A nova CEO da Xbox, Asha Sharma, deixou claro qual é sua grande ambição para os próximos anos: transformar a marca na "empresa número um de games e entretenimento do mundo" até 2030.

A declaração foi dada durante uma entrevista à Bloomberg Tech e mostra que a executiva está pensando muito além da guerra tradicional entre consoles. A meta parece envolver todo o ecossistema Xbox, incluindo Game Pass, publicação de jogos, nuvem, PC, dispositivos portáteis e entretenimento digital em geral.
O objetivo vai além de vender consoles
Durante a entrevista, Sharma foi questionada sobre os resultados financeiros da divisão Xbox e sobre o grau de liberdade que possui para tomar decisões dentro da Microsoft.
Segundo ela, sua missão não é simplesmente atingir determinadas margens de lucro.
"Meu mandato não é atingir margens de software corporativo. Meu mandato é tornar a Xbox a empresa número um de games e entretenimento, e é isso que vamos fazer."
A fala reforça algo que a própria executiva vem repetindo desde que assumiu o comando da divisão: a Xbox precisa crescer como plataforma e ecossistema, não apenas como fabricante de hardware.
Microsoft continua apostando pesado nos games
Asha também destacou que a Microsoft continua totalmente comprometida com o mercado de jogos, lembrando os enormes investimentos realizados nos últimos anos. Entre eles estão:
- Aquisição da ZeniMax Media (Bethesda)
- Aquisição da Activision Blizzard King
- Investimentos contínuos em Game Pass
- Novas gerações de hardware
- Infraestrutura de nuvem e serviços
Segundo Sharma:
"A Microsoft investiu de forma mais agressiva do que quase qualquer outra empresa nesta categoria nos últimos seis anos."
Ela reconheceu que a divisão ainda não está onde gostaria em termos de saúde financeira e crescimento, mas afirmou que os próximos meses serão fundamentais para reorganizar o negócio.
Activision Blizzard continua sendo vista como um grande acerto
Um dos momentos mais interessantes da entrevista aconteceu quando Sharma foi questionada sobre a aquisição da Activision Blizzard King por US$ 69 bilhões. A compra gerou polêmica por causa de:
- Demissões em massa
- Cancelamentos de projetos
- Reajustes do Game Pass
- Reestruturações internas
Mesmo assim, a CEO não demonstrou qualquer arrependimento. Pelo contrário.
Ela destacou o enorme valor das franquias adquiridas.
"Quem não gostaria de ter Call of Duty, que hoje gera mais receita do que o Universo Cinematográfico da Marvel?"
Sharma também citou:
- Candy Crush
- World of Warcraft
- O histórico da Activision de produzir sucessos consistentes há mais de 20 anos
Segundo ela, a Microsoft pretende continuar investindo fortemente nesses ativos.
Exclusivos voltam ao centro da conversa
Curiosamente, essa declaração chega poucos dias depois de Sharma afirmar que plataformas precisam de conteúdo exclusivo para crescer. A executiva já havia dito recentemente que a Xbox está reavaliando sua estratégia de exclusividade e analisando cuidadosamente quais franquias devem continuar chegando a outras plataformas.
Essa mudança de discurso tem chamado atenção porque marca uma diferença em relação à abordagem adotada nos últimos anos sob Phil Spencer, quando a empresa ampliou significativamente sua presença em PlayStation e Nintendo.
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Xará, essa fala da Asha é muito interessante porque ela mostra que a ambição dela não é simplesmente vencer Sony ou Nintendo. Quando ela fala em ser a maior empresa de games e entretenimento do mundo, ela está olhando para algo muito maior.
Ela está falando de competir com:
- Sony
- Nintendo
- Steam
- Netflix Games
- Amazon
- Disney Interactive
- Apple
E aí entra uma questão importante.
A Microsoft já tem dinheiro, tecnologia, nuvem, IA, estúdios e algumas das maiores franquias da indústria. O que ela ainda não tem é uma identidade tão clara quanto a Nintendo possui com Mario ou a PlayStation possui com seus grandes exclusivos.
Talvez seja exatamente isso que explique as recentes falas sobre exclusividade. Porque crescer como publisher é uma coisa. Virar a principal plataforma do mercado é outra completamente diferente.
Os próximos meses podem mostrar qual dessas duas direções a Xbox realmente pretende seguir.
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