É, galera. Halloween: The Game.

Michael Myers, assim como Jason e Freddy Krueger, é um dos grandes ícones do terror. Ponto. Sem discussão. Aquela máscara continua sinistra até hoje.
Quando eu vi o jogo seguindo a fórmula que a gente já conhece de Friday the 13th, um controla o assassino e os outros tentam sobreviver, pensei: “Bom… vamos ver.” Até porque o Friday the 13th não resistiu. Ter outro jogo nesse estilo, agora com o Michael, já chama atenção.
O que eu gostei é que ele não fica só no multiplayer.
Tem modo história. Seis capítulos contando como o Michael chegou até aquele ponto: a fuga do manicômio, a máscara, o macacão, a faca e o encontro com a babá. Tudo narrado pelo Dr. Sam Loomis.

Cara… isso é muito legal. Principalmente pra quem conhece o filme. A trilha tá ali, a ambientação tá ali. O jogo quer mesmo jogar aquela atmosfera pra dentro do videogame.
Recomendo uma coisa antes do multiplayer: joga o modo história primeiro. Mesmo que você já conheça Halloween. Você entende melhor o personagem e vê como o filme foi parar no jogo.
E se nunca viu o original de 1978… assiste. É sério.
O filme é de 1978, que por acaso é o meu ano de nascimento.
Sim. Eu sou velho nesse nível.
Agora o que interessa: o multiplayer.
Joguei com o Jarrão e a coisa fica bem mais divertida. A ideia é simples: você entra no mapa com outros jogadores e precisa sobreviver enquanto o Michael tá atrás.

A parte mais legal?
Você nunca sabe onde ele está.
Tá andando. Procurando saída. Tentando abrir uma porta.
Aí pensa: “Putz… será que ele tá por aqui?”
Vira a câmera.
O filho da puta tá do seu lado.
Oiê.
E acabou.
O Michael tem habilidade pra localizar, perseguir e finalizar. Você nunca sabe de onde ele vai sair. É aquela sensação de “eu vou morrer a qualquer momento” que funciona.
Eu escapei na maioria das partidas. Umas 90%. Porque esse é o objetivo, né? Escapar com vida e traumatizado.
Os cenários ajudam pra caramba. Têm cara de filme. Você olha certas áreas e reconhece a atmosfera na hora. Por isso eu reforço: se puder, assiste o original antes. A experiência fica melhor.
Dicas rápidas
Entra nas casas. Sempre que puder, procura abrigo e tenta chamar a polícia. Ou convence alguém a chamar. A polícia ocupa o Michael um tempo e isso pode ser a brecha pra picar a mula.

Tem mais de uma saída. Armazém, porta de sótão, carro pra consertar. Você não fica preso num caminho só.
E anda acompanhado. Os filmes de terror tinham razão.
Muita coisa exige atenção: quebrar madeira, abrir passagem, consertar, procurar item. Enquanto você tá concentrado, pode ter alguém de olho. Ou não. Se estiver sozinho quebrando madeira e virar a câmera… pode dar de cara com o Michael.
Oiê.
Tchau.
Um abraço.
Aí entra uma das coisas mais engraçadas de uma partida: usar o companheiro de isca. Eu já vi. E já aconteceu comigo.
Tava com outro cara tentando abrir uma porta. Ele mexendo nela, eu vi o Michael vindo. Tentei avisar. O cara não ouviu. Fiz o que qualquer ser humano sensato faria: piquei a mula.

Enquanto o Michael matava o cidadão, eu escapei.
Vou fazer o quê? Ou eu ou ele.
O ideal era todo mundo sair junto. Claro. Se não der… sebo nas canelas.
E a dica principal do jogo:
Seu único superpoder é correr.
Não tenta enfrentar o Michael.
Não tenta bancar o herói.
Não tenta resolver na porrada.
Não vai funcionar.
Corre.
Tem umas cartas que dão vantagem pra você não virar alvo tão fácil. Mas o grande destaque continua sendo a ambientação. O jogo passa aquela sensação de estar dentro de um Halloween. Com amigo, fica ainda melhor. Sempre tem alguém fazendo merda. Sempre tem alguém que se separa. Sempre tem alguém que acha que dá conta sozinho.

Aí o Michael aparece.
Não é só sair correndo de um assassino. É tentar cumprir uma tarefa sabendo que tem alguma coisa andando no mapa atrás de você. Consertando o carro. Abrindo uma porta. Procurando saída. Ajudando alguém.
A qualquer momento, ele pode aparecer.
Pra mim, Halloween é um multiplayer divertido que usa bem a cara do filme. O modo história ajuda a entrar no universo, principalmente narrado pelo Loomis. Começa por ele. Depois chama os amigos. Sozinho já diverte. Com amigo é melhor.

Você pode entrar achando que vai jogar só uma partida.
Pode achar que conhece o Michael Myers.
Pode achar que sabe escapar.
Mantém os olhos abertos.
Porque quando você menos esperar, vira a câmera.
E ele tá lá.
Oiê.
Corre.