Tem jogo que estoura… e tem jogo que muda conversa de mercado. Helldivers 2 acaba de cruzar a marca de 20 milhões de cópias vendidas, com uma receita estimada em US$ 700 milhões, e isso o coloca num patamar que poucos títulos multiplayer conseguem alcançar hoje.

O mais interessante é como esse sucesso foi construído. Em um mundo viciado em free-to-play, passes infinitos e monetização agressiva, Helldivers 2 apostou em algo quase retrô: preço justo, conteúdo forte e uma experiência cooperativa que realmente funciona. Deu tão certo que outros projetos, como ARC Raiders, já começaram a abandonar o modelo gratuito para tentar replicar essa fórmula.
O empurrão mais recente veio do Xbox, que respondeu por cerca de 1,6 milhão de unidades desde o lançamento no console e teve um início mais rápido do que o próprio lançamento no PlayStation. No último mês, mais de 3,6 milhões de jogadores estiveram ativos entre PC, PS5 e Xbox, e uma parcela absurda da base passou de 500 horas de jogo. Isso não é só compra. É vício saudável.
No PC, o domínio é claro. O Steam responde por 13,1 milhões de cópias, enquanto o PlayStation soma cerca de 5,6 milhões. A China também teve um papel gigante nesse empurrão, representando cerca de 10% da base do Steam, algo que ajuda a explicar por que o jogo não saiu do topo por tanto tempo.
Helldivers 2 virou uma espécie de prova viva de que multiplayer premium ainda funciona. Sem paywall para diversão, sem separar a comunidade por carteiras. Só gente, amigos, tiros, caos e aquela sensação deliciosa de vitória compartilhada.
E quando um jogo chega a 20 milhões desse jeito, ele deixa de ser só um hit. Ele vira referência.
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