Killing Floor 3 não pede licença. Ele abre a porta, joga um balde de sangue no chão e pergunta: "Você está pronto para sobreviver mais uma noite?". A Tripwire Interactive volta ao campo de batalha com um jogo que entende perfeitamente o que a série sempre foi: cooperação intensa, tiroteio pesado e hordas de monstros que não te dão um segundo de descanso.

Se você já jogou os anteriores, vai se sentir em casa aqui. Se nunca jogou… bom, talvez seja uma recepção meio agressiva, mas é bem sincera.
Aqui, tudo gira em torno da sobrevivência em grupo. Ondas e mais ondas de Zeds invadem o mapa, cada uma mais cruel que a anterior. Não tem espaço para distração. Você olha pro lado, recarrega errado, erra o posicionamento… e pronto, um abraço, virou estatística. Killing Floor 3 exige atenção constante, comunicação e aquele velho instinto de jogador de “segura aí que eu cubro”.
O combate está mais pesado e visceral do que nunca. As armas têm impacto real, o som dos tiros é satisfatório e o sistema de desmembramento continua sendo aquele espetáculo grotesco. Braços voam, cabeças explodem e corpos se desmontam, tudo isso rolando no meio do caos. É violento? Muito. Mas é exatamente isso que a série sempre prometeu e que sempre cumpriu muito bem.
Visualmente, o jogo deu um salto. Os cenários são mais escuros, mais densos, mais opressivos. Aqui existe uma sensação constante de ameaça, como se o mapa estivesse vivo e conspirando contra você. A iluminação ajuda a criar tensão, e os efeitos de partículas deixam cada confronto ainda mais intenso. Jogar com fones de ouvido é quase obrigatório. Confiem em mim.
As classes estão de volta com ajustes interessantes, incentivando papéis bem definidos dentro do time. Médico continua sendo o anjo da guarda, o especialista em armas pesadas vira o pilar do grupo, e cada perk tem sua importância real. Jogar sozinho é até possível, mas não é muito recomendável, pois Killing Floor 3 deixa claro que o jogo foi pensado para coop. E é ali que o jogo realmente brilha.
Mas nem tudo, claro, é perfeito. A dificuldade pode (e vai) assustar quem chega agora, e o ritmo agressivo não perdoa erros. Em alguns momentos, a progressão parece exigir repetição demais, e tem quem sinta falta de mais variedade de mapas logo de cara. Ainda assim, nada disso quebra a experiência central.
No fim, Killing Floor 3 é exatamente o que os fãs querem. Um jogo que não tenta reinventar a roda, mas aperta cada parafuso até ela girar mais rápida, mais violenta e mais intensa. É adrenalina pura, pensada para jogar com amigos, gritar no chat e comemorar quando a última horda cai.
Mas antes que você pense que é só carnificina sem peso, vale mencionar que muitos jogadores sentiram que Killing Floor 3 saiu um pouco cru demais no lançamento. Vários relatos de bugs técnicos, quedas de desempenho, glitches em animações e inimigos, performance instável em certas máquinas e decisões de design que deixaram parte dos fãs coçando a cabeça - inclusive funções que existiam antes, como chat de texto e opções mais tradicionais de servidor, simplesmente sumiram ou mudaram aqui.
A recepção no geral nas reviews foi bem misturada: enquanto muita gente ainda curte o tiroteio visceral divertido e o modo coop, outros disseram que o jogo pareceu menos completo dessa vez e até sofreram com um sistema de progressão e conteúdo um pouco limitado na estreia do jogo.
Se você curte cooperação tensa, tiroteio brutal e noites intermináveis de sobrevivência contra o impossível, pode entrar sem medo. Killing Floor 3 não é gentil. Mas é extremamente honesto com o caos que entrega.
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