Após semanas de demissões em massa, estúdios fechados e projetos cancelados, novas informações apontam que o pior ainda pode estar por vir para a divisão Xbox. Segundo o jornalista Jez Corden, da Windows Central, a CFO da Microsoft, Amy Hood, impôs uma meta financeira "totalmente irrealista" à divisão de games - e isso estaria contribuindo para os cortes agressivos que vimos recentemente.
Em publicação na rede social X (antigo Twitter), Corden afirmou que essas metas estão prejudicando diretamente o desempenho e a estabilidade da marca Xbox. O jornalista Tom Warren, do The Verge, reforçou o relato dizendo que essa é a nova realidade da divisão após a aquisição da Activision Blizzard. Ainda segundo Warren, sem o acordo bilionário, a receita do setor de games da Microsoft estaria em queda — e o modelo do Game Pass ainda não deu o retorno esperado.
Demissões, cortes e reestruturações agressivas
A pressão por resultados já está sendo sentida há meses, mas os efeitos se intensificaram com os acontecimentos da última semana:
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Turn 10 Studios, responsável por Forza Motorsport, perdeu mais de 70 funcionários e agora estaria sendo reestruturado como estúdio de suporte para a franquia Forza Horizon.
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Rare, tradicional estúdio britânico, teve o projeto Everwild oficialmente cancelado.
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The Initiative, estúdio criado com grande ambição para liderar o reboot de Perfect Dark, foi completamente fechado.
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ZeniMax Online, responsável por The Elder Scrolls Online, também foi atingida: seu novo MMORPG, altamente elogiado internamente por Phil Spencer, foi cancelado apenas meses após receber elogios públicos do executivo.
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Romero Games, fundada por John e Brenda Romero, fechou as portas após a Microsoft cancelar o financiamento de seu novo FPS — mesmo tendo feito reuniões com o estúdio um dia antes sem mencionar os cortes.
Game Pass ainda não se pagou, e o futuro é incerto
O modelo de assinatura Game Pass, durante muito tempo considerado a grande aposta da Microsoft no setor de jogos, ainda não mostrou retorno financeiro proporcional ao investimento - especialmente após a incorporação da Activision Blizzard, que elevou a pressão por lucros imediatos.
Aparentemente, os executivos da Microsoft esperam que a divisão Xbox cresça em receita num ritmo acelerado e talvez irreal, o que pode estar forçando cortes e mudanças estratégicas antes do tempo necessário para maturar os projetos.
Para onde vai o Xbox?
Com estúdios fechando, projetos cancelados e metas empresariais consideradas inatingíveis por insiders da indústria, a divisão Xbox parece estar em rota de colisão com sua própria estrutura corporativa.
Phil Spencer, chefe da Xbox, já foi criticado por declarações contraditórias e por garantir publicamente o futuro de jogos e estúdios que logo em seguida foram encerrados. Agora, com as metas impostas por Amy Hood e a insatisfação nos bastidores, a liderança da divisão está sendo questionada - interna e externamente.
🎮 E o jogador no meio de tudo isso?
Jogadores que apostaram na plataforma Xbox se veem hoje diante de um cenário nebuloso: estúdios promissores fechando, franquias aguardadas sendo canceladas e incertezas sobre o futuro do Game Pass.
Enquanto isso, a Microsoft parece estar focando cada vez mais em inteligência artificial e outras áreas corporativas, realocando recursos antes dedicados ao setor de games.
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