GTA 6 vai deixar você roubar praticamente qualquer coisa, revela a Rockstar

Rockstar promete um mundo muito mais aberto à criminalidade improvisada, permitindo assaltar lojas, bancos e outros estabelecimentos durante a exploração de Leonida.

Se existe uma coisa que sempre esteve no DNA de Grand Theft Auto, é roubar. O próprio nome da franquia praticamente entrega o serviço. Mas parece que a Rockstar decidiu levar essa ideia para outro nível em GTA 6.

Em uma entrevista ao IGN, Rob Nelson, chefe de desenvolvimento da Rockstar North, apresentou detalhes do aguardado jogo e revelou uma característica que pode mudar bastante a maneira como os jogadores interagem com o mundo de Leonida: será possível roubar praticamente qualquer estabelecimento.

E não estamos falando apenas da velha lojinha de conveniência que você entra, aponta uma arma e sai com algumas notas no bolso.

“Você pode roubar praticamente qualquer coisa”

Durante a demonstração apresentada à imprensa, Nelson mostrou justamente como o mundo de GTA 6 pode reagir às ações do jogador.

Ao explicar o funcionamento dos eventos dinâmicos e a maneira como Leonida se comporta ao redor de Jason e Lucia, o executivo começou uma situação de assalto.

Segundo ele, os jogadores poderão entrar em diferentes estabelecimentos e realizar roubos de maneira muito mais espontânea.

O exemplo utilizado foi uma loja onde o jogador poderia comprar fones de ouvido.

A frase de Nelson resume bem a filosofia:

“Você pode roubar praticamente qualquer coisa.”

E isso abre uma quantidade enorme de possibilidades para quem gosta de transformar o mundo aberto em um parque de crimes particular.

Roubar não ficará restrito às missões

Em GTA V, os jogadores já podiam assaltar algumas lojas, principalmente estabelecimentos menores.

Mas roubos maiores, como bancos e grandes operações criminosas, normalmente estavam associados às missões da campanha e aos elaborados golpes planejados pelos protagonistas.

GTA 6 aparentemente quer diminuir bastante essa separação entre “atividade do mundo aberto” e “missão”.

Nelson explicou que existem diversos alvos espalhados pelo mapa que podem ser roubados para conseguir dinheiro.

E o mais interessante é que isso poderá ser feito tanto com Jason e Lucia juntos quanto individualmente.

Ou seja, o crime não precisa necessariamente começar porque a história mandou.

Pode simplesmente ser uma decisão do jogador.

Até o lugar errado pode virar oportunidade

Talvez o detalhe mais interessante da demonstração tenha sido justamente um exemplo de como esses crimes podem surgir de maneira dinâmica.

Nelson explicou que, inicialmente, pretendia ir até uma loja, banco ou estabelecimento de empréstimos para realizar um assalto.

Mas, durante o caminho, Jason passou por um pátio de apreensão policial e comentou sobre o local.

Pronto.

Novo possível alvo.

Essa situação mostra que os roubos parecem estar integrados à própria exploração de Leonida. O jogador pode estar simplesmente dirigindo pelo mapa, encontrar algo interessante e decidir que aquilo seria um excelente lugar para fazer dinheiro.

Não necessariamente existe uma missão formal dizendo para você ir até lá.

Você pode simplesmente decidir:

“Vou roubar isso aqui.”

E tentar descobrir o que acontece.

Bancos também entram na brincadeira

O exemplo envolvendo bancos talvez seja o mais impressionante.

Segundo Nelson, bancos podem ser considerados alvos de roubo durante a exploração.

Isso não significa necessariamente que todos os bancos poderão ser assaltados da mesma maneira ou que qualquer situação poderá ser resolvida sem consequências. A entrevista não detalha todas as regras desse sistema.

Mas a simples possibilidade de encontrar um estabelecimento durante a exploração e decidir transformá-lo em alvo já representa uma mudança significativa em relação à estrutura mais rígida de GTA V.

Em vez de esperar a próxima missão de golpe, o jogador poderá encontrar suas próprias oportunidades.

Jason e Lucia podem participar juntos

Outro detalhe interessante é a possibilidade de realizar esses roubos com Jason e Lucia juntos ou separadamente.

Isso combina diretamente com a estrutura da dupla protagonista.

Dependendo da situação, o jogador poderá escolher qual personagem utilizar e decidir como abordar determinadas atividades.

A Rockstar ainda não revelou todos os detalhes desse sistema, mas a ideia reforça uma característica que parece estar sendo colocada no centro de GTA 6: dar ao jogador mais liberdade para criar suas próprias situações dentro do mundo aberto.

Um mundo mais imprevisível

A comparação com Red Dead Redemption 2 também é inevitável, embora Nelson tenha feito uma ressalva importante.

Segundo ele, GTA 6 não terá necessariamente o mesmo nível de transformação permanente de cidades e regiões visto em Red Dead Redemption 2.

A Rockstar, porém, está apostando em uma grande variedade de eventos dinâmicos e situações emergentes.

Isso significa que a sensação de mundo vivo não precisa depender apenas de uma cidade mudar estruturalmente com o avanço da história.

Ela pode acontecer porque você estava indo fazer uma coisa e acabou encontrando outra.

Você sai para comprar alguma coisa.

Encontra um pátio policial.

Jason comenta.

Você olha.

Pensa por dois segundos.

E decide assaltar.

É exatamente esse tipo de situação que pode fazer um mundo aberto deixar de parecer uma sequência de missões conectadas e começar a parecer um lugar onde coisas simplesmente acontecem.

🎮 Clima SussuWorld

Essa talvez seja uma das revelações mais interessantes sobre GTA 6 justamente porque não depende de gráfico, tamanho de mapa ou quantidade de carros.

É sobre liberdade.

O grande salto pode estar em permitir que o jogador olhe para um prédio qualquer e pense: “E se eu roubar isso?”

E o jogo responder:

“Pode tentar.”

Isso é muito diferente de simplesmente colocar mais missões de assalto.

A Rockstar parece estar tentando fazer com que o próprio mundo ofereça oportunidades para o jogador criar seus crimes, seus problemas e, provavelmente, suas fugas completamente desastradas.

Porque conhecendo a comunidade de GTA, a pergunta não será apenas “o que posso roubar?”

Vai ser:

“O que acontece se eu tentar roubar isso aqui?” 

E essa é exatamente a espécie de pergunta que um bom mundo aberto precisa provocar.

0 Comentários

Postar um comentário

Post a Comment (0)

Postagem Anterior Próxima Postagem