A situação envolvendo Destiny 2 continua gerando ondas de choque na comunidade. Uma semana após a confirmação de que a Bungie encerrará o desenvolvimento ativo do jogo após a grande atualização de 9 de junho, novos bastidores começaram a surgir e ajudam a explicar como a franquia chegou a esse ponto.

E a verdade é que a história parece muito mais complicada do que simplesmente culpar Marathon.
Segundo novas informações obtidas por fontes ligadas ao estúdio, vários cenários foram discutidos internamente ao longo dos últimos meses, incluindo um possível relançamento da franquia sob um novo nome. Mas no fim, o problema que derrubou praticamente todas as alternativas foi um só: dinheiro.
Edge of Fate foi o primeiro sinal de alerta
De acordo com os relatos, as preocupações começaram a ganhar força após o desempenho de Edge of Fate. A expansão não alcançou as expectativas da Bungie em vendas e engajamento, o que levou a discussões internas sobre o futuro do modelo adotado para Destiny 2.
Naquele momento ainda não existia uma decisão de encerrar o jogo. A empresa avaliava diferentes caminhos para tentar recuperar o crescimento da franquia. Mas a situação se agravou quando Renegades apresentou números ainda piores.
Foi aí que os alarmes começaram a tocar de verdade.
Destiny Infinity quase virou realidade
Entre as ideias discutidas internamente existia uma proposta bastante interessante. Em vez de produzir um Destiny 3 completo, a Bungie teria considerado abandonar o modelo de duas expansões anuais e lançar uma grande reformulação chamada Destiny Infinity.
A proposta funcionaria como uma espécie de relançamento da franquia. O objetivo era recuperar o interesse dos jogadores sem precisar partir para um desenvolvimento completamente novo.
Para muitos fãs, essa alternativa provavelmente teria sido mais viável do que simplesmente encerrar o ciclo atual.
Mas a ideia acabou não avançando.
Destiny 3 foi analisado, mas o custo assustou
Como acontece praticamente todos os anos, Destiny 3 também teria sido discutido internamente. O problema é que desenvolver um novo Destiny do zero se tornou um investimento gigantesco. Segundo profissionais da indústria consultados pelas fontes, a estimativa recente feita pelo jornalista Jason Schreier de que um Destiny 3 poderia custar cerca de 500 milhões de dólares não seria exagerada.
E isso sem contar marketing e suporte pós-lançamento.
Num mercado cada vez mais caro e arriscado, a Bungie e a Sony aparentemente concluíram que o investimento seria difícil de justificar.
Marathon não matou Destiny 2 sozinho
Uma das narrativas mais comuns nas últimas semanas tem sido a ideia de que Marathon substituiu Destiny. Mas os relatos sugerem um cenário um pouco diferente. Segundo as fontes, ninguém dentro da Bungie estava esperando os resultados de Marathon para decidir se Destiny 2 continuaria ou não.
A decisão já caminhava nessa direção muito antes. Isso não significa que Marathon seja irrelevante para a história.
Pelo contrário.
Ao longo dos últimos anos, uma quantidade significativa de recursos, equipes e investimentos foi direcionada para o novo projeto. Esse movimento contribuiu para o encolhimento gradual da operação de Destiny 2.
Mas o destino da franquia não foi decidido em um único dia de lançamento.
Petição e mobilização dos jogadores dificilmente mudarão o cenário
A comunidade continua tentando reagir. A petição para salvar a franquia já ultrapassou centenas de milhares de assinaturas e existe uma campanha para reunir jogadores em massa no dia 9 de junho.
A ideia é demonstrar para a Sony e para a Bungie que ainda existe uma enorme base de fãs interessada em Destiny. O problema é que, segundo as informações atuais, essas iniciativas dificilmente terão impacto nas decisões já tomadas.
Os planos para o encerramento do desenvolvimento parecem estar consolidados.
O futuro da Bungie depende do próximo acerto
O foco agora parece estar totalmente voltado para os próximos projetos do estúdio. A Bungie precisa provar que ainda consegue lançar uma nova franquia de sucesso ou encontrar um novo caminho para aproveitar sua experiência com jogos de serviço.
Enquanto isso, o futuro de Destiny permanece indefinido. Não existem sinais concretos de Destiny 3. Não existem planos públicos para Destiny Infinity.
E também não há qualquer indicação de que a decisão será revertida.
Clima Sussuworld 🎮
Se você acompanha Destiny há anos, essa história dói um pouco. Porque o mais curioso é que ninguém está discutindo a qualidade do universo criado pela Bungie. O problema nunca foi falta de potencial. Foi escala. Foi custo. Foi o tamanho absurdo que os jogos modernos alcançaram.
Quando um possível Destiny 3 passa a exigir investimentos próximos de meio bilhão de dólares, até uma franquia gigantesca começa a parecer um risco. E talvez essa seja a parte mais triste de tudo.
Não parece que Destiny morreu por falta de jogadores apaixonados.
Parece que ele esbarrou numa realidade cada vez mais comum da indústria AAA: jogos estão ficando tão caros que até os maiores sucessos do mercado têm dificuldade para justificar o próximo passo.
Agora resta aos Guardiões aproveitarem os últimos capítulos de Destiny 2 e torcerem para que um dia a Luz encontre novamente um caminho de volta.
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