
O sucesso recente da Microsoft se deve, principalmente, à aposta certeira na nuvem e na IA. De um lado, a NVIDIA fornece o hardware (placas e servidores), e do outro, a Microsoft entrega o software e a infraestrutura da Azure, alimentada pela parceria com a OpenAI (dona do ChatGPT, por exemplo). Inclusive, até a Apple estaria usando a Azure e modelos da OpenAI em seu ecossistema.
Com tudo isso, as ações da Microsoft subiram mais de 15% só neste ano, superando até o índice S&P 500.
Mas nem tudo são flores. Para manter o ritmo e agradar investidores, a Microsoft está passando por uma onda constante de demissões, cortando milhares de empregos ao longo do último ano. A estratégia é clara: reduzir custos, aumentar margens e entregar mais lucros por funcionário.
A questão é: será que isso não prejudica a qualidade dos produtos a longo prazo? Segmentos como Windows, Xbox e Surface parecem meio parados nos últimos tempos, o que deixa parte do portfólio da empresa vulnerável, dependendo quase exclusivamente da divisão corporativa para sustentar esse crescimento.
Outro desafio vem de concorrentes como o Google, que avança forte no setor de IA sem precisar depender de terceiros, ao contrário da Microsoft, que ainda está muito atrelada à OpenAI.
Mesmo assim, a força da Microsoft no mercado B2B deve garantir sua chegada ao clube dos US$ 4 trilhões em breve - talvez nas próximas semanas ou meses. Mas, como sempre, no mundo da tecnologia tudo pode mudar rapidamente… até para gigantes.
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