Nintendo terá tudo a provar novamente em 2026 !!

O lançamento do Switch 2 foi daqueles que fazem história. Vendas fortes, lojas decoradas com Mario, ações da Nintendo batendo recorde. Por alguns meses, parecia que Kyoto tinha repetido a mágica do Switch original sem esforço. Mas o clima virou rápido.

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Em dezembro, as ações da Nintendo tiveram um dos piores desempenhos dos últimos anos. O motivo? Um combo nada agradável de custos crescentes de componentes, dúvidas sobre preços futuros e aquela velha pergunta que sempre ronda a empresa: até onde vai o público da Nintendo fora da sua base fiel?

De repente, o Switch 2 deixou de ser só vitória. Passou a ser também prova.

O peso invisível dos chips

O maior vilão do momento atende pelo nome de memória RAM. Os 12 GB dentro do Switch 2 estão ficando cada vez mais caros à medida que os preços de chips sobem no mercado global. Isso transforma um diferencial técnico em um possível problema estratégico.

A Nintendo já aumentou preços nos Estados Unidos de praticamente tudo… menos do Switch 2. Mas por quanto tempo isso se sustenta? Se o console encarecer, a conversa muda rápido. A pergunta deixa de ser “quanto ele vendeu no lançamento?” e passa a ser “quanto ele consegue vender quando o hype baixa?”.

E aí entra outra dúvida sensível: o Switch 2 consegue atrair quem não é, essencialmente, fã da Nintendo?

Um Switch 2… muito solitário

Um detalhe chama atenção: o Switch 2 chegou ao mercado em apenas uma versão. Nada de cores diferentes, nada de edições temáticas, nada de opções para quem gosta de escolher console como escolhe tênis. Isso é estranho para padrões da Nintendo. O Switch original, lançado em 2017, rapidamente ganhou variações de Joy-Con, edições especiais e modelos temáticos de franquias gigantes. Essas versões ajudaram a manter o console desejável mesmo para quem já tinha um.

No Switch 2, por enquanto, nada disso. Os jogadores sentem falta. E comentam.

Não foi descaso, foi necessidade

Vale dizer: isso não foi a Nintendo ignorando o consumidor. Foi uma decisão industrial. A demanda pelo Switch 2 superou até as projeções internas da empresa. Com capacidade de produção limitada, a escolha foi clara: uma única linha, um único modelo, volume máximo.

Qualquer variação, por menor que fosse, atrasaria entregas. E a prioridade era colocar consoles nas mãos das pessoas. Agora, esse cenário começa a mudar.

O primeiro sinal de mudança

Em fevereiro, a Nintendo lança o controle Pro do Switch 2 em edição especial de Resident Evil Requiem, junto com o novo jogo da Capcom. É o primeiro item de hardware personalizado do ecossistema Switch 2. Pode parecer pouco, mas é um sinal importante.

Na última reunião com investidores, o presidente Shuntaro Furukawa confirmou que a oferta do Switch 2 já se equilibrou com a demanda na maioria dos mercados. A exceção segue sendo o Japão, onde ainda é difícil encontrar unidades. Com menos pressão nas fábricas, a Nintendo finalmente ganha espaço para respirar… e variar.

A força emocional da Nintendo

Se tem algo que a Nintendo sabe fazer, é transformar hardware em objeto de desejo emocional. O Switch original teve versões douradas de Zelda, edições de Mario, Splatoon, Pokémon. Para muitos fãs, comprar o mesmo console duas vezes não era desperdício. Era afeto. E sempre havia alguém para herdar o console antigo.

Essa estratégia, combinada com um fluxo constante de jogos fortes, manteve o Switch vivo por muito mais tempo do que o ciclo tradicional de um console. O Switch 2 claramente precisa seguir esse caminho.

Um alerta vindo dos EUA

No fechamento do ano, surgiu um sinal de alerta difícil de ignorar: em novembro, o Switch 2 perdeu a liderança de vendas nos Estados Unidos para o PlayStation 5. Preço competitivo, biblioteca robusta e hardware mais potente para jogos de sala deram vantagem à Sony no mês mais importante do varejo.

Para os céticos, isso reforça uma tese antiga: o público da Nintendo pode ser apaixonado, mas não é infinito. Chega um ponto em que você não vende mais variações para os mesmos fãs. É preciso trazer gente nova.

O futuro já começa a distrair

Enquanto isso, o radar do público mais hardcore já começa a piscar para o futuro. Fala-se em um novo portátil da Sony capaz de rodar jogos de PS5, além do inevitável PlayStation 6. Esse tipo de expectativa sempre gera hesitação. Comprar agora ou esperar? Dentro da indústria, o conselho costuma ser simples: se existe um jogo que você precisa jogar, compre o console. Caso contrário, esperar quase sempre parece a opção mais segura.

O desafio da Nintendo em 2026

Para a Nintendo, o caminho está claro, mesmo que não seja fácil. Em 2026, a missão é uma só: lançar jogos tão fortes que tornem impossível adiar a compra. Hits que falem mais alto do que preço, especificações ou comparações técnicas.

A Nintendo já provou várias vezes que sabe fazer isso. Agora, vai ter que provar de novo.

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