Se o primeiro Switch já teve problemas sérios com pirataria, o Switch 2 parece estar em outro nível de proteção. De acordo com especialistas e desenvolvedores da cena de emulação, o novo console da Nintendo é tão bem blindado que pode levar até dez anos para que um emulador funcional apareça.
No caso do Switch original, a história foi bem diferente: em poucos anos, jogos como Zelda: Breath of the Wild já rodavam em PCs com melhorias gráficas e desempenho superior ao do console. Dessa vez, porém, a Nintendo parece ter aprendido a lição.
Dois projetos de emuladores para o Switch 2 já surgiram no GitHub: Oboromi, descrito como uma “fundação de emulador em progresso”, e Pound, classificado como um “emulador em estágio inicial”. Mas o aviso mais recente do Pound já joga um balde de água fria em quem esperava resultados rápidos:
“IMPORTANTE: ESTE PROJETO NÃO ESTARÁ PRONTO POR PELO MENOS UMA DÉCADA!”
A razão? A Nintendo reforçou a segurança do Switch 2 de modo a bloquear exatamente os tipos de brechas que facilitaram o hackeamento do console anterior. Sem acesso ao hardware e sem conseguir entender como o sistema trabalha internamente, os desenvolvedores ficam praticamente de mãos atadas.
E faz sentido: após o vazamento e a pirataria de jogos como Tears of the Kingdom antes mesmo do lançamento, a empresa intensificou sua cruzada contra emuladores, como vimos com o fechamento do Yuzu e do Ryujinx.
Vale lembrar que emuladores em si não são ilegais - o problema surge quando há uso de chaves de criptografia ou distribuição de jogos protegidos por direitos autorais. Foi exatamente essa acusação que levou os desenvolvedores do Yuzu a fechar um acordo de US$ 2,4 milhões com a Nintendo.
No fim das contas, é quase certo que um emulador de Switch 2 surgirá - mas provavelmente só daqui a muitos anos. E, sinceramente, talvez seja melhor assim. Até lá, quem quiser jogar Mario Kart World vai ter que fazer do jeito certo: com um Switch 2 nas mãos.
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