Se você acha que já viu de tudo no gênero Metroidvania, talvez seja hora de conhecer Tempus Vitae. O novo projeto da Whiteboard Games acaba de ser anunciado para PlayStation 5, Xbox Series X|S e PC, trazendo uma combinação que parece saída diretamente de um laboratório de experiências malucas da ficção científica.

É um FPS em primeira pessoa com exploração no estilo Metroidvania e mecânicas profundas de viagem no tempo. O lançamento está previsto para 2027.
Uma estação espacial presa entre dois futuros
Em Tempus Vitae, os jogadores assumem o papel de Alex, um astronauta deslocado no tempo que desperta na estação espacial Theia. O problema é que a estação existe simultaneamente em duas épocas diferentes. Uma delas é o ano de 2185, marcado por uma guerra devastadora.
A outra é 2385, quando a humanidade já enfrenta um cenário pós-apocalíptico.
Enquanto tenta descobrir o que aconteceu com seu irmão desaparecido, Alex precisará viajar constantemente entre esses dois períodos para resolver enigmas, abrir novos caminhos e sobreviver aos perigos espalhados pela estação.
O tempo é a principal arma do jogo
A grande estrela de Tempus Vitae parece ser seu sistema de manipulação temporal. Segundo a Whiteboard Games, os jogadores terão acesso a uma série de habilidades capazes de alterar completamente a forma como exploram e enfrentam inimigos.
Entre os poderes revelados estão:
- Viajar 200 anos para o futuro ou para o passado
- Parar o tempo temporariamente
- Congelar projéteis no ar
- Acelerar o tempo para ganhar impulso
- Utilizar anomalias temporais para alterar eventos
- Teletransportar-se através da estação usando deslocamento temporal
Uma das mecânicas mais curiosas apresentadas envolve até mesmo uma pistola capaz de disparar através do tempo, funcionando como ferramenta para resolver puzzles e desbloquear novas áreas.
Estrutura Metroidvania em primeira pessoa
A Whiteboard Games descreve Tempus Vitae como um verdadeiro cruzamento entre três gêneros:
- Metroidvania
- FPS
- Viagem no tempo
A progressão seguirá a fórmula clássica do gênero, com áreas interligadas, caminhos bloqueados e regiões que só poderão ser acessadas após a obtenção de novas habilidades ou equipamentos. Além disso, o jogo contará com:
- Chefes desafiadores
- Sistema de missões
- NPCs com diálogos
- Lojas e melhorias
- Colecionáveis
- Fast travel
- Pontos de salvamento
Um conceito que chama atenção
A ideia de usar duas versões temporais do mesmo mapa lembra conceitos vistos em jogos como Titanfall 2, Dishonored 2 e até alguns momentos de The Legend of Zelda, mas Tempus Vitae parece querer transformar essa mecânica em sua principal identidade.
Se a execução estiver à altura da ambição, o resultado pode ser algo bastante diferente do que normalmente vemos dentro do gênero Metroidvania.
Clima SussuWorld ⏳🚀
Vou te falar, xará... às vezes aparece um jogo que a gente olha e pensa: "Ou isso vai ser genial... ou vai explodir spectacularmente." Tempus Vitae me passa exatamente essa sensação. Misturar FPS, Metroidvania e viagem no tempo já seria ousado. Agora imagina fazer isso dentro de uma estação espacial que existe simultaneamente em dois séculos diferentes.
A premissa lembra aquelas ideias que surgem numa reunião e alguém fala:
"E se a gente colocasse mais uma mecânica?"
E surpreendentemente parece funcionar. O que mais me chamou atenção foi a possibilidade de usar o próprio tempo como ferramenta de exploração. Não é apenas um recurso narrativo. É algo integrado diretamente ao gameplay.
Se a Whiteboard conseguir equilibrar combate, exploração e os sistemas temporais sem transformar tudo numa confusão, Tempus Vitae pode acabar virando um daqueles jogos cult que todo fã de ficção científica vai querer experimentar.
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