Pela primeira vez desde 2020, a divisão Xbox da Microsoft conseguiu atingir uma meta interna de desempenho que afeta diretamente o bônus e o pacote de ações do CEO Satya Nadella e de outros executivos de alto escalão da empresa.
A informação vem do relatório anual de remuneração divulgado nesta semana para os acionistas da Microsoft. Nele, a companhia detalha como o pagamento de seus principais executivos está atrelado a indicadores de performance - e o Xbox, finalmente, voltou a render.
Durante os 12 meses encerrados em 30 de junho, parte da remuneração variável de Nadella e da diretora financeira Amy Hood dependia do crescimento de receita em conteúdo e serviços Xbox, um dos quatro “indicadores principais” que podem render dezenas de milhões de dólares em ações adicionais aos executivos (só Nadella tinha cerca de US$ 50 milhões em jogo).
A meta era ambiciosa: crescimento anual acima de 14% nas receitas de conteúdo e serviços. No fim, o resultado ficou em quase 15%, já ajustado às variações cambiais.
👉 Meta batida.
Isso não significa necessariamente que o Xbox viva seu melhor momento - afinal, a métrica não leva em conta lucros ou outros objetivos estratégicos. Mas marca o fim de uma sequência de quatro anos consecutivos de metas não atingidas, algo que vinha deixando o setor em desvantagem dentro da estrutura da Microsoft.
Entre 2021 e 2024, o Xbox falhou nas metas de crescimento do Game Pass e depois nas de receita de conteúdo e serviços, enquanto divisões como Azure, LinkedIn, Surface e Teams atingiam seus objetivos com frequência.
Mesmo sem revelar detalhes sobre os números exatos, o novo relatório mostra que o ano fiscal foi de recuperação para a marca Xbox - o que, além de render bons bônus para o alto escalão, deve reforçar a confiança da Microsoft em continuar investindo pesado em jogos, serviços e hardware de nova geração.
Postar um comentário