Tem jogo que tenta esconder suas inspirações. Showgunners faz exatamente o contrário. Ele pega aquela base clássica de estratégia por turnos no estilo de XCOM, joga dentro de um reality show distópico cheio de armadilhas e plateia louca por sangue e simplesmente abraça a ideia com orgulho.

O resultado é um RPG tático diferente do comum, já que em vez de salvar o mundo ou liderar um exército em guerra, você participa de um programa de TV brutal onde cada batalha é um espetáculo e cada vitória te rende mais fama. E só isso já dá ao jogo uma identidade bem própria.
Você controla Scarlett Martillo, uma ex-policial que entra nesse reality sangrento em busca de vingança (ah, a clássica vingança, né? Clichê mas funciona). Ao longo da campanha, novos aliados começam a entrar para o time, cada um com suas habilidades específicas e estilos de combate bem distintos. A dinâmica entre os personagens ajuda a dar um pouco mais de vida à história, que mistura aquele humor ácido com crítica ao espetáculo da violência.

Mas vamos ao que interessa: o combate.
As batalhas acontecem em arenas cheias de obstáculos, armadilhas e inimigos que não vão facilitar em nada sua vida. A estrutura é por turnos, com movimentação tática e uso de habilidades especiais. Quem gosta de planejar o seu posicionamento, aproveitar coberturas e montar estratégias antes de agir vai se sentir em casa. Quem não é tão estratégico assim, vai sofrer até se acostumar.
A diferença é que Showgunners tenta manter o ritmo mais acelerado. As arenas são compactas, os confrontos são diretos e o jogo raramente deixa a ação esfriar. Muitas vezes você precisa usar o ambiente ao seu favor, ativando as armadilhas ou explorando o cenário para virar a luta. Esse design mantém o jogo sempre dinâmico. Não é aquele tipo de estratégia que leva meia hora para resolver um único turno. Pensamento rápido, xará.

Visualmente, o jogo aposta em um estilo cyberpunk bem colorido, Telões gigantes, plateias invisíveis e arenas que parecem construídas pra TV para impressionar o público dentro do universo do jogo. Lembrei do Sobrevivente, do Arnold Schwarzenegger. Funciona bem, especialmente porque reforça a ideia de que tudo ali é um espetáculo. Mas nem tudo acerta sempre.
Vamos ser sinceros aqui: depois de algumas horas as batalhas começam a ficar previsíveis, certos inimigos repetem padrão e a narrativa. Essa narrativa começa forte, mas em determinados momentos perde um pouco do impacto inicial e vai perdendo um pouco do gás. Aquela sensação de quero mais, sabe?

No fim das contas, Showgunners entrega uma campanha sólida e divertida pra quem curte estratégia tática com um tempero diferente. Não é revolucionário, mas tem personalidade suficiente pra prender várias runs. Sobreviver nesse reality nunca foi tão divertido... desde que você consiga, claro kkk.
No fim das contas, é um jogo que entende bem o espetáculo que está criando. Se você gosta de XCOM, Gears Tactics ou jogos com premissa maluca, corre e dá uma chance. Vale a visita!.
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