Shellbound é um “Metroidvania parasitário” que coloca você nas costas de um caracol divino !!

Tem Metroidvania de todo tipo. Mas um jogo em que você é um parasita viajando nas costas de um gigantesco caracol divino, explorando órgãos que funcionam como labirintos vivos definitivamente não aparece todo dia. 

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Esse é o conceito de Shellbound, novo projeto da Fake Lobster Games que será publicado pela Kinetic Publishing. O jogo está previsto para chegar no verão de 2028 para PlayStation 5, Xbox Series, Nintendo Switch 2 e PC.

Um mundo que literalmente está vivo

Em Shellbound, você assume o controle de um pequeno parasita que vive sobre uma criatura colossal de natureza quase divina. O próprio corpo do caracol funciona como o mundo do jogo, com seus órgãos formando enormes labirintos que podem mudar conforme suas ações.

E essa biologia não é apenas parte do cenário. Ela interfere diretamente na exploração.

Os caminhos disponíveis podem ser alterados conforme o mundo evolui, fazendo com que uma região visitada anteriormente possa apresentar novas possibilidades quando você retornar.

É aí que entra a grande sacada do jogo: você não está simplesmente explorando um mapa. Está explorando um organismo vivo.

Você pode controlar seus próprios inimigos

A principal mecânica de Shellbound está justamente no seu lado parasitário.

O protagonista poderá assumir o controle de inimigos e até de alguns NPCs, utilizando as características de cada criatura para avançar pelo mundo.

Cada corpo oferece habilidades diferentes de movimentação, combate e exploração. Uma criatura pode permitir alcançar uma área elevada, enquanto outra pode ser necessária para atravessar determinado obstáculo ou enfrentar um inimigo poderoso.

Isso cria uma espécie de caixa de ferramentas viva para o jogador.

E também abre uma possibilidade interessante: em vez de simplesmente esperar encontrar uma nova habilidade permanente para desbloquear uma região, você pode procurar uma criatura específica e parasitá-la para conseguir passar.

Mate demais e seus inimigos evoluem

Mas existe uma pegadinha.

O mundo de Shellbound reage ao comportamento do jogador. Se você começar a exterminar repetidamente uma determinada espécie de inimigo, ela poderá evoluir para uma forma mais poderosa, ganhando novas características e habilidades.

Ou seja, aquele bichinho que você estava usando como saco de pancadas pode voltar depois com uma bela promoção para versão 2.0 homicida.

E essa evolução também pode acabar beneficiando o próprio jogador, já que determinadas formas mais avançadas podem oferecer novas habilidades parasitárias.

É uma dinâmica interessante porque transforma até os inimigos comuns em parte da progressão.

Um Metroidvania que tenta quebrar suas próprias regras

A Fake Lobster Games descreve Shellbound como uma evolução do gênero Metroidvania justamente porque o sistema de parasitas permite contornar os tradicionais bloqueios de habilidades.

Normalmente, você encontra uma porta ou região inacessível, descobre uma habilidade nova algumas horas depois e então volta para abrir o caminho.

Aqui, a solução pode ser outra.

Talvez você não precise encontrar uma habilidade permanente. Talvez precise encontrar o inimigo certo, assumir o controle dele e usar sua capacidade para chegar ao outro lado.

Isso pode dar bastante liberdade para quem gosta de explorar e experimentar soluções diferentes.

Um caracol gigantesco cheio de segredos

Além da exploração e das mecânicas de parasitismo, o mundo também contará com NPCs amigáveis, missões e muitos segredos escondidos dentro dessa gigantesca criatura.

A própria descrição do jogo reforça a ideia de que estamos diante de um mundo que está literalmente respirando, mudando e reagindo ao jogador.

Tudo isso cria uma estética bem diferente do Metroidvania tradicional. Em vez de ruínas, castelos ou florestas convencionais, você terá um organismo colossal como mapa.

Um Metroidvania dentro de um caracol.

Confesso que é uma frase que eu não esperava escrever hoje. 

Clima SussuWorld 🎮

Shellbound tem uma daquelas premissas que você lê e pensa: “Tá... isso é estranho. Quero ver.”

O mais interessante, porém, é que a bizarrice não parece estar ali apenas para chamar atenção. O parasitismo está diretamente ligado à exploração, os inimigos podem evoluir conforme são derrotados e a própria anatomia do caracol funciona como um mundo que muda com as ações do jogador.

Se a Fake Lobster Games conseguir transformar essa ideia em um sistema realmente profundo, podemos ter um Metroidvania bem diferente do habitual.

Shellbound chega no verão de 2028 para PS5, Xbox Series, Switch 2 e PC.

E eu já estou imaginando o trailer:

“Neste mundo, para conseguir uma nova habilidade... você precisa roubar o corpo de alguém.” 🐌🦠

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