Tem jogo que tenta ser radical na marra. ChainStaff já chega arrancando a porta da sala, jogando tripas alienígenas na parede e berrando um solo de guitarra na sua cara.E quer saber? É maravilhoso ver um jogo tão sem freio assim existindo em 2026.

Logo nos primeiros minutos bate aquela energia clássica de Earthworm Jim. Não por aquele humor pastelão, mas pela criatividade completamente descontrolada. Os devs tiveram uma ideia absurda… e ao invés de segurar, pisaram fundo no acelerador.Só que aqui a parada vai pro lado grotesco.
ChainStaff pega a loucura dos platformers noventistas e mistura com horror biológico, criaturas nojentas, violência exagerada e estética de capa de álbum de metal underground esquecida numa locadora em 1994.É tipo Earthworm Jim depois de passar uma noite ouvindo doom metal dentro de um ritual lovecraftiano.

E por algum milagre cósmico… funciona pra caralho.O coração do jogo é a ChainStaff, uma arma mutante insana que vira extensão do personagem. Você arremessa como lança, usa como escudo, prende em paredes igual arpéu e atravessa cenários misturando plataforma e combate num fluxo gostoso pra porra.
Quanto mais você domina os movimentos… mais o jogo vira um balé de violência alienígena. Pula, corta, engata no cenário, rebate ataque, atravessa inimigo no ar e sai deslizando no caos como se estivesse tocando guitarra com os dedos pegando fogo.

O combate é rápido, agressivo e quer testar seus reflexos o tempo todo. Inimigos não aliviam, armadilhas aparecem sem dó e o jogo parece feliz em te matar das formas mais absurdas possíveis.E tem morte tão exagerada que dá vontade de rir no meio da desgraça. Mas raramente parece injusto.
Quando você morre, geralmente sabe o motivo: foi afobado, errou o timing ou subestimou um monstro mutante do tamanho de um caminhão. Aí aperta restart e volta querendo revanche na hora.Visualmente, parece um desenho animado proibido de madrugada misturado com aquela fita VHS de banda underground. Arte desenhada à mão, criaturas grotescas, cenários psicodélicos e detalhes nojentos da melhor forma possível.

Tem fase que parece ter sido criada dentro de um pesadelo febril alimentado por energético vencido e heavy metal.E a trilha sonora… meu parceiro…
QUE TRILHA ABSURDA.
Riffs pesados rasgando tudo durante os combates. Em vários momentos você vai querer bater cabeça enquanto explode alienígenas no ar.Outro detalhe foda são as escolhas morais. Você encontra soldados sobreviventes e pode salvar… ou arrancar os órgãos deles pra alimentar o parasita alienígena que te mantém vivo.
Sim, o jogo vai exatamente nesse nível de insanidade. E isso afeta upgrades, habilidades e finais diferentes.

Agora, aquele papo reto estilo revista de banca dos anos 90: ChainStaff definitivamente não é pra qualquer um. O visual grotesco, o ritmo acelerado e a dificuldade podem cansar quem quer algo mais tranquilo. Algumas áreas exigem domínio quase perfeito da movimentação.Mas quando o jogo encaixa… vira uma daquelas experiências que grudam na sua memória (Tipo o Earthworm Jim). Porque no fundo, ChainStaff entende algo que muito jogo moderno esqueceu:
Videogame também é exagero. É atitude. É estilo.
É personalidade explodindo na tela sem pedir desculpas. E isso aqui transborda exatamente essa energia.
No fim, ChainStaff parece um cartucho amaldiçoado perdido da era de ouro e encontrado no fundo de uma locadora esquecida…coberto de sangue alienígena, riffs de guitarra e insanidade cósmica. 🤘👾🔥
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