Em setembro de 1995, o PlayStation original desembarcava na Europa e mudava tudo. Três décadas depois, histórias inéditas sobre os bastidores desse sucesso vieram à tona - e mostram como a Sony arriscou, ousou e até flertou com o futebol antes de se tornar um ícone mundial dos games.
A reportagem especial do The Game Business, chamada “We Went to Dangerous Places”, traz depoimentos de figuras históricas da marca, como Chris Deering e Juan Montes, revelando os caminhos ousados que transformaram o PlayStation em um fenômeno.
Chris Deering, que comandou a PlayStation Europa nos anos 90, acreditava que o continente poderia ser tão importante quanto os Estados Unidos.
Em vez de centralizar tudo no Japão ou em Londres, a Sony criou escritórios e equipes locais em vários países — Reino Unido, França, Alemanha, Espanha, Itália, Escandinávia e mais.
Cada campanha era feita sob medida: anúncios, embalagens, dublagens e até o tipo de humor mudavam de país pra país. Essa aposta na localização real, não apenas na tradução, foi o que aproximou a marca dos jogadores europeus.
Um dos trechos mais curiosos vem de Juan Montes, ex-VP de desenvolvimento de software da Sony.
Segundo ele, a empresa estava trabalhando em um jogo de futebol interno e chegou muito perto de conseguir a licença oficial da FIFA.
“A tecnologia estava boa, o jogo funcionava bem, e estávamos muito próximos de garantir a licença FIFA. Muito próximos mesmo”, contou Montes.
Mas no fim, a Sony decidiu não seguir adiante - para manter uma boa relação com estúdios third-party, especialmente a Electronic Arts, que na época dominava o mercado com FIFA.
Mesmo assim, o time europeu lançou os clássicos This is Football e This is Football 2, com licença FIFPro e jogadores reais, lembrados até hoje pelos fãs de PS1 e PS2.
Outro detalhe incrível é o tipo de marketing que a Sony usava.
Pra conquistar o público jovem, a marca não ficava só em comerciais de TV: colocou consoles em mais de 50 clubes noturnos, bares e eventos underground.
O PlayStation virou símbolo de atitude e cultura jovem - uma mistura de tecnologia, música e rebeldia que ajudou a construir a identidade da marca.
De lá pra cá, a marca cresceu, dominou gerações e segue firme.Mas foi naquela época - com riscos, ideias malucas e paixão - que o PlayStation se tornou o que é hoje: uma lenda dos videogames.“Fomos a lugares perigosos”, diz o título da matéria - e não é exagero. Essa ousadia foi o que transformou o PlayStation em sinônimo de juventude, estilo e diversão.
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