleiros comuns. A aventura apresenta um Oeste tomado por forças ocultas, mitologia, religião e elementos sobrenaturais. Até mesmo um trem demoníaco faz parte desse universo, substituindo a imagem tradicional de criaturas fantásticas por algo que combina melhor com a estética de um faroeste apocalíptico.
Monte seu próprio pistoleiro lendário
A progressão promete oferecer bastante liberdade para quem gosta de experimentar diferentes estilos de jogo. Armas de fogo, tipos variados de munição, poderes ocultistas, talismãs, armaduras, consumíveis e habilidades ativas e passivas poderão ser combinados para criar configurações distintas.
A ideia é permitir que cada jogador encontre sua própria maneira de enfrentar os perigos do mundo. Algumas combinações poderão favorecer determinados tipos de arma, enquanto outras podem explorar poderes sobrenaturais, equipamentos e sinergias entre habilidades. O sistema também inclui truques aprendidos com pistoleiros lendários, ampliando as possibilidades de personalização.
Essa variedade deve ter papel importante na dificuldade dos confrontos. Se os inimigos exigem preparação e conhecimento, construir uma configuração adequada para cada situação pode fazer a diferença entre dominar um duelo e acabar no chão antes mesmo de entender o que aconteceu.
O arsenal, portanto, não funciona apenas como uma coleção de armas cada vez mais poderosas. Ele faz parte de um sistema maior, no qual gerenciamento de recursos, escolha de equipamentos e domínio das mecânicas caminham juntos.
Um Velho Oeste consumido pelo ocultismo
A direção de arte é uma das principais características de Guns of Eschaton. Sob a influência visual de Viktor Antonov e da equipe internacional da Eschatology Entertainment, o jogo transforma a fronteira norte-americana do século XIX em um mundo artesanalmente construído, onde elementos históricos convivem com horror ocultista, religião, mitologia e forças sobrenaturais.
A jornada atravessa territórios de leste a oeste, revelando aos poucos o que aconteceu com essa região e qual é o papel do protagonista em seu destino. A exploração, os encontros com personagens e os detalhes espalhados pelos ambientes ajudam a contar essa história, em vez de deixar o cenário apenas como pano de fundo para os tiroteios.
O resultado pretendido é um faroeste familiar à primeira vista, mas profundamente alterado pelo apocalipse. A arquitetura e os ambientes ajudam a contar a história, enquanto a exploração e as decisões dos jogadores contribuem para revelar os mistérios desse mundo em ruínas.
A proposta chama atenção justamente por unir referências que nem sempre aparecem juntas. O imaginário dos pistoleiros do Velho Oeste ganha uma camada de terror sobrenatural, enquanto a estrutura de combate exige a cautela e a disciplina associadas aos Soulslikes.
A jornada pode ser solitária ou cooperativa
Embora tenha sido concebido prioritariamente como uma experiência solo, Guns of Eschaton também contará com modo cooperativo. Os jogadores poderão enfrentar a jornada acompanhados por um aliado, com progressão completa disponível durante essa modalidade.
A cooperação não é apresentada apenas como uma maneira de tornar os combates mais fáceis. Segundo a descrição oficial, jogar acompanhado muda o ritmo da aventura e abre espaço para novas estratégias, coordenação e sobrevivência compartilhada. A história e os desafios continuam presentes, mas a experiência ganha outra dinâmica.
Essa abordagem também pode ampliar a rejogabilidade, especialmente para quem quiser experimentar diferentes configurações de personagem ou descobrir como os confrontos se comportam quando duas pessoas trabalham juntas.
Com lançamento marcado para 8 de dezembro, Guns of Eschaton quer encontrar seu espaço entre os FPS de combate estratégico e os RPGs de ação inspirados na fórmula Soulslike. A combinação de tiroteios precisos, progressão flexível e um Velho Oeste sobrenatural coloca o jogo no radar de quem procura algo além de mais um faroeste tradicional.
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