Vocês devem concordar comigo nisso: Tem jogo que você começa e pensa: “beleza, vou ver qual é desse negócio”.Aí dá os primeiros passos e pensa:“Caramba… isso aqui é um jogo de Mega Drive.”Foi exatamente essa a sensação.

Não sei explicar direito o porquê, mas foi imediato. Visual, cores, inimigos, movimentação… tudo me jogou direto pra época dos 16 bits. Tem coisa que também lembra Super Nintendo, mas comigo a associação veio mais forte com o Mega.

E olha… os caras acertaram. Biomechanical Toy saiu no arcade em 1995, feito pela Zeus Software e publicado pela Gaelco. Agora volta nessa pegada de clássico, mantendo o que fazia esses jogos serem gostosos: você pega o controle e já começa a descer o cacete.Você controla o Inguz e precisa atravessar seis mundos malucos atrás do Magic Pendulum. E quando eu digo maluco, é maluco mesmo.

Tiro, porrada e bomba o tempo inteiro. Inimigo vindo de todo lado, coisa voando, bicho aparecendo do nada e uma cara de desenho chapado que só os anos 90 conseguiam fazer.Cada mundo tem a própria identidade. Tem clima de circo, inimigo com cara de Alice no País das Maravilhas, dinossauro, pterodáctilo e um monte de coisa estranha. Aquela maluquice visual que a gente sente falta.

O protagonista também pesa. Foi impossível não lembrar de Comix Zone e, principalmente, Kid Chameleon. Aquele cabelo, os óculos escuros, o visual meio rock and roll, meio adolescente rebelde. Tem hora que também dá uma lembrada no Aero the Acro-Bat. Não é o mesmo jogo, mas pela construção das fases e aquele jeito de transformar cada mundo numa viagem pequena são parecidos.

E o melhor: o jogo não tenta esconder que é 16 bits. Ele tem orgulho disso.O gameplay é simples do jeito que tem que ser. Anda, pula, atira, pega power-up e vai. Sem tutorial de vinte minutos. Sem três botões pra um golpe. É pegar e jogar.Tem um especial que eu achei hilário: fica no Start. Quando a tela enche de inimigo, você olha e pensa “hoje não”. Aperta Start e manda uma bomba que limpa quase tudo. Resolve o problema na hora.

O clássico também ganhou umas facilidades modernas. Save, load, rewind e um kit de trapaça pra quem não tá afim de sofrer como em 1995. Bomba infinita, vida infinita, munição infinita, invencibilidade. Tá tudo lá.Eu fiz questão de jogar primeiro do jeito tradicional. Tudo desligado. Queria sentir como se tivesse enfiado a fita no Mega Drive. Apanhei.
Mas terminei.
Depois liguei as facilidades pra aproveitar melhor, caçar pontuação e correr atrás das conquistas. E aí o jogo vira prato cheio pra quem curte Gamerscore. Dá pra fazer os 1.000G sem viver em cima dele. Se quiser platinar tudo, provavelmente joga mais de uma vez. Só que isso não incomoda, porque o jogo é divertido. Uma das coisas que mais gostei é que ele não tenta ser maior do que precisa. É direto. Você entra, enfrenta inimigo, pega power-up, sofre um pouco, solta uma bomba quando aperta e segue.
Mas terminei.
Depois liguei as facilidades pra aproveitar melhor, caçar pontuação e correr atrás das conquistas. E aí o jogo vira prato cheio pra quem curte Gamerscore. Dá pra fazer os 1.000G sem viver em cima dele. Se quiser platinar tudo, provavelmente joga mais de uma vez. Só que isso não incomoda, porque o jogo é divertido. Uma das coisas que mais gostei é que ele não tenta ser maior do que precisa. É direto. Você entra, enfrenta inimigo, pega power-up, sofre um pouco, solta uma bomba quando aperta e segue.

A história? Sendo sincero… você nem liga muito. E tudo bem. O importante aqui é jogar.Lembra aquela época de locadora: chegava em casa, enfiava no console e começava. Sem precisar saber a lore inteira antes. E depois de terminar, ainda dá vontade de voltar. Eu mesmo já voltei só pra matar saudade.
Vale a pena?
Vale. E bastante. Biomechanical Toy é uma homenagem bem feita aos jogos de ação e plataforma dos 16 bits. É lindo dentro da proposta, o gameplay é gostoso, os inimigos são criativos e tem aquela cara de jogo que poderia ter saído numa revista de 1995.E o que mais pesa pra mim: ele parece um jogo daquela época sem ser um jogo chato daquela época.Quer sofrer? Desliga tudo e joga na raça.
Vale. E bastante. Biomechanical Toy é uma homenagem bem feita aos jogos de ação e plataforma dos 16 bits. É lindo dentro da proposta, o gameplay é gostoso, os inimigos são criativos e tem aquela cara de jogo que poderia ter saído numa revista de 1995.E o que mais pesa pra mim: ele parece um jogo daquela época sem ser um jogo chato daquela época.Quer sofrer? Desliga tudo e joga na raça.

Quer só se divertir? Liga rewind, save e trapaça.Eu fiz os dois. Gostei dos dois.Pra quem sente falta de tiro, porrada e bomba, é recomendação fácil. É bonito, é direto e tem personalidade.E principalmente tem aquela sensação gostosa de pegar o controle e pensar:“Caramba… isso aqui parece que saiu direto de 1995.” Só que dessa vez você não precisa assoprar o cartucho.
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