Agora é oficial: Fable será lançado neste outono para PlayStation 5, Xbox Series e PC, via Steam e Microsoft Store. E sim, essa é a grande novidade: a versão de PS5 foi finalmente confirmada. O novo Fable também estará disponível no Game Pass, marcando mais um capítulo importante na nova fase multiplataforma da Xbox Game Studios.
Mas mais do que datas e plataformas, o que a Playground Games está preparando aqui é algo maior: um recomeço completo para uma das franquias mais queridas do Xbox.
Um novo começo para uma lenda
A própria equipe define o projeto como “um novo começo”, e não apenas um remake ou continuação direta. O objetivo foi claro desde o início: rebootar Fable sem ficar preso à linha do tempo da trilogia original da Lionhead.
Albion está de volta, mas é uma Albion reconstruída, com liberdade criativa para contar novas histórias, explorar novos temas e, ainda assim, preservar a essência que fez Fable ser… Fable. E essa essência continua ali: conto de fadas, não fantasia épica. Humor britânico seco. Escolhas estranhas. Consequências inesperadas. E, claro… galinhas. Muitas galinhas.
Seja o herói que você quiser - ou o problema da vila
Em Fable, você não interpreta um herói predestinado. Você se torna um, da forma que quiser. O jogo aposta pesado em liberdade de identidade: aparência, estilo de combate, reputação social e decisões morais moldam completamente como Albion reage a você. E aqui está um ponto importante:
o jogo não te julga - as pessoas sim.
Nada de barra de bem ou mal. O sistema de moralidade agora gira em torno de reputação. Se alguém vê você fazendo algo, aquilo vira parte da sua fama naquele lugar. E diferentes NPCs reagem de formas diferentes às mesmas atitudes. Chutar galinhas, por exemplo, pode te transformar num folclore local. Para alguns, você é um idiota. Para outros… uma lenda.
Um mundo vivo, de verdade
Albion não é só bonito. Ele funciona. O jogo conta com mais de 1.000 NPCs persistentes, cada um com rotina, trabalho, casa, relações e opiniões próprias. Pessoas dormem, trabalham, fofocam, se apaixonam, te odeiam ou te idolatram.
A Playground levou isso tão a sério que vilas precisaram ser desenhadas com casas suficientes para todos dormirem, ou o sistema simplesmente quebrava. Não é exagero. Isso aconteceu durante o desenvolvimento. O resultado é que aqui nós temos um mundo que reage a você de forma orgânica, quase desconfortavelmente humana.
Combate fluido e cheio de personalidade
O combate mistura força, habilidade e magia no que o estúdio chama de “style-weaving combat”. A ideia é simples e deliciosa: você pode atacar com espada e, no mesmo movimento, lançar uma bola de fogo. Sem travas. Sem pausas artificiais.
Os inimigos têm comportamentos próprios, pontos fracos e até… acidentes. Em um momento mostrado, um Hobbe acerta o próprio aliado por engano. Não foi script. Foi caos emergente. E a equipe decidiu manter porque… é Fable.
História com espaço pra você viver do seu jeito
A história começa como manda a tradição: você começa criança, descobre seus poderes e, após um salto no tempo, retorna como adulto à vila onde tudo começou. Um evento misterioso transforma sua vila - e sua avó - em pedra. Esse é o gatilho inicial. Mas o jogo nunca te pressiona. Quer salvar o mundo agora? Ótimo. Quer ignorar tudo, virar ferreiro, casar e ter filhos no norte de Albion? Também dá. A história espera você.
Humor britânico como identidade
Fable continua sendo absurdamente britânico. O humor é seco, constrangedor, às vezes bobo, às vezes genial. A Playground se inspirou em séries como The Office, Peep Show e The IT Crowd - e isso aparece até na estrutura narrativa, com entrevistas em estilo mockumentary dentro do jogo. É estranho. Funciona. E dá personalidade a cada cena.
Fable, agora para todos
Com lançamento confirmado para PS5, Xbox Series e PC, Fable deixa de ser apenas um símbolo do Xbox e passa a ser um RPG de conto de fadas para todo mundo. Um reboot que respeita o passado, mas não vive dele. Agora resta a pergunta inevitável:
Você vai ser o herói que Albion precisa… ou o herói que Albion vai comentar no pub por décadas?
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