A equipe da Ryu Ga Gotoku Studio - responsável por Like a Dragon e pelo novo Virtua Fighter - deixou bem claro: a franquia jamais será dobrada para agradar ao público ocidental. Segundo os produtores Yokoyama Masayoshi, Hiroyuki Sakamoto e o diretor Ryosuke Horii, abrir mão da identidade japonesa da série seria simplesmente… deixar de ser Like a Dragon.
E eles não estão dispostos a fazer isso.
Nos bastidores, o estúdio reconhece que a audiência internacional da franquia ainda é pequena frente ao tamanho da série no Japão. Claro que eles querem crescer fora, querem que mais gente mergulhe no caos, na comédia, no drama e nos absurdos que só Like a Dragon sabe entregar - mas sem perder o “jeitão” que define o RGG Studio há décadas.
“Se quiséssemos fazer um jogo para as audiências estrangeiras, seria melhor ter um protagonista estrangeiro e uma história no exterior. Mas se fizermos isso… não é Like a Dragon”, disse Yokoyama, sem rodeios.
A visão é direta: preservar o DNA da série, comunicar isso ao mundo e permitir que ela cresça por ser autêntica - não por tentar imitar tendências globais. Horii complementa que, se o estúdio simplesmente abrisse mão dessa filosofia, “mais valeria dissolver a equipe e fazer outra coisa”.
Eles querem levar Like a Dragon ao mundo, sim. Mas querem fazer isso do jeito deles. Do jeito RGG Studio. Com personagens excêntricos, histórias ousadas, bairros vibrantes, drama denso misturado com humor absurdo… e toda a identidade cultural que sempre fez a série brilhar.
Claro que o feedback global será levado em conta, mas sempre guiado pelo que a franquia é - e não pelo que o mercado acha que ela deveria ser.
E é exatamente isso que faz Like a Dragon ser Like a Dragon.
Postar um comentário