Survival horror inspirado nos clássicos do primeiro PlayStation coloca os jogadores em um submarino sueco durante a Guerra Fria, com munição limitada, câmeras fixas e uma tripulação transformada em zumbis.

O terror vai ganhar novos territórios nos consoles! Heavy Metal Death Can, survival horror desenvolvido pela Krufs Productions, já está disponível para PlayStation 5 e Xbox Series X|S pelo preço de US$ 17,49. O jogo estreou originalmente no PC, via Steam, em 28 de maio, e agora amplia seu alcance com uma aventura que aposta na atmosfera claustrofóbica dos clássicos de terror dos anos 1990.
A história se passa em uma versão alternativa da Suécia no final da década de 1970, durante a Guerra Fria. Preso nas profundezas do Mar da Noruega, o jogador precisa sobreviver a bordo do submarino HMS Domherren, onde uma substância misteriosa conhecida como Sludge tomou conta da tripulação e transformou os marinheiros em criaturas semelhantes a zumbis.
O objetivo é explorar os corredores da embarcação, procurar sobreviventes e descobrir a verdade por trás do incidente. Mas o caminho até a superfície promete ser complicado, especialmente quando cada corredor enferrujado pode esconder uma ameaça.
Câmeras fixas, munição escassa e o terror dos anos 1990
Heavy Metal Death Can bebe diretamente da fonte dos survival horrors clássicos. A apresentação utiliza câmeras fixas, enquanto o gerenciamento de inventário e a escassez de recursos fazem parte central da experiência.
A munição é limitada, as chaves e os objetos encontrados precisam ser administrados com cuidado e nem sempre será possível resolver um confronto simplesmente atirando em tudo o que se movimenta. A proposta é fazer o jogador pensar antes de agir, mantendo a tensão durante a exploração.
O jogo também oferece controles inspirados nos títulos antigos, incluindo movimentação no estilo tanque, mas conta com opções modernas para adaptar os comandos. A intenção é preservar a identidade dos clássicos sem obrigar todo mundo a aceitar exatamente as mesmas limitações de décadas atrás.
Visualmente, a produção combina cenários inspirados nos jogos de terror e aventura do final dos anos 1990 com tecnologias modernas de renderização. O resultado busca aquela sensação de familiaridade retrô, embora o cenário tenha personalidade própria.
Um pesadelo sueco entre conspirações e guitarras distorcidas
A ambientação é um dos elementos mais peculiares de Heavy Metal Death Can. Em vez de apostar em uma mansão gótica ou em uma cidade tomada por monstros, a Krufs Productions escolheu um submarino militar sueco em uma realidade alternativa.
O contraste entre elementos culturais suecos e a brutalidade industrial da embarcação ajuda a construir uma identidade própria. Tudo isso é acompanhado por uma trilha sonora que mistura guitarras distorcidas, sintetizadores analógicos e momentos de silêncio inquietante.
Durante a jornada, o jogador encontrará outros sobreviventes, incluindo o misterioso Milton e o capitão Olof, descrito como uma figura niilista. Cada personagem possui seus próprios interesses e um passado marcado por problemas, fazendo com que as alianças sejam tão incertas quanto a possibilidade de escapar vivo.
Enquanto explora o submarino, será necessário reunir fragmentos da história e compreender o que realmente aconteceu com a tripulação. A ameaça sobrenatural é apenas uma parte do mistério, que também envolve uma conspiração escondida nas profundezas.
Um survival horror para quem sente falta dos clássicos
A proposta de Heavy Metal Death Can é relativamente direta: recuperar elementos que marcaram os primeiros grandes survival horrors dos consoles, mas transportá-los para uma ambientação menos convencional.
As câmeras fixas, os recursos limitados e a exploração cuidadosa remetem a uma época em que o medo vinha tanto dos inimigos quanto da incerteza sobre o que aguardava na próxima sala. A diferença está no cenário naval, na estética sueca e na combinação de terror sobrenatural com ficção histórica alternativa.
Heavy Metal Death Can já pode ser jogado no PlayStation 5 e Xbox Series X|S por US$ 17,49. A versão para PC chegou anteriormente ao Steam em 28 de maio.
Clima SussuWorld
Tem uma coisa que sempre funcionou muito bem nos survival horrors antigos: fazer o jogador sentir que está em desvantagem. Não precisa colocar cinquenta monstros na tela nem transformar tudo em uma sequência de tiroteios. Às vezes, basta um corredor escuro, pouca munição e um barulho estranho vindo do outro lado da porta para fazer a gente pensar duas vezes antes de continuar.
Heavy Metal Death Can parece apostar justamente nessa escola de terror. E a escolha de um submarino sueco durante a Guerra Fria dá ao projeto uma identidade que vai além da nostalgia pelo primeiro PlayStation. É um ambiente fechado, enferrujado e cercado por água, no qual a sensação de isolamento pode ser tão assustadora quanto as criaturas que estão à espreita.
O que mais chama a atenção é a mistura de referências clássicas com essa ambientação incomum. Câmeras fixas, controles tradicionais e munição limitada podem agradar quem sente falta daquele terror mais metódico, em que cada recurso precisava ser usado com cuidado. Ao mesmo tempo, as opções modernas de controle são bem-vindas para quem prefere aproveitar a atmosfera sem brigar com os comandos.
Claro que inspiração retrô, sozinha, não garante um bom survival horror. O ritmo da exploração, a qualidade dos confrontos e a construção do mistério precisam sustentar a experiência. Mas a ideia de investigar um submarino tomado por uma substância misteriosa, com uma trilha sonora pesada e uma conspiração escondida nas profundezas, tem personalidade suficiente para despertar curiosidade.
Heavy Metal Death Can já está disponível nos consoles. Para quem sente saudade dos survival horrors da velha guarda e quer trocar mansões mal-assombradas por um submarino perdido no fundo do mar, essa pode ser uma viagem bem interessante.
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