Ex-loremaster da Bethesda revela que The Elder Scrolls VI quase seguiu um caminho inspirado em Star Wars !!

The Elder Scrolls VI é um daqueles jogos que parecem existir mais como promessa do que como realidade. Mas, de vez em quando, alguém de dentro resolve abrir a cortina. E quando esse alguém é Kurt Kuhlmann, um dos maiores loremasters da história da Bethesda, o papo fica sério.

https://i.gyazo.com/5512610c07a737dea99c4825498438a6.jpg 

Depois de mais de 20 anos trabalhando na Bethesda, ajudando a moldar universos como Elder Scrolls, Fallout e até Starfield, Kuhlmann resolveu falar abertamente sobre sua visão original para TES6… e por que ela nunca saiu do papel.

Onze anos esperando por Elder Scrolls VI

Kuhlmann não é qualquer nome. Ele esteve envolvido em praticamente tudo que definiu a identidade moderna da série e chegou a ser co-lead de design em Skyrim, ao lado de Bruce Nesmith. Um projeto que, convenhamos, não foi exatamente um fracasso. Mesmo assim, TES6 nunca veio.

Em entrevista à PC Gamer, ele conta que esperava assumir o papel de lead designer do novo jogo, algo que, segundo ele, foi prometido internamente por Todd Howard. O problema é que o projeto simplesmente não acontecia. “Depois de Fallout 4, não fomos direto para TES6. Fizemos Fallout 76. Depois disso, também não fizemos TES6. Fomos para Starfield, que acabou se tornando um projeto extremamente longo”, explica.

Do ponto de vista dele, foram 11 anos esperando para liderar o próximo Elder Scrolls. E, em algum momento, a promessa virou silêncio. O cargo acabou ficando com outra pessoa, cujo nome sequer foi divulgado publicamente até hoje.

Um Elder Scrolls com gosto de O Império Contra-Ataca

Mas o detalhe mais curioso da entrevista vem quando Kuhlmann começa a falar sobre sua visão criativa para The Elder Scrolls VI. E aqui a coisa fica realmente interessante. A principal inspiração dele? Star Wars: O Império Contra-Ataca.

A ideia era ousada para os padrões da Bethesda. Kuhlmann queria que os Thalmor, antagonistas introduzidos em Skyrim, vencessem no final do jogo. Nada de herói salvando o mundo e encerrando tudo com laço bonito. O plano era encerrar TES6 com uma grande derrota narrativa, preparando o terreno para um próximo jogo, onde as consequências desse domínio seriam exploradas.

Segundo ele, isso seria uma quebra proposital do modelo tradicional da Bethesda, que quase sempre aposta em histórias fechadas, com finais “definitivos”. Seria, essencialmente, um Elder Scrolls mais sombrio, mais político e com um arco de longo prazo, algo raro na franquia.

O peso das decisões da Bethesda

Enquanto TES6 seguia congelado, a Bethesda mergulhou em outros projetos. Fallout 76, depois Starfield, e agora Fallout 5, que Todd Howard já disse querer que os jogadores passem centenas de horas explorando. Howard afirma que hoje a maioria da equipe está trabalhando em Elder Scrolls VI, mas também admite que Fallout ainda consome uma parte enorme dos recursos do estúdio.

No meio disso tudo, Kuhlmann acabou deixando a empresa. Não por falta de ideias, mas por tempo demais esperando a chance de colocá-las em prática.

O Elder Scrolls VI que nunca veremos

Talvez The Elder Scrolls VI ainda seja incrível. Talvez seja gigantesco, tecnicamente impressionante e cheio de conteúdo. Mas uma coisa fica clara depois dessa entrevista: ele quase foi um jogo muito diferente. Um Elder Scrolls onde o mal vence. Onde o mundo não é salvo. E onde o próximo capítulo já nasce carregado de consequências.

Agora fica a pergunta que não quer calar: será que a Bethesda ainda teria coragem de contar uma história assim hoje?

Comentários