Por pouco, Grand Theft Auto não trocou os EUA pelas luzes de neon do Japão. Segundo Obbe Vermeij, ex-diretor técnico da Rockstar North, um GTA ambientado em Tóquio realmente esteve em discussão e chegou perigosamente perto de acontecer… antes de ser engavetado. A revelação veio em entrevista ao GamesHub e reacendeu aquela pergunta clássica entre fãs: e se GTA saísse dos Estados Unidos?
Desde sempre, a franquia é praticamente um retrato satírico da cultura americana. Liberty City, San Andreas e Vice City são caricaturas afiadas de Nova York, Califórnia e Flórida. Fora isso, só tivemos uma escapada rápida para Londres lá nos anos 90. De lá pra cá, o passaporte nunca mais foi carimbado.
Mas quase foi.
Segundo Vermeij, a ideia era ousada: um estúdio japonês assumiria o projeto, usando a base tecnológica da Rockstar para criar algo como GTA: Tokyo.
“Tivemos ideias de GTA no Rio de Janeiro, Moscou e Istambul. Tóquio quase aconteceu de verdade. Outro estúdio no Japão ia pegar nosso código e fazer GTA: Tokyo. Mas, no fim, não rolou.”
Hoje, olhando para o tamanho colossal que a franquia atingiu, ele acredita que esse tipo de risco simplesmente não faz mais sentido. Com bilhões de dólares em jogo, a tendência é apostar no que já funciona. E, para o público ocidental, os EUA ainda são o palco mais reconhecível possível.
“A América é o epicentro da cultura ocidental. Mesmo quem nunca foi para lá tem uma imagem mental das cidades. Ir para um lugar muito fora da curva só pela novidade não compensa.”
Vermeij ainda comentou sobre os sonhos recorrentes dos fãs envolvendo Caribe, Colômbia ou tráfico internacional em GTA 6. Ele admite que adoraria ver algo assim, mas é realista: o custo e a complexidade talvez não justifiquem.
“Eu adoraria. Sempre tentei empurrar essa ideia nos jogos antigos. Mas será que a Rockstar vai fazer isso agora? Acho improvável.”
No fim das contas, GTA: Tokyo virou uma daquelas histórias de ‘e se…’ da indústria. Uma linha do tempo paralela onde carros driftam em Shibuya, yakuza substitui mafiosos e a sátira cultural ganha outro tempero.
Fica a curiosidade… e a frustração gostosa de imaginar o que poderia ter sido.
E você, acha que GTA deveria sair dos EUA no futuro, ou o DNA da série depende totalmente da América?
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