Enquanto Sony e Microsoft travam uma corrida por gráficos e poder de processamento, a Nintendo segue sua filosofia quase teimosa: “o mais importante é ser divertido”. Essa estratégia, que já rendeu sucessos como o Wii e o Switch original, se manteve firme no Switch 2.
“O que a Nintendo nunca fez foi se confundir com uma empresa de tecnologia. O foco sempre foi: qual é o jogo mais divertido de se jogar?”, disse Joost van Dreunen, professor na NYU.
Aposta na diversão acima de tudo
Desde Hiroshi Yamauchi, presidente histórico que transformou a Nintendo de fabricante de cartas em potência global, a empresa se guia pelo risco criativo. Essa cultura gerou tanto clássicos como Mario e Zelda quanto fracassos como o Virtual Boy. Mas até hoje, a mentalidade é clara: arriscar é parte do processo.
Esse DNA moldou gênios como Shigeru Miyamoto, criador de The Legend of Zelda e Donkey Kong. E continua no Switch 2, onde jogos como Donkey Kong Bananza misturam humor, física precisa e jogabilidade viciante.
Consoles, parques e cinema
O sucesso da Nintendo vai além dos consoles. Depois do fenômeno de Super Mario Bros. – O Filme (quase US$ 1,4 bilhão em bilheteria), a empresa expandiu Super Nintendo World para Orlando e já planeja novas atrações. Além disso, um museu em Kyoto e até um hotel temático reforçam a estratégia de transformar suas IPs em experiências globais.
A “estranheza” que funciona
O curioso é que, em um mercado dominado por assinaturas e serviços como Fortnite e Game Pass, a Nintendo insiste em não seguir a maré. Seus jogos continuam sendo premium, lançados quando estão “prontos” - ainda que isso atrase hardware ou frustre parceiros.
Mesmo assim, o Switch 2 mostra que o público valoriza essa abordagem. Como disse Reggie Fils-Aimé, ex-presidente da Nintendo of America:
“Focar implacavelmente na jogabilidade, garantir que você não lance um jogo até ele estar ótimo… Isso é o que separa a Nintendo de qualquer outra empresa.”
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