Estúdios começam a cortar diversidade nas histórias de jogos !!

A vitória de Donald Trump nas eleições presidenciais dos EUA em 2024 começa a impactar de forma concreta o mundo dos videogames. Empresas estão revendo ou eliminando políticas de diversidade, equidade e inclusão (DEI), e já surgem denúncias sobre cortes em narrativas queer e LGBTQIA+ em jogos em desenvolvimento.
 
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A atriz Samantha Béart, que interpreta Karlach em Baldur's Gate 3, revelou em entrevista ao portal TheGamer que tem conhecimento direto de que histórias estão sendo censuradas por conta do novo clima político e social instaurado após a eleição.
“Sei que estão cortando histórias”, afirmou Béart. “Historicamente, a complacência nunca funciona. Mas acredito que é algo temporário. Temos os indies, temos comunidades que escrevem e se unem… vamos superar isso juntos.”
O retorno do GamerGate e discurso anti-DEI

Movimentos como o GamerGate 2.0 voltaram a ganhar força, desta vez com maior apoio institucional. Tópicos ligados a representatividade de gênero, diversidade racial e inclusão LGBTQIA+ estão sendo rotulados por setores mais conservadores como “prejudiciais às vendas” - uma ideia amplamente debatida dentro da própria indústria.

Paradoxalmente, Baldur’s Gate 3, um dos maiores sucessos recentes dos games, foi na contra mão: com conteúdo inclusivo e narrativas diversificadas, o RPG da Larian Studios vendeu mais de 15 milhões de cópias até novembro de 2024

Editoras e CEOs recuam nas políticas de inclusão

Apesar de exemplos como BG3, várias empresas de grande porte estão recuando oficialmente das políticas de DEI:

  • A Take-Two Interactive, editora de franquias como GTA e NBA 2K, eliminou todas as referências à diversidade, equidade e inclusão do seu relatório anual de 2025, substituindo os termos por algo mais genérico: “diversidade de pensamento”.

  • A CI Games, responsável por jogos como Lords of the Fallen, foi ainda mais direta: em um post recente, o CEO da empresa escreveu “RIP DEI”, deixando clara sua oposição a políticas inclusivas na contratação e no conteúdo dos jogos.

Mesmo com os grandes estúdios cedendo à pressão política e econômica, a cena independente segue resistindo com inclusão e a liberdade narrativa. Com menos interferência editorial e foco criativo mais autoral, muitos desenvolvedores indies continuam explorando temas LGBTQIA+, raciais e de acessibilidade.

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