Funcionários da EA se opõem publicamente à venda da empresa para a Arábia Saudita e fundos de investimento !!

A polêmica venda da Electronic Arts por US$ 55 bilhões para um grupo liderado pelo Fundo de Investimento Público da Arábia Saudita (PIF), Silver Lake e Affinity Partners, de Jared Kushner, continua rendendo - e agora vem enfrentando resistência dentro da própria empresa.

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Funcionários da EA, junto com membros do sindicato Communication Workers of America (CWA), divulgaram uma declaração pública condenando o acordo e pedindo uma investigação do governo dos EUA sobre o impacto dessa aquisição.

Funcionários dizem que não foram representados nas negociações

Na declaração conjunta, os funcionários afirmam que não foram consultados nem representados durante as negociações de venda e expressaram preocupação com possíveis demissões e fechamento de estúdios após a privatização da companhia.

“EA não é uma empresa em dificuldades”, diz o texto. “Com receitas anuais de US$ 7,5 bilhões e lucro de US$ 1 bilhão por ano, é uma das maiores desenvolvedoras e publicadoras de jogos do mundo. Nosso sucesso vem do trabalho de dezenas de milhares de profissionais, cuja criatividade e talento tornaram a EA valiosa em primeiro lugar.”

O grupo acusa a administração de “vender o futuro dos funcionários para enriquecer investidores” e afirma que qualquer demissão que ocorra “será uma escolha - e não uma necessidade”.

Sindicato lança petição e pede investigação federal

Além da carta, o sindicato lançou uma petição à FTC (Federal Trade Commission) pedindo uma investigação mais profunda sobre o negócio. Eles argumentam que a venda concentra ainda mais poder nas mãos de bilionários e de governos estrangeiros, ameaçando empregos e liberdade criativa.

“Cada vez que investidores privados ou bilionários compram um estúdio, os trabalhadores perdem transparência, visibilidade e poder. As decisões passam a ser tomadas a portas fechadas, por executivos que nunca escreveram uma linha de código ou criaram um mundo virtual.”

Venda polêmica e preocupações éticas

O acordo, anunciado no fim de setembro, prevê que a EA assuma US$ 20 bilhões em dívidas para financiar a transação - o que aumentou o temor de cortes de pessoal. Além disso, o envolvimento do governo saudita, frequentemente acusado de violações de direitos humanos, despertou críticas de políticos americanos, que veem risco de influência estrangeira e possíveis implicações de segurança nacional.

O comunicado dos funcionários encerra com uma mensagem direta:

“O verdadeiro valor dos videogames está em seus trabalhadores. Estamos unidos e não deixaremos que a ganância corporativa decida o futuro da nossa indústria.”

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