Ace Combat 8: Wings of Theve ganha trailer de história e confirma retorno do Annihilation Battle

A Bandai Namco e a Bandai Namco Aces divulgaram um novo trailer de história de Ace Combat 8: Wings of Theve, mostrando mais detalhes da campanha e dos conflitos que vão colocar os pilotos da Federação de Central Usea contra algumas das maiores ameaças já vistas na franquia.

Mas o trailer trouxe uma surpresa especial para os fãs de longa data: o retorno do Annihilation Battle, um dos formatos de missão mais queridos da série, que volta com novas possibilidades de destruição e estratégia.

O novo capítulo de Ace Combat chega em 2 de outubro, e pelo que foi mostrado até agora, a vida de quem estiver dentro do cockpit não vai ser exatamente tranquila.

Uma nova guerra nos céus de Usea

A história coloca o jogador no comando do esquadrão Joker Flight, liderado pelo personagem conhecido como Wings of Theve, enquanto a Federação de Central Usea enfrenta as forças de Sotoa.

O novo trailer apresenta um confronto direto entre o líder da unidade de elite Sotoan Air Force Shadows, conhecido como Shadow 22, e o Joker Flight. Como é tradição em Ace Combat, os combates contra ases rivais prometem ser alguns dos momentos mais intensos da campanha, exigindo muito mais do que simplesmente colocar o inimigo na mira.

E os adversários não estarão apenas no céu.

Durante a campanha, os jogadores também terão que enfrentar diversas superarmas capazes de dominar grandes áreas do campo de batalha ou ameaçar aeronaves a grandes distâncias. A missão será liderar seu esquadrão e encontrar uma maneira de sobreviver enquanto tenta salvar a Federação de Central Usea.

Annihilation Battle está de volta

A grande surpresa do anúncio é o retorno do Annihilation Battle, um formato de missão em que o jogador precisa destruir todos os inimigos e alvos espalhados por uma determinada área.

Em Ace Combat 8, uma dessas missões colocará o jogador contra instalações importantes das forças de Sotoa, incluindo uma usina de energia solar, tanques de petróleo, uma base aérea e um depósito de munição.

A diferença está na liberdade oferecida ao piloto.

Existe um limite de tempo, mas dentro dele o jogador pode decidir quais alvos atacar, em que ordem destruí-los e quando retornar à linha de abastecimento para recuperar suas armas.

Essa liberdade é justamente uma das características que o produtor Manabu Shimomoto considera fundamentais para a identidade da franquia. A ideia é permitir que o jogador tome suas próprias decisões sobre como eliminar os inimigos, em vez de simplesmente seguir uma sequência determinada pelo jogo.

Destruição em cadeia deixa tudo ainda mais interessante

O Annihilation Battle de Ace Combat 8 também terá um novo sistema de destruição em cadeia.

Assim como já havia sido mostrado com a enorme aeronave de transporte Podarge, estruturas do cenário poderão interagir umas com as outras. Um exemplo dado pela equipe é atacar um tanque de petróleo e provocar uma explosão capaz de destruir construções próximas.

Até mesmo aeronaves inimigas abatidas poderão causar destruição quando caírem sobre determinadas estruturas.

Isso adiciona uma camada interessante de estratégia às missões. Não será apenas uma questão de escolher o próximo alvo, mas também de pensar quando e onde atacar para provocar o máximo de destruição possível.

Em uma missão com tempo limitado, escolher a ordem correta pode fazer toda a diferença.

Megafloat Fatsia é uma verdadeira fortaleza

Entre as ameaças apresentadas está a Megafloat Fatsia, uma gigantesca instalação marítima construída como uma ilha artificial na costa oeste da República de Sotoa.

Com aproximadamente seis quilômetros de extensão, a estrutura funciona como fábrica de armamentos e estação de abastecimento para as forças militares de Sotoa. Seu convés superior possui uma pista de pouso de 2.000 metros, grande o suficiente para receber até mesmo aeronaves de transporte de grandes dimensões.

O interior da Megafloat também abriga uma usina de energia baseada na tecnologia de fusão a frio de Sotoa. O deutério é extraído da água do mar e utilizado como combustível para alimentar as diferentes áreas da instalação, incluindo fábricas de armas e plantas de combustível sintético.

O excedente de energia ainda é utilizado para dessalinização e produção de água potável enviada ao continente.

E, obviamente, uma instalação desse tamanho não fica desprotegida.

A Megafloat conta com sistemas automatizados conectados a radares multifuncionais, baterias SAM, CIWS e canhões ferroviários integrados a aeronaves de defesa. Drones também atuam como sensores, ampliando o alcance defensivo da instalação para um raio de aproximadamente 400 quilômetros.

Ou seja: chegar perto dessa coisa já parece uma missão. Destruir é outra história.

Tonitrus Spear transforma o céu em um campo minado

Outra ameaça revelada é a Tonitrus Spear, uma arma orbital de Sotoa baseada em um conceito desenvolvido durante a Guerra Fria.

A ideia é assustadora justamente pela simplicidade. A arma utiliza uma plataforma localizada em uma órbita baixa, a cerca de 500 quilômetros de altitude, para lançar grandes hastes metálicas contra alvos na superfície.

Sem explosivos nucleares, sem precipitação radioativa. Apenas massa e aceleração gravitacional transformadas em uma arma cinética de enorme poder destrutivo.

Os pilotos terão que usar velocidade, inteligência e muita habilidade para atravessar áreas ameaçadas pela Tonitrus Spear.

E, segundo a equipe, essas são apenas algumas das ameaças que aparecerão na campanha. Outros inimigos ainda permanecem escondidos e serão descobertos pelos jogadores durante as missões.

Ace Combat 8 chega em outubro

Ace Combat 8: Wings of Theve está confirmado para PlayStation 5, Xbox Series e PC, via Steam.

O lançamento acontece em 2 de outubro, colocando novamente os jogadores no cockpit para uma campanha cheia de combates aéreos, superarmas gigantescas e aquela mistura de ficção militar e espetáculo cinematográfico que virou marca registrada da série.

E com o retorno do Annihilation Battle, a Bandai Namco parece estar apostando não apenas em uma campanha cinematográfica, mas também em missões que dão ao jogador liberdade para decidir como transformar o campo de batalha em um verdadeiro inferno.

Clima SussuWorld ✈️🔥

Tem coisa que simplesmente combina com videogame, e Ace Combat é uma delas.

Você olha para uma arma orbital de 500 quilômetros de altitude, uma ilha artificial de seis quilômetros cheia de SAM, railguns e caças, e pensa: “beleza... agora me dá um avião e manda eu resolver isso”.

É exatamente esse absurdo controlado que faz Ace Combat funcionar tão bem.

E gostei bastante da volta do Annihilation Battle. O charme desse tipo de missão está justamente em deixar o jogador decidir como quer atacar. Você olha o mapa, escolhe uma rota, derruba uma instalação, percebe uma explosão em cadeia acontecendo e pensa: “já que eu estou aqui, vou acabar com tudo.” 

Agora imagine fazer isso enquanto uma arma orbital está tentando transformar seu avião em sucata.

É o tipo de problema que eu aceito tranquilamente ter na vida, desde que seja sentado no cockpit de um caça. 🎮✈️

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