“Gen Z ama IA de baixa qualidade”: Ex-executivo da Square Enix diz que rejeição à IA é mais emoção que lógica !!

A discussão sobre inteligência artificial nos games pegou fogo de novo - e dessa vez o estopim veio de Jacob Navok, ex-executivo da Square Enix e atual CEO da Genvid, empresa por trás de experiências interativas como Silent Hill Ascension. Segundo ele, o público jovem simplesmente não liga para o uso de IA em jogos. Na verdade, ele vai além: “Gen Z ama IA de baixa qualidade”.

https://i.gyazo.com/1b470964f624567ab3e30e32f76caa38.webp 

Pois é. A frase viralizou.

Navok deu o exemplo de Steal a Brainrot, um dos maiores fenômenos do ano, que chegou a 30 milhões de jogadores simultâneos, número 80 vezes maior que Arc Raiders. O nome e o conceito do jogo, segundo ele, já são diretamente inspirados em memes e personagens criados por IA. Mesmo assim, o público abraçou - e muito.

“Apesar de toda a rejeição que vemos nos artigos, parece que os consumidores simplesmente não se importam”, disse Navok em seu post no X/Twitter. “Os brainrots são só modelos 3D de AI slop. A Gen Z não liga. Eles são o Bane de The Dark Knight Rises: ‘Você apenas adotou o slop. Eu nasci nele.’”

🧠 Mas e a polêmica com Arc Raiders, Ubisoft, Call of Duty e afins?

Navok reconhece que há barulho. E realmente existe:

  • Arc Raiders enfrentou críticas por usar IA para vozes de personagens.

  • Call of Duty: Black Ops 7 recebeu reclamações por imagens geradas por IA em menus e materiais do jogo.

  • Anno 117: Pax Romana, da Ubisoft, teve que remover uma arte por conter elementos detectados como IA.

  • The Alters e Jurassic World Evolution 3 também foram alvos de backlash após uso de imagens geradas por IA sem aviso.

Esses episódios mostram que, sim, tem uma galera que se importa - e muito.

Inclusive, o streamer Shroud chegou a dizer que a polêmica pode ter prejudicado Arc Raiders na corrida para o Game of the Year.

Mesmo assim, Navok acredita que há uma espécie de “ponto de virada”: grandes empresas estão adotando IA abertamente, como Activision, EA e até a própria Square Enix, que vem reformulando equipes e processos com foco em IA.

🛠️ “IA já está em todo lugar - e não só nas artes”

Para Navok, o foco exagerado em artes e imagens geradas por IA é só um pedaço do quebra-cabeça. Ele explica que:

  • muitos estúdios já usam IA para criar conceitos de personagens e cenários,

  • praticamente todos usam IA para gerar código (muitos via Claude),

  • e será cada vez mais improvável encontrar um jogo AAA que não utilize IA em algum ponto do pipeline.

A crítica dele? Que o debate tem sido movido mais por emoção do que por fatos. A ideia de que “IA gera arte, então é ruim, mas gerar código pode” seria - na visão dele - uma contradição afetiva, não racional.

🎮 E o futuro? Depende de quem você pergunta

O contraste é gigante entre empresas:

  • EA diz que IA é “o coração do nosso negócio”.

  • Square Enix já afirmou que quer aplicar IA de forma “agressiva”.

  • Glen Schofield, criador de Dead Space, defende que IA pode “consertar” problemas da indústria.

  • Meghan Morgan Juinio, ex-God of War, diz que ignorar IA seria “um tiro no pé”.

Por outro lado, há resistência significativa. E não só de jogadores:

  • Shigeru Miyamoto, da Nintendo, afirmou que prefere seguir “um caminho diferente” do restante da indústria.

E, claro, existe o fator mais caótico de todos:
Os jogadores aceitam IA… até o momento em que não aceitam.
Depende do jogo, do contexto, da transparência e até do humor do dia.

O papo está longe de acabar, e enquanto isso, o mercado continua experimentando - às vezes com resultados fascinantes, às vezes com polêmicas explosivas.

Fonte 

0 Comentários

Postar um comentário

Post a Comment (0)

Postagem Anterior Próxima Postagem