Mesmo longe da Nintendo, Reggie Fils-Aimé continua sendo uma das vozes mais queridas (e mais ouvidas) da indústria. Em uma nova entrevista, o ex-presidente da Nintendo of America falou sobre o lançamento do Switch 2, a nova direção da empresa e até sobre o futuro da guerra dos consoles - um papo cheio de reflexões que só alguém com o peso e a história dele poderia trazer.
Reggie contou que está acompanhando o lançamento do novo console “como um fã”, o que soa estranho pra quem se acostumou a ver o cara no palco, liderando campanhas e falando com brilho nos olhos sobre as novidades da Nintendo. Ele comentou que, apesar de não estar mais nos bastidores, observa cada passo da empresa “com carinho, mas também com aquele olhar crítico de quem já esteve lá dentro”.
Depois de mais de 15 anos à frente de lançamentos icônicos - do Wii ao Switch original -, Reggie revelou que o Switch 2 é o primeiro console da Nintendo desde o GameCube em que ele não teve participação direta.
“Tenho observado o lançamento como um fã”, contou. “Mas, às vezes, eu também olho de forma crítica e fico pensando em como eles estão abordando certas oportunidades.”
E quando ele diz “como um fã”, é pra valer: Reggie comprou o console com o próprio dinheiro.
“A empresa não me mandou um de graça”, garantiu, com bom humor. Ele pegou o bundle de Mario Kart World, ainda não começou Donkey Kong Bananza, mas já está curtindo o Zelda: Tears of the Kingdom versão Switch 2 - e disse estar ansioso por Metroid Prime 4.
“Tenho gostado muito, como parece ser o caso da grande maioria das pessoas, considerando o anúncio de vendas”, completou.
Quando o assunto é o Switch 2, Reggie evitou dar opiniões muito diretas, mas deixou claro que acredita no poder da continuidade com inovação - algo que ele sempre defendeu durante seu tempo na companhia. Segundo ele, o segredo de um bom lançamento está em “respeitar o que o público ama, mas ainda assim surpreendê-lo”.
Falando sobre liderança, Reggie foi direto: “O papel do líder é inspirar e proteger a cultura”. Ele lembrou dos tempos de transição dentro da Nintendo, especialmente após o falecimento de Satoru Iwata, dizendo que o aprendizado mais valioso foi manter a essência da empresa, mesmo em momentos difíceis. “A Nintendo sempre foi movida pela curiosidade, pelo desejo de criar experiências únicas. Essa chama precisa continuar acesa.”
E claro, ele não escapou da eterna pergunta sobre a guerra dos consoles. Reggie respondeu de um jeito elegante, mas certeiro: “Essa ideia de guerra é coisa do passado. Hoje, os jogadores estão em todos os lugares, e a competição saudável vem de entregar experiências incríveis, não de vencer uma batalha imaginária”.
“É divertido observar a Nintendo seguir em frente e ver o quanto ela continua inovando. Agora, eu aprecio tudo isso de uma perspectiva diferente - mas ainda com o mesmo carinho de sempre.”
Pra quem viveu os tempos de rivalidade ferrenha entre Nintendo, Sony e Microsoft, ouvir isso de um dos executivos mais marcantes da era moderna é, no mínimo, um sinal de maturidade da indústria.
No fim das contas, a entrevista reforça algo que a gente sempre soube: Reggie é, acima de tudo, um apaixonado por videogames. Mesmo fora da Nintendo, ele segue inspirando e mostrando que liderança e empatia andam lado a lado - dentro e fora do mundo dos games.
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