
“Sei que estão cortando histórias”, afirmou Béart. “Historicamente, a complacência nunca funciona. Mas acredito que é algo temporário. Temos os indies, temos comunidades que escrevem e se unem… vamos superar isso juntos.”
Movimentos como o GamerGate 2.0 voltaram a ganhar força, desta vez com maior apoio institucional. Tópicos ligados a representatividade de gênero, diversidade racial e inclusão LGBTQIA+ estão sendo rotulados por setores mais conservadores como “prejudiciais às vendas” - uma ideia amplamente debatida dentro da própria indústria.
Paradoxalmente, Baldur’s Gate 3, um dos maiores sucessos recentes dos games, foi na contra mão: com conteúdo inclusivo e narrativas diversificadas, o RPG da Larian Studios vendeu mais de 15 milhões de cópias até novembro de 2024.
Editoras e CEOs recuam nas políticas de inclusão
Apesar de exemplos como BG3, várias empresas de grande porte estão recuando oficialmente das políticas de DEI:
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A Take-Two Interactive, editora de franquias como GTA e NBA 2K, eliminou todas as referências à diversidade, equidade e inclusão do seu relatório anual de 2025, substituindo os termos por algo mais genérico: “diversidade de pensamento”.
A CI Games, responsável por jogos como Lords of the Fallen, foi ainda mais direta: em um post recente, o CEO da empresa escreveu “RIP DEI”, deixando clara sua oposição a políticas inclusivas na contratação e no conteúdo dos jogos.
Mesmo com os grandes estúdios cedendo à pressão política e econômica, a cena independente segue resistindo com inclusão e a liberdade narrativa. Com menos interferência editorial e foco criativo mais autoral, muitos desenvolvedores indies continuam explorando temas LGBTQIA+, raciais e de acessibilidade.
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