Durante anos, fãs de Resident Evil fizeram a mesma pergunta: como seria um capítulo principal da franquia ambientado no Japão? Agora, pela primeira vez, um dos principais responsáveis pela série admitiu publicamente que essa possibilidade já foi discutida dentro da própria Capcom.

Em entrevista ao portal japonês Futaman, o produtor de Resident Evil Requiem, Masato Kumazawa, revelou que ele próprio já imaginou a franquia explorando cenários japoneses e acredita que praticamente todos os membros da equipe também já pensaram nisso.
Um Resident Evil no Japão não está descartado
Ao ser questionado sobre o futuro da franquia e possíveis ambientações para os próximos jogos, Kumazawa explicou que o Japão é um tema recorrente entre os próprios desenvolvedores.
Segundo ele:
"Acho que um cenário japonês é algo em que todo fã japonês de Resident Evil já pensou. Eu também já pensei nisso."
O produtor foi além e sugeriu que essa curiosidade não é exclusiva dele. Como boa parte da equipe de desenvolvimento está baseada no Japão, ele acredita que praticamente todos os integrantes do estúdio já imaginaram como seria levar a série para o país.
Embora não tenha confirmado qualquer projeto em andamento, Kumazawa deixou a porta completamente aberta para essa possibilidade no futuro.
A franquia continua sem visitar o Japão
Curiosamente, mesmo sendo uma série criada por uma desenvolvedora japonesa, Resident Evil nunca teve um jogo principal ambientado no Japão. Ao longo das décadas, a franquia explorou cidades americanas, vilarejos europeus, laboratórios secretos, ilhas remotas e até regiões inspiradas no leste europeu.
Mas o país de origem da série permanece praticamente inexplorado.
E isso sempre gerou curiosidade entre os fãs.
Afinal, imaginar criaturas biológicas aterrorizando templos antigos, cidades modernas japonesas ou pequenas aldeias rurais parece uma combinação perfeita para o universo da franquia.
A Capcom quer continuar inovando
Kumazawa também comentou sobre a filosofia atual da série. Segundo ele, a Capcom pretende preservar os elementos centrais que transformaram Resident Evil em um fenômeno mundial, mas entende que repetir a mesma fórmula indefinidamente seria um erro.
O produtor destacou que a equipe busca constantemente novos desafios para evitar que a franquia fique estagnada.
Essa mentalidade ajuda a explicar mudanças importantes vistas ao longo dos anos, desde a transição para a câmera em primeira pessoa até experiências mais voltadas para ação ou terror psicológico.
O exemplo de Silent Hill f
A discussão ficou ainda mais interessante porque outra franquia clássica do terror recentemente deu esse passo. Em 2025, a Konami lançou Silent Hill f, levando a série para uma vila japonesa nos anos 1960. A mudança foi bastante elogiada justamente por oferecer uma identidade nova sem abandonar a essência que tornou Silent Hill famosa.
Isso naturalmente faz muitos jogadores se perguntarem se Resident Evil poderia seguir um caminho parecido.
Clima Sussuworld 🎮
Olha, xará... Se tem uma coisa que eu queria ver antes de me aposentar dos videogames é justamente um Resident Evil ambientado no Japão. Porque vamos combinar: A série nasceu no Japão. Foi criada por japoneses. Mas passou quase 30 anos sem colocar um jogo principal lá.
E quanto mais eu penso nisso, mais estranho parece.
Imagina uma aventura envolvendo laboratórios escondidos sob templos antigos, cidades japonesas modernas tomadas pelo caos ou até pequenas comunidades rurais carregadas de folclore local.
Depois do sucesso de Silent Hill f, parece que o público está mais aberto do que nunca para experiências de terror com identidade japonesa. E sinceramente? Se a Capcom realmente decidir seguir por esse caminho, acho que pode sair algo muito especial. Por enquanto não existe nenhuma confirmação.
Mas pelo menos agora sabemos que essa ideia não vive apenas na cabeça dos fãs. Ela também ronda os corredores da Capcom há algum tempo.
Postar um comentário