Uma entrevista recente do site japonês Denfaminicogamer.jp trouxe uma curiosidade que deixou parte da galera surpresa: dois grandes nomes da indústria francesa de games cresceram sem jogar consoles da Nintendo.
Os entrevistados foram Guillaume Broch (CEO e diretor criativo da Sandfall Interactive, de Clair Obscur: Expedition 33) e Ben Fiquet (CEO e diretor criativo da Lizardcube, responsável pelo reboot de Shinobi). Ambos revelaram que sua formação como jogadores passou longe de Marios e Zeldas.
Broch contou que sua jornada começou aos 3 anos com um Mega Drive, presente do pai, mergulhando em clássicos como Altered Beast, além de JRPGs no PlayStation como Final Fantasy e Atelier. Ele admite nunca ter tido muito contato com os consoles da Big N.
Fiquet, por sua vez, disse que começou no Master System, influenciado por um amigo. Para ele, simplesmente não havia noção de que havia “outras opções” além do console da Sega.
Essa revelação surpreendeu muitos fãs nas redes, já que na América do Norte é quase impensável imaginar alguém crescendo sem um NES ou SNES. Mas a história europeia explica: enquanto no Japão e nos EUA a Nintendo dominava, na Europa os computadores pessoais como ZX Spectrum e Amiga eram fortes, e foi a Sega que abriu caminho nos consoles antes da chegada do PlayStation.
Ou seja, para uma geração de jogadores franceses, o universo dos videogames começou com a Sega – e não com a Nintendo. Nada “estranho” nisso, apenas uma questão de contexto histórico.
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