No ano que vem, Final Fantasy VII Remake Intergrade finalmente abandona a exclusividade e desembarca no Nintendo Switch 2 e no Xbox Series X|S. Para entender melhor como foi trazer um dos jogos mais ambiciosos da Square Enix para plataformas tão diferentes, trazemos um papo com Naoki Hamaguchi, diretor do projeto Remake.
E, como era de se esperar, adaptar Intergrade - com direito ao DLC INTERmission da Yuffie - foi um trabalho gigante.
“O Switch 2 tem muito potencial, mas exige entender suas limitações”
Hamaguchi começa falando sobre o desafio de rodar um jogo desse porte no Switch 2, especialmente no modo portátil:
“A maior dificuldade está no consumo de bateria e no quanto de potência você pode usar no modo portátil. No dock, você trata como um console normal, mas no portátil os specs diminuem.”
Segundo ele, várias empresas enfrentam esse mesmo “puzzle”: fazer uma versão portátil que não pareça inferior. Por isso, o time da Square Enix reconstruiu toda a pipeline de renderização, otimizada especialmente para o Switch 2.
O resultado, segundo Hamaguchi, é que a versão portátil não parece um downgrade forçado - e que o jogo se mantém fiel à experiência original.
Experiência no Steam Deck ajudou… mas não resolveu tudo
Intergrade no PC já é Steam Deck Verified, e isso serviu como base técnica para o Switch 2. Mas o diretor deixa claro que não foi só copiar e colar:
“Achamos que, por rodar bem no Steam Deck, funcionaria direto no Switch 2. Mas não foi tão simples.”
Eles tiveram que levar a otimização um nível além, reforçando que o portátil da Nintendo exigiu ajustes bem específicos - inclusive refinando tamanho de fontes e UI para telas pequenas.
Visualmente, o Switch 2 fica próximo da versão Steam Deck
Quando perguntado sobre fidelidade gráfica, Hamaguchi explica:
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Docked: a equipe começou mirando em resolução 2K com estabilidade total.
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Portátil: em vez de tentar manter o 2K nativo, o time usou DLSS para aproximar o resultado, conseguindo uma imagem muito similar.
Alguns efeitos como névoa e pós-processamento foram refeitos do zero para reduzir peso no hardware, mas a iluminação original foi preservada.
Game-Key Card: essencial para lançar Intergrade fisicamente
O diretor também comentou sobre o novo formato Game-Key Card do Switch 2, elogiando a velocidade e dizendo claramente:
“Nos cartuchos antigos seria impossível lançar jogos desse porte.”
O formato, bem mais rápido que um cartucho tradicional, permitiu à Square Enix manter tempos de carregamento e conteúdos ricos sem compromisso técnico.
Sim, Intergrade usa HD Rumble 2 e outras melhorias
Hamaguchi confirmou:
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DLSS como peça-chave para performance
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HD Rumble 2 totalmente suportado
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Uma experiência portátil que ele considera “psicologicamente mais imersiva”, já que tela e controles ficam no mesmo espaço físico.
Sobre chegar ao Xbox: “Quero que meus jogos estejam em todas as plataformas”
Depois de cinco anos como exclusivo de PlayStation e PC, Intergrade agora entra no ecossistema Xbox. Para Hamaguchi, isso é algo altamente positivo:
“Como desenvolvedor, quero que o maior número possível de pessoas jogue o que eu faço.”
Ele também credita essa mudança ao CEO da Square Enix, Takashi Kiryu, que implementou uma estratégia de multiplataforma mais agressiva.
E o Series S, deu trabalho?
Segundo o diretor, o problema não foi processamento - que foi tranquilo - mas sim memória limitada:
“Tivemos que otimizar até o final do desenvolvimento para caber tudo.”
Nada comparado ao nível de engenharia necessário no Switch 2, mas ainda assim desafiador.
Final Fantasy VII Remake Intergrade chega ao Nintendo Switch 2 e Xbox Series X|S em 22 de janeiro de 2026.
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