Final Fantasy VII Revelation terá dois DLCs de história pagos, confirma Diretor

A Square Enix já está preparando o que vem depois de Final Fantasy VII Revelation. Pouco depois da revelação da data de lançamento do terceiro capítulo da trilogia durante o State of Play de setembro, o diretor Naoki Hamaguchi confirmou que o jogo receberá dois DLCs de história, ambos vendidos separadamente.

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E a Square Enix decidiu revelar os planos antes mesmo do lançamento do jogo principal, em vez de esperar para anunciar as expansões posteriormente.

Sephiroth e Vincent ganharão histórias próprias

Hamaguchi revelou que a decisão de produzir os DLCs aconteceu depois que a Square Enix recebeu diversos pedidos de fãs e da imprensa por conteúdos adicionais.

Segundo o diretor, a equipe decidiu atender aos pedidos e, desta vez, preferiu deixar os planos claros antecipadamente.

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Os dois conteúdos serão:

  • Story DLC 1: Sephiroth
  • Story DLC 2: Vincent & The Turks

A proposta é aprofundar as histórias de Sephiroth e Vincent, dois personagens que possuem enorme importância dentro do universo de Final Fantasy VII, mas que ainda guardam muitos elementos que podem ser explorados.

No caso de Vincent, a presença dos Turks também abre espaço para expandir acontecimentos e personagens ligados à organização da Shinra.

Por enquanto, a Square Enix não revelou a duração, período da história, novas áreas, mecânicas ou outros detalhes dos DLCs.

Sim, serão DLCs pagos

Embora a declaração de Hamaguchi não diga diretamente “serão pagos”, existe uma evidência bastante clara.

A Square Enix já disponibilizou na Steam uma página para o Final Fantasy VII Revelation Story Expansion Pass, deixando evidente que os dois conteúdos fazem parte de um passe de expansão vendido separadamente.

Ou seja, quem pretende jogar as histórias adicionais deverá desembolsar um valor além da compra do jogo principal.

O preço do Expansion Pass, entretanto, ainda não foi divulgado.

E é justamente aí que começa a discussão.

“Isso deveria estar no jogo?”

A reação dos jogadores foi bastante dividida.

Enquanto alguns comemoraram a possibilidade de conhecer mais profundamente Sephiroth e Vincent, outros questionaram a decisão da Square Enix de cobrar pelos conteúdos.

A principal crítica é relativamente previsível: depois de uma década de desenvolvimento e três jogos para contar a história completa de Final Fantasy VII, por que novas partes da narrativa precisam ser vendidas separadamente?

É uma pergunta que provavelmente vai acompanhar Revelation até seu lançamento.

Ao mesmo tempo, existe uma diferença importante entre conteúdo adicional e simplesmente retirar pedaços do jogo principal para vender depois.

Se os DLCs forem histórias realmente paralelas, produzidas especificamente para expandir personagens e acontecimentos além da campanha principal, existe um argumento razoável para tratá-los como expansões.

O problema é que ainda não sabemos exatamente o tamanho e a importância dessas histórias.

Dez anos para completar a trilogia

Quando Final Fantasy VII Revelation chegar às lojas, a Square Enix terá passado aproximadamente dez anos trabalhando nos três capítulos da reconstrução de Final Fantasy VII.

O projeto começou com Final Fantasy VII Remake, lançado em 2020, passou por Final Fantasy VII Rebirth e chegará ao terceiro capítulo depois de um desenvolvimento gigantesco em escala, orçamento e ambição.

É uma produção muito diferente de simplesmente pegar o jogo original e refazer seus gráficos.

A Square Enix expandiu áreas, personagens, sistemas de combate, exploração e histórias paralelas, transformando o projeto em uma trilogia de RPGs de grande porte.

Por isso, não chega a ser surpreendente que a empresa queira continuar explorando esse universo depois do lançamento do capítulo final.

Mas também é justamente por isso que a decisão de cobrar pelos DLCs será analisada com lupa.

Ainda falta saber quanto vai custar

Por enquanto, temos duas certezas: Serphiroth terá seu próprio DLC, Vincent & The Turks terão outro, e ambos fazem parte de um Story Expansion Pass pago.

O grande ponto de interrogação é o preço.

A Square Enix ainda não revelou quanto custará o passe nem se os DLCs poderão ser adquiridos individualmente.

Também não sabemos quando os conteúdos serão lançados em relação ao jogo principal.

Com Revelation ainda distante de sua chegada, a empresa terá bastante tempo para explicar exatamente o que cada expansão oferecerá.

E aí teremos elementos suficientes para julgar se estamos diante de expansões realmente robustas ou simplesmente mais uma maneira de fatiar o universo de Final Fantasy VII.

Clima SussuWorld ☁️⚔️

Olha... Vincent e Sephiroth são dois personagens que conseguem vender DLC praticamente sozinhos. 

Mas existe uma diferença gigantesca entre “quero jogar mais Final Fantasy VII” e “quero pagar por partes da história que deveriam estar no jogo”.

E, neste momento, ainda não dá para saber de qual lado essa balança vai cair.

Se forem duas expansões grandes, com histórias próprias, novas áreas, conteúdo significativo e bastante material para justificar a compra, beleza. É o velho modelo de expansão que conhecemos há décadas.

Agora, se forem historinhas de poucas horas que parecem ter sido arrancadas da campanha principal e colocadas atrás de uma segunda cobrança... aí a conversa muda completamente.

Depois de quase dez anos acompanhando essa reconstrução de Final Fantasy VII, a Square Enix sabe que os fãs estarão olhando cada detalhe com uma lupa microscópica.

E agora temos mais duas histórias para esperar.

Só falta descobrir quanto vai custar essa brincadeira.

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