A novela entre a Krafton e os fundadores de Subnautica 2 acaba de ganhar um capítulo surreal - digno de roteiro de TV. Segundo novos documentos judiciais, o CEO da empresa teria recorrido até ao ChatGPT para tentar encontrar maneiras de não pagar um bônus milionário de US$ 250 milhões. E isso é só a ponta do iceberg.
O processo, que já vem rolando há algum tempo, coloca as duas partes em posições bem diferentes: de um lado, os fundadores de Subnautica 2 acusam a Krafton de demissão injusta justamente para evitar o pagamento do bônus. Do outro, a Krafton afirma que os criadores simplesmente abandonaram o jogo e aceleraram o lançamento para garantir o prêmio.
O tal “Project X” do CEO
Quem descobriu a nova reviravolta foi a IGN, ao analisar documentos inseridos no processo. Segundo os fundadores, o CEO da Krafton, CH Kim, estaria “frustrado” com a aquisição do estúdio Unknown Worlds - criadores de Subnautica - e classificou o acordo como um “mau negócio” que deixava a empresa vulnerável.
Dentro do Slack, Kim teria falado sobre um possível takeover e, pouco depois, criado um grupo secreto chamado Project X. A missão desse time? Ou convencer os fundadores a aceitar um acordo reduzido sobre o bônus… ou simplesmente partir para a tomada de controle total do estúdio.
Quando os fundadores não cederam, segundo o documento, a Krafton “puxou o gatilho”.
ChatGPT entra na história (!)
O ponto mais curioso - e que já está rendendo discussões nas redes - é a acusação de que CH Kim teria usado o ChatGPT para “brainstormar formas de não pagar o earnout”.
O mais irônico? A própria IA teria respondido dizendo que seria “difícil cancelar o bônus”. Ou seja… nem o robô apoiou o plano.
Maria Park, chefe global de desenvolvimento corporativo da Krafton, também teria alertado internamente que, caso as metas de vendas fossem atingidas, o bônus seria pago independentemente da demissão por justa causa.
Mesmo assim, o documento diz que a Krafton seguiu buscando maneiras de evitar a obrigação.
Subnautica 2 estava pronto? Documentos dizem que sim.
Outro ponto explosivo é que, segundo o processo, Subnautica 2 estava pronto para ser lançado.
Alguns trechos apresentados incluem:
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dados de playtest mostrando que o jogo “atendia às expectativas dos jogadores”;
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um especialista interno da Krafton dizendo que o plano ideal era lançamento em 2025;
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Maria Park afirmando que o jogo estava pronto para sair em agosto;
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Thiago Oliveira escrevendo um texto defendendo firmemente o lançamento imediato;
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e - talvez o mais forte - um representante corporativo da Krafton incapaz de citar um único funcionário que achasse que o jogo não estava pronto.
Ou seja… alguém claramente estava puxando o freio por outro motivo.
Krafton muda estratégia para “AI First” e oferece desligamentos voluntários
Enquanto tudo isso se desenrola, a Krafton está passando por sua própria transformação interna. A empresa confirmou que está oferecendo demissões voluntárias após decidir adotar uma estratégia “AI First”, colocando inteligência artificial no centro dos seus planos futuros.
É um momento turbulento, e essa disputa judicial só joga ainda mais luz sobre o clima dentro da companhia.
E você, o que acha dessa história toda?Os fundadores de Subnautica 2 estão certos em acusar o CEO da Krafton? Ou há mais coisa nos bastidores do que os documentos mostram? Deixa sua opinião nos comentários - essa treta ainda vai longe.
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