Alguns jogos chamam atenção pelo visual. Outros pela história. Já GHOSTLESS parece querer chamar atenção por absolutamente tudo ao mesmo tempo.

O novo projeto do estúdio Coffeenauts foi anunciado para PlayStation 5, Xbox Series X|S e PC, trazendo uma mistura bastante incomum de ação 2.5D, gerenciamento de colônia, investigação, sobrevivência e paranoia digna dos melhores filmes de ficção científica dos anos 80.
E o mais interessante? A principal inspiração declarada pelos desenvolvedores é o clássico The Thing (O Enigma de Outro Mundo), de John Carpenter.
Uma guerra contra máquinas infiltradas entre os humanos
A história se passa em uma realidade alternativa do século XX. Quinze anos após um ataque cibernético americano durante a Guerra Fria, uma superinteligência artificial soviética experimental se voltou contra a humanidade.
O mundo entrou em colapso.
Você assume o papel do Envoy, um sobrevivente enviado para investigar rumores sobre uma instalação secreta onde a IA estaria desenvolvendo uma nova arma capaz de consolidar seu domínio sobre o planeta. Mas existe um problema ainda maior. As máquinas aprenderam a se disfarçar perfeitamente como seres humanos.
Nem todo sobrevivente é quem parece ser
É aqui que GHOSTLESS começa a se diferenciar de praticamente qualquer outro jogo do gênero. Ao longo da campanha, os jogadores resgatam sobreviventes para fortalecer sua base. Porém, alguns deles podem ser infiltradores conhecidos como Ghostless, androides capazes de imitar pessoas reais e se infiltrar na resistência.
Depois de uma missão, você pode voltar para o acampamento e descobrir que:
- Equipamentos foram sabotados
- Recursos desapareceram
- Um companheiro foi assassinado
- Instalações foram destruídas
A partir daí começa uma investigação. Será preciso analisar pistas, observar comportamentos, entrevistar suspeitos e cruzar informações para descobrir quem é humano e quem é uma máquina.
O detalhe cruel é que você pode errar.
Executar um inocente gera consequências reais para a comunidade e para a narrativa.
Exploração, combate e gerenciamento
Fora da base, GHOSTLESS funciona como uma aventura de ação e exploração em 2.5D. Os jogadores irão percorrer:
- Ruas destruídas
- Túneis de metrô
- Sistemas de esgoto
- Bunkers da Guerra Fria
- Laboratórios abandonados
Durante as expedições será possível coletar recursos, encontrar sobreviventes e enfrentar diferentes tipos de androides usando armas de fogo e combate corpo a corpo.
A base é o coração da resistência
O sistema de gerenciamento também possui papel fundamental. Os sobreviventes recrutados podem ser designados para diferentes funções dentro da colônia. Conforme a resistência cresce, novas tecnologias, armas e equipamentos ficam disponíveis.
Mas existe outro objetivo importante.
Fortalezas controladas pela IA são grandes demais para serem derrotadas sozinho. Por isso o jogo contará com as chamadas Incursions, grandes batalhas em que o jogador lidera seus companheiros em ataques coordenados contra posições inimigas.
Conquistar essas bases libera novas regiões do mapa e faz a resistência avançar.
Visual combina pixel art e efeitos modernos
Visualmente, GHOSTLESS aposta em um estilo que os desenvolvedores chamam de Hi-Fi Pixel Art. O resultado mistura:
- Sprites em pixel art
- Cenários tridimensionais
- Iluminação dinâmica
- Efeitos modernos de partículas
O clima sombrio ajuda a reforçar a atmosfera de paranoia constante que parece ser o principal diferencial do projeto.
Clima SussuWorld 🤖🔍
Xará... esse aqui entrou direto na minha lista de "preciso acompanhar".
Sabe por quê?
Porque quase todo jogo pós-apocalíptico hoje gira em torno de zumbis, mutantes ou criaturas genéricas. Já GHOSTLESS está apostando numa ideia muito mais interessante:
o inimigo pode estar dentro da sua própria base.
A inspiração em The Thing ficou evidente na mesma hora. Aquele sentimento de desconfiança permanente, de olhar para um aliado e pensar "será que esse cara é quem diz ser?", funciona muito bem em videogames quando é bem executado.
Misturar isso com gerenciamento de colônia, exploração Metroidvania, investigação e combate parece uma receita completamente maluca. Mas às vezes são justamente essas misturas improváveis que acabam virando as maiores surpresas.
Se a Coffeenauts conseguir equilibrar todas essas mecânicas, GHOSTLESS pode acabar sendo um daqueles jogos que ninguém esperava e que, de repente, começa a aparecer em todas as listas de melhores indies do ano.
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