Sabe aqueles dias em que você acorda, olha para o espelho e pensa: “O que eu estou fazendo com a minha vida?”. Pois é, bicho. Os caras da Mostly Games pegaram essa bad trip existencial, misturaram com o bom e velho estilo de plataforma 2D e pariram PEPPERED!

Imagine só: você está participando de uma entrevista para conseguir um estágio num escritório. Um dia normal, certo? Só que tem um pequeno detalhe: naquele mesmo dia, o mundo inteiro está comemorando o centésimo aniversário do Dia da Imortalidade!
Há cem anos, o lendário Theodore Glagolev usou a poderosa Estrela da Vida para selar o Deus da Morte e garantir que a humanidade pudesse viver feliz para sempre. Pelo menos, era esse o plano. Agora, todo mundo espera o retorno do herói para repetir o feito e salvar o mundo mais uma vez.
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Só que tem um probleminha: Glagolev desapareceu!
E o que a humanidade faz diante dessa situação? Absolutamente nada! Enquanto o mundo caminha para o desastre, todo mundo parece ocupado demais seguindo a própria vidinha. Ninguém toma uma atitude, ninguém resolve coisa alguma e a ameaça só aumenta.
É aí que entra o nosso herói. Ou melhor… o nosso estagiário!
Cansado de esperar que alguém faça alguma coisa, o sujeito resolve agir por conta própria, rouba a Estrela da Vida e parte para tentar impedir que o Deus da Morte transforme tudo numa tremenda desgraça.
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Sim, galera. Você vai salvar o mundo no meio de uma crise existencial, com uma vaga de estágio em jogo e um problemão cósmico para resolver.
Bem-vindo a Peppered. Seu primeiro dia de trabalho promete!
Galera, eu preciso contar como foi minha primeira jogatina de Peppered: An Existential Platformer. Comecei o jogo, fiz aquela entrevista pra entrar na empresa, fui contratado e já fui tomando minhas decisões. Tudo normal. Escolhe isso, escolhe aquilo, responde uma coisa aqui, outra ali. Beleza.

Até que, no meio dessa sequência, apareceu uma mensagem dizendo que eu tinha sido chamado ao RH.
Pensei: “Beleza, vamos lá.”
Cheguei ao escritório e quem estava me esperando?
O Senhor da Morte.
O sujeito começou a listar minhas escolhas, explicou que eu tinha feito isso, aquilo e mais um monte de coisa errada. Resultado? Eu estava demitido.
E como funcionou minha demissão nesse jogo?
“Você vai morrer.”
Simples assim!
Saí correndo, tentei escapar, mas não adiantou. Já estavam me esperando do lado de fora do escritório.
Fiquei olhando pra tela, pensando:
“Não é possível. Acabou o jogo?”
E acabou mesmo.
Minha primeira jogatina terminou ali, sem enfrentar chefe, sem sair do escritório e sem levantar da cadeira. Comecei sentado e morri sentado. Não devo ter passado nem quinze minutos jogando.
Aí apareceram as letras finais e veio aquela provocação:
“Mas e se fosse diferente?”
O jogo me mandou de volta para o começo, para a mesma entrevista. Só que agora eu podia fazer outras escolhas e descobrir onde elas me levariam. E foi aí que Peppered começou a despertar minha curiosidade de verdade.

Porque você olha as imagens do jogo e pensa: “Peraí, eu ainda não vi isso. Também não vi aquilo. Que parte é essa?”
Boa parte das imagens que eu tinha visto antes de jogar mostrava situações que eu ainda nem tinha encontrado. E isso me deixou curioso pra caramba.
Pelo que experimentei até agora, as escolhas podem mudar bastante o caminho da história. Algumas levam a um fim rápido e inesperado. Outras podem prolongar a jornada e levar a situações completamente diferentes, incluindo confrontos com chefes.
A ideia é interessante justamente por isso. Em vez de simplesmente mandar você voltar ao último ponto e tentar de novo, o jogo transforma o fracasso em parte da experiência. Você pode terminar uma tentativa muito antes do esperado e ficar com aquela pulga atrás da orelha: “E se eu tivesse respondido de outro jeito?”

E, convenhamos, um jogo em que você pode ser demitido pelo Senhor da Morte antes mesmo de sair da cadeira já começa com uma proposta diferente.
Visualmente, Peppered aposta em uma apresentação em pixel art que lembra os jogos da época do Super Nintendo, mas com uma pegada mais sombria. E o humor da proposta combina com esse clima absurdo de um mundo aparentemente desmoronando enquanto você tenta entender o que está acontecendo.
Pelo menos nessa primeira tentativa, foi isso que mais me chamou a atenção: a maneira como o jogo brinca com as suas expectativas. Você começa pensando que vai seguir uma aventura de plataforma e, de repente, está diante de uma tela de fim de jogo sem nem ter tido tempo de esquentar os dedos.
E aí vem a pergunta que faz você querer tentar novamente.
“Mas e se fosse diferente?”
Cara, eu quero descobrir.

Vale a pena ficar de olho?
Pelo que joguei até agora, Peppered: An Existential Platformer conseguiu uma coisa importante: me deixou curioso para voltar e experimentar outras escolhas. Não vou fingir que já conheço todos os caminhos ou que posso avaliar tudo o que o jogo oferece depois de uma tentativa tão curta. Ainda tem muita coisa que preciso descobrir.
E esse é o grande pulo do gato, galera. Sabe o clássico “Game Over”? Esqueça! Em Peppered, o fracasso pode fazer parte da própria história. Suas escolhas podem mudar o rumo da aventura, e o jogo conta com 11 finais diferentes. É o tipo de experiência que deixa você pensando: “E se eu tivesse feito tudo diferente?”
É o tipo de jogo que você vai querer jogar de novo e de novo para descobrir o que acontece quando toma outras decisões em diferentes momentos da história.
Mas, quando um jogo termina em menos de quinze minutos e, em vez de fazer você desistir, deixa você querendo começar de novo para descobrir o que perdeu, alguma coisa interessante está acontecendo.
E eu nem precisei levantar da cadeira para morrer pela primeira vez.
Agora quero ver o que acontece se eu fizer tudo diferente.
Quer acompanhar a próxima tentativa?
Então confira o vídeo aqui no post! Vou voltar para aquela entrevista, tomar outras decisões e descobrir até onde essa história pode me levar. Porque, pelo visto, em Peppered, o jeito mais rápido de acabar com a sua carreira pode ser também o começo de outra aventura.
Palavra de Sussu
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